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GeriFamília buscará Justiça após morte de paciente submetida a cirurgia por engano em Campinas
Família buscará Justiça após morte de paciente submetida a cirurgia por engano em Campinas
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G15 saat önceCrime3 dk okumaBrazil

Família buscará Justiça após morte de paciente submetida a cirurgia por engano em Campinas

Hızlı Bakış

A família de Jandira Marina Dias Braga, de 76 anos, que morreu três dias após ser submetida a uma cirurgia destinada a outra pessoa no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas (SP), buscará medidas judiciais para responsabilizar os envolvidos e cobrar mudanças nos protocolos.

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Jandira Marina Dias Braga, de 76 anos, faleceu três dias após ser submetida a uma gastrostomia endoscópica por engano no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas (SP), enquanto aguardava tratamento para um câncer de cólon.

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A neta da paciente que morreu três dias após ser submetida a uma cirurgia destinada a outra pessoa no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas (SP), afirmou que a família irá buscar medidas judiciais para apurar e responsabilizar pessoas envolvidas no erro médico.

A fala de Camila Dias Barozzi se deu durante entrevista à EPTV, emissora afiliada da TV Globo. Segundo a neta, o intuito de levar o caso à Justiça é cobrar mudanças em protocolos cirúrgicos adotados pela instituição para "não deixar acontecer isso com outras pessoas".

"Eu prometi para mim que não ia deixar isso quieto. Sempre fica aquela sensação do 'e se?'. E se tivesse dado certo? Ela poderia estar aqui com a gente", desabafou Camila.

A falha aconteceu na noite de 8 de junho. Jandira Marina Dias Braga, de 76 anos, estava internada para tratar uma obstrução intestinal provocada pela recidiva de um câncer de cólon e, segundo a família, aguardava definição da equipe médica sobre o tratamento quando foi encaminhada ao centro cirúrgico.

O hospital admitiu o erro, disse que abriu uma sindicância interna para apurar o caso e que foram adotadas medidas administrativas contra os profissionais envolvidos, e que uma avaliação médica e técnica concluiu que a cirurgia "não alterou o prognóstico da paciente".

A EPTV teve acesso aos documentos do prontuário. Eles mostram que Jandira passou por uma gastrostomia endoscópica, procedimento para colocação de uma sonda diretamente no estômago. A cirurgia começou às 18h45 e terminou às 19h20.

A troca só foi descoberta ao final da cirurgia, durante a passagem de plantão, quando funcionários notaram que a paciente correta continuava no quarto e conferiram a pulseira de identificação de Jandira.

Camila contou que a família foi chamada para uma reunião com integrantes da direção do hospital depois do ocorrido.

"Quando a gente chegou lá, estava o diretor clínico e a diretora do centro cirúrgico. Ele falou que nunca tinha acontecido isso na carreira dele e que minha avó tinha sido levada ao centro cirúrgico, e feito uma cirurgia no lugar de uma outra paciente", afirmou.

Segundo Camila, a direção alegou que a intervenção trouxe "benefício clínico" porque permitiu que fluidos associados à obstrução do intestino fossem drenados. A família, porém, contesta essa conclusão.

"No outro dia, ela já começou a voltar esse líquido com aspecto de fezes e vomitar. Então aquilo que ele tinha me falado que seria benéfico não foi", afirmou Camila.

A neta também relatou que o quadro de saúde da idosa piorou depois da cirurgia. "Ela já começou a ter taquicardia, já começou a ter sinais de sepse logo após o processo cirúrgico. Foi então que o quadro clínico dela decaiu muito", disse.

Os registros médicos apontam que, na manhã de 9 de junho, Jandira apresentou confusão mental, hipotensão, queda da saturação de oxigênio e alteração do ritmo cardíaco, sendo transferida para a UTI. A equipe médica passou a investigar hipóteses como sepse e tromboembolismo pulmonar.

Familiares e médicos decidiram adotar cuidados paliativos, sem medidas invasivas. Jandira morreu às 19h30 de 11 de junho, segundo anotação médica registrada no hospital.

Para a família, o erro interrompeu a chance de um tratamento bem-sucedido. Jandira havia sido diagnosticada com câncer de cólon e já tinha vencido a mesma doença 12 anos antes.

"A oncologista falou para a gente que não tinha metástase [...] Ela faria uma quimio e teria uma vida normal", lamentou a dentista.

Em nota, o hospital Beneficência Portuguesa informou que identificou um "evento adverso relacionado à assistência prestada a uma paciente", abriu sindicância interna, acionou os conselhos profissionais competentes e adotou medidas administrativas em relação aos profissionais envolvidos.

"O Hospital Beneficência Portuguesa de Campinas informa que identificou a ocorrência de um evento adverso relacionado à assistência prestada a uma paciente. Assim que a situação foi constatada, a instituição adotou as medidas assistenciais necessárias, comunicou os familiares e prestou todo o suporte necessário ao longo da assistência. A avaliação médica e técnica realizada após o ocorrido concluiu que o procedimento realizado não alterou o prognóstico da paciente.

Desde a identificação do ocorrido, o Hospital instaurou sindicância interna para apuração rigorosa dos fatos, com o objetivo de identificar as circunstâncias da ocorrência e revisar os protocolos de segurança adotados pela instituição. O caso já foi encaminhado aos conselhos profissionais competentes e foram adotadas medidas administrativas em relação aos profissionais envolvidos, incluindo desligamentos.

Como resultado da apuração, o Hospital reforçou seus protocolos e fluxos de segurança assistencial, reafirmando seu compromisso com a qualidade do atendimento, a segurança do paciente, a transparência e a melhoria contínua de seus processos.

O Hospital lamenta profundamente o ocorrido e permanece à disposição."

O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), porém, informou que ainda não havia sido formalmente notificado sobre o caso.

O órgão declarou que situações de possível infração ética são apuradas conforme os ritos previstos na Resolução Cofen nº 706/2022 e reforçou o compromisso com uma assistência livre de danos aos pacientes.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) disse que não identificou registro do caso.

Questionado sobre os protocolos nos dois conselhos, o hospital disse que a Comissão de Ética da instituição tem um prazo para emitir parecer e então encaminhar o caso, o que ainda está em andamento.

"Em todas as instituições hospitalares são eleitas Comissões de Ética pelos seus pares, que representam os Conselhos de classe. Essas comissões dispõem de um prazo para o estabelecimento de pareceres. Desta forma:"

Bundan Sonra Ne Olabilir?

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  • A família buscará medidas judiciais para apurar e responsabilizar os envolvidos no erro médico.

    Çok muhtemel · Aylar içinde

  • O Hospital Beneficência Portuguesa revisará e reforçará seus protocolos de segurança assistencial.

    Çok muhtemel · Hemen

Açık Sorular

  • Quais foram as medidas administrativas específicas adotadas contra os profissionais envolvidos?
  • Quais são os detalhes dos protocolos de segurança revisados pelo hospital?
  • Por que o hospital ainda não havia notificado formalmente o Coren-SP e o Cremesp?

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