Mãe com filhos autistas é detida em mercado após falha no Pix em Praia Grande, SP
Cliente alega ter sido acusada de roubo e mantida em "cárcere" por mais de duas horas; Atacadão cita "instabilidade sistêmica nacional" no Pix.
Hızlı Bakış
- Em Praia Grande, SP, uma mãe com filhos autistas foi detida por seguranças do Atacadão por mais de duas horas após uma falha no pagamento via Pix, sendo acusada de roubo mesmo com comprovante.
- O Atacadão atribuiu o problema a uma instabilidade sistêmica nacional.
Yapay zekâ özeti
Neden Önemli?
Uma mãe com filhos autistas foi impedida de deixar um mercado Atacadão em Praia Grande, SP, por mais de duas horas após uma falha no sistema de pagamento Pix, sendo acusada de não pagar uma compra. O Atacadão alegou instabilidade sistêmica nacional no Pix.
Ela explicou que os dois filhos, de 3 e 20 anos, são diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e tiveram crises enquanto eram mantidos no local por aproximadamente duas horas.
Por meio de nota, o Atacadão disse que houve "uma instabilidade sistêmica nacional no serviço de Pix" que impediu a conclusão da compra. O estabelecimento lamentou o transtorno e reforçou o compromisso com o respeito ao consumidor.
O caso aconteceu no dia 13 de julho, mas só foi registrado como calúnia no 2° Distrito Policial (DP) da cidade na segunda-feira (20). Nas imagens, enviadas por Amanda ao g1, é possível ver o comprovante da transferência via Pix e o monitor do caixa mostrando que a compra havia sido finalizada.
"Eu quero que outras mães não passem por isso. Que outras pessoas não necessitem passar esse vexame, calúnia e vergonha, igual eu passei sendo acusada de roubo e em cárcere. Fiquei das 21h30 até 23h35, sem que eles permitissem que eu saísse", lamentou Amanda.
Acusação
Amanda explicou que chegou ao mercado com os filhos por volta das 19h30. Duas horas depois, ela apresentou a Carteira de Identificação da Pessoa com Espectro Autista (Ciptea) para ter atendimento prioritário no caixa, conforme está previsto na Lei 10.048/2000.
Um funcionário abriu um caixa para atender a mulher, que contou ter dividido as compras em dois pagamentos via Pix, sendo que o primeiro, de R$ 234,46, foi concluído normalmente. Já no segundo, de R$ 186,01, houve um erro de impressão na nota, mas o valor foi debitado da conta bancária e o monitor do computador apontou que a compra havia sido concluída.
A mulher acrescentou que, mesmo com o comprovante, foi informada pelos funcionários do mercado de que a transação não constava no sistema e que ela não poderia deixar o local até o valor ser estornado. Amanda disse que imediatamente ligou para a central de atendimento do banco, que afirmou que a compra havia sido concluída e a quantia não voltaria para a conta.
"O gerente já tinha dado a ordem que era para me segurar lá. E, se eu tentasse sair, era para me impedir. Tanto que, pode ver, segundo as fotos, os seguranças ficavam em volta de mim e dos meus filhos", destacou Amanda.
Polícia acionada
Às 22h22, Amanda acionou a Polícia Militar pelo telefone 190 e foi orientada a ir embora para registrar um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima. "O meu filho correu e se escondeu atrás de um balcão porque uma moça começou a gritar: 'Você não vai sair, você não pagou'", lembrou ela.
A mulher disse que só conseguiu ir embora às 23h35, quando o pai da filha mais nova e um vizinho foram ajudá-la a resolver a situação no mercado. Amanda contou que, mesmo na presença dos dois, os seguranças disseram que a seguiriam até em casa, caso ela saísse com os produtos.
Ela afirmou que, durante as duas horas, permaneceu retida contra a própria vontade, sofrendo constrangimento e humilhação na presença de outros clientes. Ela destacou que os filhos entraram em crise emocional, sem que houvesse qualquer auxílio por parte da gerência. Nas imagens, apenas um funcionário do caixa aparece ajudando a mulher a acalmar os filhos.
"Se eu tivesse todo o dinheiro do mundo, eu pagaria para os meus filhos não passarem por isso e eu não tenho a necessidade de ficar com R$ 186. Eu me coloquei a todo momento à disposição", finalizou Amanda.
O g1 entrou em contato com a PM, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a vítima foi orientada quanto ao prazo decadencial de seis meses para representação criminal.
O Atacadão esclarece que, na noite de 13 de julho, a cliente foi prontamente atendida e direcionada a um caixa de atendimento ágil na unidade. No momento do pagamento, uma instabilidade sistêmica nacional no serviço de PIX deixou a transação pendente e impediu a conclusão da compra.
A equipe da loja explicou a falha no sistema e informou que o estorno seria realizado automaticamente. Mesmo assim, a cliente acionou a Polícia Militar e deixou o local com as mercadorias antes da chegada da viatura. A gerência da unidade recebeu os policiais e prestou todos os esclarecimentos sobre os fatos.
A rede lamenta o transtorno causado pela indisponibilidade no sistema de pagamentos e reforça seu compromisso com o respeito ao consumidor e a transparência.
Bundan Sonra Ne Olabilir?
Yapay zekâ öngörüsü — kesinlik taşımaz
A Polícia Civil de Praia Grande provavelmente investigará o caso de calúnia registrado por Amanda.
Çok muhtemel · Haftalar içinde
Amanda pode iniciar um processo legal contra o Atacadão por detenção ilegal e danos morais.
Muhtemel · Aylar içinde
Açık Sorular
- Qual o desfecho do registro de calúnia no 2° DP?
- A Polícia Militar respondeu ao chamado de Amanda?
- Haverá outras ações legais contra o Atacadão?







