Empresária cai em golpe do Pix e perde R$ 89 mil em Barretos
Hızlı Bakış
- Empresária em Barretos (SP) perdeu R$ 89 mil em golpe do Pix após ser enganada por falsa gerente bancária.
- Criminosos criam senso de urgência e usam documentos falsos.
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A empresária Franciele Gomes foi vítima de um golpe pelo celular em Barretos, SP. Ela acreditou que estava cancelando transações fraudulentas e realizou transferências via Pix, seguindo orientações de uma falsa gerente. Um boletim de ocorrência falso também foi apresentado a ela.
Durante a conversa, ela fez transferências via Pix acreditando que estava cancelando transações fraudulentas, conforme orientações da falsa gerente.
A mulher ainda disse à Franciele que registraria um boletim de ocorrência em nome dela para comunicar à polícia o golpe que a empresária tinha sofrido.
O documento que Franciele recebeu era falso e a informação foi confirmada ao g1 pelo delegado Marcelo Gambi, responsável pelo caso. Segundo ele, ninguém pode fazer um boletim de ocorrência além da vítima. Assim que soube que tinha caído em um golpe, a empresária procurou a polícia para fazer o registro real do caso.
Segundo Gambi, em casos de golpe, a principal tática dos criminosos é criar um senso de urgência: eles ligam informando sobre uma compra ou um Pix falso de alto valor para chamar a atenção e fazer com que a pessoa cai mais facilmente na conversa.
Ainda segundo o delegado, ao primeiro sinal de uma ligação onde a pessoa do outro lado diz que é preciso fazer um Pix, baixar um aplicativo ou compartilhar a tela do celular para cancelar uma operação, é preciso desligar o telefone na hora.
"Os bancos não entram em contato nestes casos. No momento de nervosismo, a vítima não reflete sobre o que está fazendo, e o golpista cria um senso de urgência para encurtar o tempo e induzi-la ao erro".
A orientação da polícia diante de qualquer abordagem telefônica suspeita envolvendo dinheiro, é interromper o contato imediatamente e não tentar argumentar com o golpista.
"Em caso de dúvidas sobre a legitimidade de um documento ou do atendimento, a pessoa pode passar na delegacia mais próxima ou na agência bancária e pedir uma consulta presencial. É o método mais seguro", alerta Gambi.
No caso de Franciele, além do boletim de ocorrência falso, a golpista chegou a simular notificações do Governo Federal.
"A todo momento, ela ia me passando segurança, falava 'fica tranquila, vai dar certo'. São especialistas, não é qualquer pessoa, já trabalharam com isso. Era muito perfeito, o código .gov, o boletim de ocorrência. Eu não desconfiei de nada", disse a empresária ao g1.
A empresária Franciele Gomes foi vítima de golpe pelo celular em Barretos, SP — Foto: Reprodução/EPTV
📄 Banco não emite boletim de ocorrência
Segundo Gambia, a polícia e as agências bancárias não adotam a prática de enviar documentos como boletim de ocorrência para "ajudar" o cliente, reforçando que o registro do caso é sempre feito pela própria vítima.
No caso de Franciele, a falsa gerente gerou um boletim de ocorrência, com dados de São Paulo e o logotipo do banco, enviando o arquivo para ela como "comprovante" do atendimento policial.
"Se a pessoa que teve o suposto prejuízo não fez o boletim, como ela acredita em um documento feito por terceiros em nome dela? Se alguém mandar uma cópia de boletim com sugestão para resolver um problema, já é um golpe, pois a Polícia e nenhum banco fariam isso", diz o delegado.
🔍 Cuidado com falsos QR Codes
Atualmente, os boletins de ocorrência eletrônicos originais possuem um QR Code para download e autenticação. Mas o delegado alerta que até isso tem sido falsificado pelas quadrilhas, que inserem códigos em documentos forjados direcionando a vítima para páginas clonadas da polícia.
Para checar a veracidade, a regra é usar apenas os canais oficiais.
"Em caso de boletim de ocorrência feito pela Delegacia Eletrônica, todos geram um número de protocolo, em que a pessoa interessada pode consultar na página oficial. Após a finalização, uma cópia verdadeira é sempre enviada ao e-mail informado", explica Gambi.
Boletins de ocorrência verdadeiros geram um número de protocolo que pode ser consultado diretamente no site oficial da Delegacia Eletrônica — Foto: Reprodução/Polícia Civil
📲 Atenção aos links por SMS e WhatsApp
O golpe sofrido pela empresária de Barretos começou com uma simples mensagem via SMS. que alertava sobre o vencimento de 89 mil pontos em milhas. A partir daí, ela clicou no link recebido e, ao preencher os dados na página falsa, abriu a porta para a quadrilha.
A orientação da Polícia Civil é nunca clicar em links suspeitos, promoções imperdíveis ou alertas de milhas recebidos por mensagens de texto, WhatsApp ou e-mail.
Na dúvida, a saída é acessar o aplicativo oficial do banco ou o site da loja digitando o endereço no navegador.
Imagem ilustrativa de uma pessoa mexendo em um celular — Foto: Redes sociais/Reprodução
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- Quantos criminosos estavam envolvidos no golpe?
- Qual a origem exata da mensagem inicial sobre as milhas?
- Os R$ 89 mil transferidos foram recuperados?
- As autoridades conseguiram identificar os golpistas?






