Newsgather
Geri|Jornal Nacional exalta a ousadia do futebol brasileiro e o estilo de jogo
Jornal Nacional exalta a ousadia do futebol brasileiro e o estilo de jogo
SporAI
G1·6 sa önce·🇧🇷Brazil·Spor

Jornal Nacional exalta a ousadia do futebol brasileiro e o estilo de jogo

4 dk okuma·%60 önem·786 kelime
#futebolbrasileiro#CopadoMundo#estilodejogo#ousadia#Jairzinho#Zagallo#Pelé#Gerson
G
G1
Yayıncı
Yazı boyutu

Ao longo da história das Copas, o futebol brasileiro conquistou o mundo, sendo campeão cinco vezes. Mas o que fascinou gerações e gerações de torcedores foi nosso jeito de jogar bola, o estilo de jogo. Aí nasceu a mística: o encanto internacional pela camisa verde e amarela. Nesta quarta-feira (3), a série especial do Jornal Nacional exaltou a ousadia - a arte de inventar o que ninguém tinha visto antes. Ousadia feita de imaginação, atrevimento e coragem.

“Agora, imagine você, em uma Copa do Mundo, dar um lençol no goleiro. Quantos já fizeram isso até hoje? Faz essa pesquisa”, diz Jairzinho, campeão do mundo em 1970.

A gente pode procurar à vontade. Jairzinho sabe do que fala. É uma autoridade de um Brasil inesquecível. Há cinco décadas, ele varria a Copa do Mundo de 1970 como um furacão: virou até apelido. O futebol brasileiro concebeu momentos únicos diretamente relacionados a um traço importante do nosso jeito de ser.

E, muitas vezes, a audácia partiu do banco de reservas.

“O técnico da Seleção Brasileira João Saldanha acaba de ser substituído por Mario Jorge Lobo Zagallo”.

“É o único treinador do futebol mundial que teve a audácia, a coragem de colocar cinco de números dez para jogar junto”, afirma Jairzinho.

Jairzinho, Gerson, Tostão, Rivelino e Pelé. Um banho de Brasil nos adversários, com maestria técnica, improvisos, leveza nos movimentos e uma campanha perfeita: seis jogos, seis vitórias, 19 gols.

“A improvisação, a forma de dominar uma bola, a forma de conduzir a bola, a forma de você driblar”, diz Jairzinho.

“Na hora que o Brasil atacava, nós ficamos com três e atacava com sete, porque nós tínhamos cinco 10. Eu só tenho que agradecer a Deus e aos jogadores que participaram”, disse Zagallo.

Tricampeões do mundo com uma aula de futebol na Itália: 4 a 1 na final.

Série especial do Jornal Nacional exalta a ousadia do jogador brasileiro, a arte de inventar o que ninguém tinha visto antes — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Ela é uma marca dessa nossa história cheia de conquistas: a ousadia que dá vida à melhor expressão do Brasil. O drible que desconcerta, o atrevimento de um menino, a dança que desafia o ódio, a coragem de acreditar até o fim. E, agora, o homem que vai comandar todo esse legado está decidido: o Brasil vai buscar o hexa com um, dois, três, quatro atacantes em campo ao mesmo tempo em campo.

“Os quatro delanteros têm que trabalhar e correr. É uma conexão entre talento e a organização, o sacrifício”, afirma Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira.

A presença de Carlo Ancelotti é arrojada em si: será o primeiro estrangeiro a comandar a Seleção em uma Copa do Mundo. O italiano captou bem o espírito da casa: quer um time corajoso. Ancelotti é uma testemunha do nosso estilo. Em 1994, ele estava do outro lado, como assistente técnico da Itália. Ficou impressionado:

“Ver o Brasil jogar dessa maneira foi uma surpresa muito grande”.

Uma ideia de Carlos Alberto Parreira.

“O Raí era o grande jogador do Brasil, junto comigo, o Bebeto, o número 10. O Parreira teve a ousadia de tirar o Raí e botar o Mazinho. E deu certo”, conta Romário, campeão do mundo em 1994.

Se o Brasil de 1970 tinha cinco camisas 10, o de 1994 ficou sem nenhum a partir das oitavas. O time sofreu apenas dois gols nos quatro jogos seguintes e reencontrou a Itália em uma final.

“O time do Brasil foi muito sólido. ‘Mas não foi brilhante, não jogou bonito’. O time não jogava feio, o time tinha posse de bola. Hoje está aqui conosco o tetracampeão Carlos Alberto Parreira, essa é a grande marca”, afirma Carlos Alberto Parreira, campeão do mundo em 1994.

Carlos Alberto Parreira, campeão do mundo em 1994 — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Oito anos depois, um homem se atreveu a desafiar a vontade do povo.

"É horrível. Técnico é um cargo horrível", afirma Luiz Felipe Scolari, campeão do mundo em 2002.

Luiz Felipe Scolari suportou a pressão por Romário em 2002. Na lista final, preferiu um atleta há quase dois anos sem jogar: Ronaldo Nazário.

“Eu precisava de um jogador daquele jeito. É uma equipe. É confiança. Se a gente não confia, é brabo”, afirma Luiz Felipe Scolari.

Ronaldo foi um fenômeno e, com Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, o time era imprevisível. O trio ajudou Felipão a bancar uma decisão difícil: jogar uma Copa com três zagueiros: Lúcio, Roque Júnior e Edmílson.

“É a função do técnico. É ousadia também”, disse Felipão.

Com um jeitinho de família, o Brasil levantou a Copa pela quinta vez.

Luiz Felipe Scolari, campeão do mundo em 2002 — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Nos últimos 24 anos, a bola escolheu outros caminhos. Decepção, apagões, o trauma, derrotas doloridas e um pouco de azar também. No futebol, assim como na vida, às vezes é preciso buscar ajuda de fora quando não conseguimos resolver nossos problemas.

“Chegar em segundo não é o suficiente, tem só que ganhar e nada mais”, afirma Carlo Ancelotti.

Um estrangeiro capaz de nos compreender e nos reconectar com nossos melhores dias para moldar uma equipe que ouse ser Brasil e se reconheça em cada uma das cinco estrelas que carrega no peito.

Nesta quinta-feira (4) o tema é união - que valores unem os jogadores na adversidade e transformam a equipe em uma família.

LEIA TAMBÉM

Bu haber ilk olarak şurada yayınlandı: G1.

İlgili Haberler