EUA atacam Irã após morte de militares americanos na Jordânia e suspensão de cessar-fogo
Ataques visam degradar capacidades militares iranianas e punir a Guarda Revolucionária Islâmica, enquanto o Irã suspende compromissos de acordo de paz.
Hızlı Bakış
- As forças dos EUA lançaram novos ataques contra o Irã, visando degradar suas capacidades militares e retaliar pela morte de três militares americanos na Jordânia.
- Explosões foram ouvidas em Bandar Abbas e a defesa antiaérea de Bushehr foi ativada, enquanto o Irã suspendeu compromissos de cessar-fogo.
Yapay zekâ özeti
Neden Önemli?
A escalada militar entre Teerã e Washington ocorre desde o naufrágio de um acordo de cessar-fogo assinado em junho, com os EUA retaliando a morte de militares americanos na Jordânia.
Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia renovado promessa de retaliação contra morte de militares americanos.
No fim de semana, três militares americanos morrerem na Jordânia e outro ser dado como desaparecido após ataques iranianos. Cerca de 430 combatentes do país ficaram feridos desde o início do conflito.
"Hoje, às 16h (horário do leste dos EUA), as forças americanas iniciaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, sob as ordens do Comandante-em-Chefe. Os ataques visam degradar ainda mais as capacidades militares iranianas usadas para atacar a navegação comercial no Estreito de Ormuz", diz um comunicado do Comando Central (CentCom).
Segundo a mídia iraniana, explosões foram ouvidas nesta segunda em Bandar Abbas, perto do Estreito de Ormuz, e a defesa antiaárea da usina nuclear de Bushehr, que funciona com o aval da comunidade internacional, foi ativada.
As forças armadas dos EUA assumiram a autoria de um bombardeio no domingo (19) contra a usina nuclear de Darkhovin, em construção no sudoeste do país. Os ataques também atingiram vários locais na cidade portuária de Bushehr.
Nos últimos bombardeios, os americanos atingiram infra-estrutura civil, como pontes e usinas de dessalinização.
Antes dos ataques de sábado, o líder supremo do Irã afirmou que Washington pagaria por "tentar escalar o conflito".
O Comando Central informou em comunicado que os ataques aéreos começaram às 19h (horário de Brasília), por ordem do presidente Donald Trump.
"Os ataques visam reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz e punir rapidamente as forças da Guarda Revolucionária Islâmica que lançaram ataques contra militares americanos na Jordânia na noite passada", afirmou o comando, sem fornecer mais detalhes.
Ataque na Jordânia
Na sexta-feira à noite, a Guarda Revolucionária afirmou ter destruído ao menos dois caças americanos e outras três aeronaves durante um ataque com mísseis e drones contra a base americana de Al Azraq, na Jordânia.
Segudo o jornal "The New York Times", o ataque à Jordânia danificou vários helicópteros das Forças Armadas dos EUA, incluindo modelos de combate como os Black Hawks.
"Em 17 de julho, dois membros das forças armadas dos EUA na Jordânia foram mortos em ação enquanto o Comando Central dos EUA (CENTCOM) e forças parceiras se defendiam contra ataques com mísseis balísticos iranianos e drones. Além disso, um membro das forças armadas está atualmente desaparecido em ação", diz o comunicado do Comando Central (CentCom).
"Quatro membros das forças armadas americanas foram levados para hospitais jordanianos. Eles já foram liberados desde então. Outros militares que foram avaliados por ferimentos leves retornaram ao serviço", afirma a nota.
Escalada militar
Teerã e Washington vêm realizando uma escalada militar desde o naufrágio do acordo de cessar-fogo assinado entre os dois países em junho.
O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou nas redes sociais que os Estados Unidos voltaram a descumprir compromissos assumidos no acordo de paz durante a guerra no Oriente Médio e disse que a assinatura de um presidente americano "não tem valor nem credibilidade".
"A repetida violação dos compromissos do Grande Satã em relação ao acordo, mais uma vez, revelou a verdade: a assinatura do presidente dos Estados Unidos tem tão pouco valor e credibilidade quanto as palavras e a conduta enganosas, traiçoeiras e brutais do regime americano", diz a publicação.
Teerã anunciou também neste sábado que estava suspendendo os compromissos assumidos pelos termos do cessar-fogo de junho.
Enquanto isso, os confrontos continuam. O Centcom informou que realizou, pela sétima noite consecutiva, ataques contra instalações de vigilância, infraestrutura logística militar, depósitos subterrâneos de armas e capacidades marítimas iranianas.
Segundo a mídia estatal iraniana, bombardeios americanos atingiram usinas elétricas e instalações de dessalinização na província de Hormozgan, no sul do país.
A agência IRNA afirmou que uma usina de dessalinização foi destruída, interrompendo o abastecimento de água para cerca de 10 mil pessoas, enquanto outra foi danificada na estratégica ilha de Qeshm, localizada no Estreito de Ormuz.
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- Qual a extensão total dos danos civis no Irã?
- Quais serão os próximos passos do Irã após suspender o cessar-fogo?






