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GeriDólar fecha acima de R$ 5 com alta de 1,63%; Ibovespa cai 0,61%
Dólar fecha acima de R$ 5 com alta de 1,63%; Ibovespa cai 0,61%
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Agência Brasil Economia15.05.2026Business3 dk okumaBrazil

Dólar fecha acima de R$ 5 com alta de 1,63%; Ibovespa cai 0,61%

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  • O dólar fechou a R$ 5,067, maior nível em um mês, impulsionado por tensões globais e políticas no Brasil.
  • A bolsa brasileira (Ibovespa) caiu 0,61%, refletindo a aversão ao risco e incertezas fiscais.

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O dólar subiu e fechou acima de R$ 5, no maior nível em um mês, enquanto a bolsa brasileira caiu em um dia de turbulências externas e domésticas. A aversão global ao risco foi provocada pela guerra no Oriente Médio, pressão inflacionária internacional e agravamento das tensões políticas no Brasil.

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O dólar voltou a subir e fechou esta sexta-feira (15) acima de R$ 5, no maior nível em um mês. Já a bolsa brasileira encerrou o pregão em queda, em um dia de turbulências externas e domésticas.

O movimento de aversão global ao risco foi provocado pela guerra no Oriente Médio, pela pressão inflacionária internacional, que aumentou as chances de alta de juros no Japão, e pelo agravamento das tensões políticas no Brasil.

A moeda estadunidense encerrou o dia vendido a R$ 5,067, com alta de R$ 0,081 (+1,63%). Em forte alta durante todo o dia, a cotação chegou a R$ 5,08 por volta das 13h, antes de desacelerar no fim da tarde.

O dólar comercial acumulou alta de 3,48% na semana. Em 2026, no entanto, cai 7,70%. A divisa está no maior valor desde 8 de abril, quando fechou a R$ 5,10.

O mercado de ações também teve um dia turbulento. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 177.284 pontos, com queda de 0,61%.

O Ibovespa operou sob pressão durante todo o pregão, refletindo o ambiente externo mais defensivo e o aumento das preocupações fiscais e políticas no cenário doméstico.

O índice chegou a cair mais de 1% durante a manhã, mas reduziu parte das perdas ao longo do dia, sustentado principalmente pelas ações da Petrobras.

Pressão externa

A valorização do dólar refletiu uma combinação de fatores externos e internos. No cenário internacional, investidores aumentaram apostas de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) poderá elevar os juros nos Estados Unidos diante da persistência da inflação global, pressionada principalmente pela alta do petróleo e pelas tensões geopolíticas envolvendo Irã e Estados Unidos.

O movimento ganhou força após os juros dos títulos públicos do Japão dispararem durante a madrugada. Os papéis japoneses de dez anos atingiram o maior nível desde 1999, chegando a 2,37%, enquanto os títulos de 30 anos ultrapassaram os 4%. O avanço ocorreu após a inflação ao produtor no Japão acelerar para 4,9% em abril.

A perspectiva de alta dos juros pelo Banco do Japão levou investidores a desmontarem parte das operações conhecidas como carry trade, nas quais recursos captados em países de juros baixos, como o Japão, são destinados a mercados com taxas mais elevadas, como o Brasil. Com a reversão desse fluxo, houve fortalecimento do dólar e retirada de capital de economias emergentes.

No Brasil, o mercado também acompanhou os desdobramentos políticos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro. Investidores avaliaram que o aumento das incertezas políticas ampliou a busca por proteção na moeda americana.

Bolsa recua

Em relação à bolsa, o desempenho negativo acompanhou o movimento das bolsas internacionais. Em Nova York, o S&P 500 (das 500 maiores empresas) caiu 1,23%, diante da percepção de que juros mais altos poderão permanecer por mais tempo nos Estados Unidos.

Além do cenário externo, os impactos políticos das revelações envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro aumentaram a cautela em relação aos ativos brasileiros. Nesta sexta, o site Intercept Brasil divulgou nova reportagem com as relações do deputado cassado Eduardo Bolsonaro com o Banco Master.

Petróleo dispara

Os preços do petróleo subiram mais de 3% diante do aumento das tensões no Oriente Médio e da falta de avanços nas negociações sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo mundial.

O barril do Brent, referência para as negociações internacionais, fechou em alta de 3,35%, a US$ 109,26. O barril WTI, do Texas, avançou 4,2%, encerrando a US$ 105,42.

O mercado reagiu a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que sua paciência com o Irã estaria se esgotando. O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que Teerã não confia nos americanos e que só negociará se houver seriedade por parte de Washington.

O prolongamento da crise no Golfo Pérsico mantém elevada a preocupação com inflação global, pressionando juros e aumentando a volatilidade nos mercados financeiros.

*Com informações da Reuters

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  • A persistência da inflação global e as tensões geopolíticas podem levar a novas altas de juros nos Estados Unidos.

    Muhtemel · Orta vadede

  • O dólar pode continuar em patamares elevados no Brasil se as incertezas políticas e fiscais persistirem.

    Muhtemel · Kısa vadede

  • Os preços do petróleo podem permanecer voláteis e em alta devido às contínuas tensões no Oriente Médio.

    Çok muhtemel · Kısa vadede

Açık Sorular

  • Qual o desfecho das tensões políticas no Brasil?
  • Haverá novas altas de juros no Japão ou nos EUA?
  • Como as tensões no Oriente Médio evoluirão?
  • Qual o impacto a longo prazo do carry trade revertido nas economias emergentes?

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