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GeriItália investiga "turismo de guerra" para atirar em civis na Bósnia
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G118.06.2026Crime2 dk okumaBrazil

Itália investiga "turismo de guerra" para atirar em civis na Bósnia

Hızlı Bakış

  • O Ministério Público italiano investiga denúncias de "turismo de guerra" na Bósnia nos anos 90, onde estrangeiros pagavam para atirar em civis durante o cerco a Sarajevo.
  • Cinco pessoas são investigadas.

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O Ministério Público italiano investiga uma denúncia de "turismo de guerra" na Bósnia durante os anos 90, onde estrangeiros pagavam para atirar em civis. Cinco pessoas estão sob investigação.

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O Ministério Público italiano vem investigando uma denúncia de que, durante o conflito, na década de 1990, havia um "turismo de guerra" em que pessoas iam à Bósnia para disparar de fuzis contra civis no cerco à cidade. Os turistas, de acordo com a denúncia, pagavam uma quantia que equivaleria a entre 80 mil e 100 mil euros em valores atuais (entre R$ 490 mil e R$ 610 mil) às milícias sérvio-bósnias e a intermediários.

Os procuradores de Milão colocaram cinco pessoas sob investigação devido a alegações de que italianos e outros estrangeiros pagaram para atirar contra civis durante o cerco de Sarajevo (1992-1995). Entre os cinco suspeitos está um aristocrata milanês que teria se gabado em um jantar com ex-colegas de escola de ter ido a Sarajevo para atirar em pessoas, segundo a fonte da Reuters.

A investigação começou no ano passado, após o jornalista e romancista Ezio Gavazzeni apresentar uma queixa formal sobre alegações de que estrangeiros ricos viajaram para a Bósnia para participar de excursões de tiro durante a guerra na ex-república iugoslava.

Segundo a fonte da Reuters, o promotor de Milão, Alessandro Gobbis, que lidera a investigação, e o procurador-chefe Marcello Viola se reunirão no dia 29 de junho com promotores belgas e bósnios na Eurojust, órgão de cooperação judiciária da UE, em Luxemburgo, para discutir o caso.

Nos últimos dias, a polícia italiana realizou buscas na casa de um dos suspeitos, um ex-funcionário municipal de 66 anos de Gênova, que agora reside na província de Alessandria, no noroeste da Itália, informou a fonte. O homem já havia sido interrogado nos últimos meses e exercido seu direito de permanecer em silêncio.

A busca foi ordenada depois que a ex-companheira do homem testemunhou que ele tinha pesadelos sobre o que supostamente teria feito 30 anos atrás, disse a fonte. Na ocasião, a polícia apreendeu um silenciador e uma fotografia de um rifle de precisão.

Ainda segundo a fonte da Reuters, há uma linha paralela de investigação sobre uma suposta rede secreta em Milão, que teria organizado as excursões de tiro na década de 1990, mas que não produziu resultados até o momento.

Cerca de 11.000 civis foram mortos por bombardeios e tiros de franco-atiradores das posições do exército sérvio-bósnio nas colinas ao redor de Sarajevo durante a guerra de 1992-95, que se seguiu à declaração de independência da Bósnia da Iugoslávia.

A investigação italiana foi aberta após a denúncia de Gavazzeni sobre alegações de que italianos e outros estrangeiros pagavam a membros das forças sérvias-bósnias para que pudessem participar de excursões de tiro, por vezes chamadas de "turismo de franco-atiradores".

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  • Quantos estrangeiros participaram?
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Bu haber ilk olarak şurada yayınlandı: G1.

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