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Mãe denuncia supostas agressões de colega de sala a menina de 6 anos em escola no interior de SP: 'Está traumatizada'
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Mãe denuncia supostas agressões de colega de sala a menina de 6 anos em escola no interior de SP: 'Está traumatizada'

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Mãe denuncia supostas agressões de colega de sala a menina de 6 anos em escola no interior de SP: 'Está traumatizada'

Mulher notou a situação após a filha chegar em casa com marcas roxas pelo corpo. Caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Presidente Prudente (SP) e acompanhado pelo Conselho Tutelar.

Por Beatriz Jarins, g1 Presidente Prudente e Região

Uma mãe registrou um boletim de ocorrência alegando que a filha, de seis anos, foi agredida por um colega na sala de aula de uma escola em Presidente Prudente (SP).

Segundo a mãe, as supostas agressões físicas ocorrem desde março. Ela também acusa a escola de negligência e de tentar ocultar os registros das ocorrências internas.

O caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), e a criança passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).

O Conselho Tutelar acompanha o caso sob sigilo e já aplica medidas protetivas. A instituição de ensino informou que está acompanhando a situação.

Conforme o relato da mãe ao g1, as agressões começaram em março e foram cometidas pelo mesmo aluno, mas a reportagem só teve acesso ao caso nesta semana.

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A mulher notou a situação após a filha aparecer com marcas roxas pelo corpo e após bilhetes encaminhados na agenda da aluna pelos professores.

"A escola alega que está tomando providências, mas tudo permanece igual. Minha filha, assim como os demais alunos, está traumatizada devido às agressões", lamenta.

A mãe descreve que a menina está com atraso na aprendizagem devido à situação, já que o aluno denunciado seria da mesma sala que ela.

Mãe da aluna registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Presidente Prudente (SP) — Foto: Beatriz Jarins/g1

Suposta negligência

Além disso, a mulher reclama de negligência de informação por parte da escola. "Tentaram esconder algumas ocorrências. Tenho documentos que comprovam isso. Fiz reunião e [a diretoria] está desde o final de abril me negando a assinatura dessas atas. Abro reclamação, eles fecham falando que foi finalizado, e não foi", continua.

As atas citadas pela mãe foram assinados pelo pai da menina na terça-feira (2), conforme a família. As datas dos papéis estão registradas como 29 de abril e 6 de maio deste ano.

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A mãe registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Presidente Prudente, na qual o caso está sendo investigado.

Além disso, a criança passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). A mãe ainda afirma que denunciou o caso no Conselho Tutelar.

O que dizem os envolvidos

A mãe da aluna diz que tentou falar com os responsáveis pelo outro aluno, mas, segundo a família, eles afirmaram que não foi a criança quem cometeu as agressões. "Alegam que a escola fala que ele reproduz comportamento de outro aluno, mas a escola, sempre que comunica, relata que foi um 'colega', sem citar nome."

"Nas primeiras agressões, tentei contato com a mãe, mas sem sucesso. Ele [aluno] agride as crianças física, oral e psicologicamente, com xingamentos que não são habituais de uma criança. Para cada aluno, ele tem uma ofensa", afirma a mãe da aluna agredida.

O g1 pediu uma nota à Polícia Civil; no entanto, por envolver crianças e adolescentes, as autoridades não informaram detalhes. Já o Conselho Tutelar informou que está acompanhando o caso desde a última semana, quando tomou ciência dos fatos.

"As medidas de proteção pertinentes à situação já estão sendo aplicadas; no entanto, por questão de sigilo, não podemos fornecer mais informações referentes aos atendimentos e providências", descreveu o órgão público municipal, em nota.

Já o Sesi de Presidente Prudente – Parque Furquim informou, em nota, que está acompanhando, "com atenção e sensibilidade", a situação envolvendo alunos de seis anos, do 1º ano do ensino fundamental I. A gestão escolar está em contato direto com os familiares.

Segundo a nota enviada aog1, desde o primeiro registro, a escola adotou todas as medidas pedagógicas, promovendo orientação, diálogo e acompanhamento dos estudantes, sempre respeitando a faixa etária e as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente.

A unidade reforçou o compromisso com a proteção integral dos alunos e disse que segue à disposição dos órgãos competentes e das famílias, garantindo um ambiente seguro e adequado para a aprendizagem.

Conselho Tutelar de Presidente Prudente (SP) acompanha o caso — Foto: g1

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