Peru: Sánchez e Fujimori disputam eleição com diferença mínima de votos
Hızlı Bakış
Com mais de 98% das urnas apuradas no Peru, Roberto Sánchez (esquerda) e Keiko Fujimori (direita) registram uma diferença inferior a 1 ponto percentual, evidenciando uma disputa acirrada pela presidência.
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As eleições presidenciais no Peru em 2026 registraram um recorde de 35 candidatos no primeiro turno, ocorrendo em um cenário de instabilidade política com 9 presidentes em 10 anos e baixa confiança da população no governo e no Congresso.
Com mais de 98% das urnas em apuração, os candidatos Roberto Sánchez e Keiko Fujimori registram diferença de menos de 1 ponto percentual.
Por Redação g1, g1 — São Paulo
Neste sábado (13), a candidata de direita se distanciou um pouco mais do representante da esquerda. De acordo com os dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), 98,46% das urnas foram apuradas.
Às 19h, os candidatos têm pouco mais de 12 mil votos de diferença:
Keiko Fujimori: 50,03%
Roberto Sánchez:49,96%
Veja, abaixo, a linha do tempo da apuração:
Linha do tempo da apuração eleitoral no Peru. — Foto: Arte/g1
Por volta das 22h do último domingo, o órgão eleitoral peruano divulgou os primeiros dados oficiais da apuração: Keiko Fujimori largou na frente, cinco pontos percentuais à frente de Roberto Sánchez.
A diferença entre os dois foi diminuindo à medida que a apuração avançava. Por volta das 7h de segunda-feira (8), Keiko tinha menos de um ponto de vantagem sobre Sánchez.
Às 13h07 de segunda, no horário local, o candidato da Juntos pelo Peru ultrapassou Keiko. Depois, na noite de quarta-feira (10) Keiko retomou a vantagem -- de menos de um ponto.
Situação atual da apuração
Com 98,4% das urnas do país apuradas, os dados oficiais do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) indicam que Sánchez tem 50,207% dos votos válidos contra 49,793% de Keiko.
Considerando as urnas em que peruanos votaram no exterior, a apuração total está em 98,3% com 50,012% para Keiko e 49,988% para Sánchez.
No exterior, 94,573% das urnas foram computadas. Keiko tem 63,396% contra 36,604% de Sánchez.
Dentro do país, nas regiões de Ayacucho, Cusco, Loreto, Madre Dios e Ucayali ainda há votos pendentes de serem computados. Nas demais, a contagem foi finalizada, ainda que a apuração não some 100%, porque parte das cédulas será enviada para a Justiça Eleitoral.
No total, considerando os votos depositados no Peru e no exterior, 1,677% dos votos ainda estão pendentes de apuração.
A autoridade eleitoral informou que a divulgação do resultado final pode demorar dias. A votação no Peru é feita com cédulas de papel. O país tem 27,33 milhões de eleitores aptos a votar.
Confira no mapa o desempenho dos candidatos em cada região peruana nesta sexta-feira (12):
Mapa mostra votação de Roberto Sánchez e Keiko Fujimori em cada região do Peru. — Foto: Arte/g1
Perfil dos candidatos
Keiko Fujimori concorre pelo partido Força Popular, legenda que fundou em 2008 para liderar a corrente fujimorista. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, a candidata disputa a presidência pela quarta vez, tendo sido derrotada no segundo turno nas eleições de 2011, 2016 e 2021.
Na votação de primeiro turno em 2026, Keiko obteve 17,2% dos votos válidos.
Keiko Fujimori (à esquerda) e Roberto Sánchez (à direita). — Foto: Stifs Paucca e Angela Ponce / Reuters
O deputado Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru, chegou ao segundo turno após obter 12% dos votos no primeiro turno.
A base de apoio de Sánchez é identificada majoritariamente em zonas rurais e áreas afastadas das regiões urbanas.
Histórico e contexto eleitoral
As eleições de 2026 registraram um recorde de 35 candidatos à presidência no primeiro turno. O processo ocorre em um cenário no qual o Peru registrou 9 presidentes em 10 anos, sendo que os mandatos constitucionais deveriam ser de cinco anos.
Dados de pesquisas indicam que 90% dos peruanos manifestam pouca ou nenhuma confiança no governo e no Congresso Nacional.
Além disso, apenas 10% dos peruanos afirmam estar satisfeitos com a democracia no país, situação que pesquisadores classificam como uma "desconfiança crônica".
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