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GeriPGR diz não ver "falta grave" de Bolsonaro em caso de arma apreendida
PGR diz não ver "falta grave" de Bolsonaro em caso de arma apreendida
Gelişiyor
G101.07.2026Siyaset3 dk okumaBrazil

PGR diz não ver "falta grave" de Bolsonaro em caso de arma apreendida

Hızlı Bakış

  • A PGR, seguindo a Polícia Civil, não vê "falta grave" em Jair Bolsonaro após apreensão de arma.
  • Defende que ele permaneça em prisão domiciliar e a arma retida.
  • Bolsonaro admitiu que a arma é sua e que a tinha em casa por não querer ficar desarmado.

Yapay zekâ özeti

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) seguiu a análise da Polícia Civil do Distrito Federal e disse não ver "falta grave" do ex-presidente Jair Bolsonaro após ele ter sua arma apreendida em uma blitz com um militar do Exército.

No parecer, a PGR defende que Bolsonaro siga em prisão domiciliar – e que a arma apreendida siga retida.

"A conclusão da autoridade policial, no que se refere a Jair Bolsonaro, tem, efetivamente, bom suporte nas circunstâncias apuradas do episódio", diz o documento assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet.

"Não há imputar ao sentenciado falta disciplinar que impacte negativamente sobre o atual regime em que cumpre pena", segue.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes havia pedido nesta quarta-feira (1º) um novo posicionamento da PGR sobre o caso.

A pistola Glock 9mm estava no carro de Estácio Leite da Silva Filho, que atua na segurança do ex-presidente.

Estácio Filho foi indiciado pela Polícia Civil do DF ao fim do inquérito sobre a arma -- mas o delegado responsável pelo caso não viu indícios suficientes para atribuir crime a Bolsonaro (entenda abaixo).

➡️ Bolsonaro cumpre desde novembro do ano passado a pena de 27 anos e três meses de prisão por ter sido considerado líder de uma organização criminosa que tentou dar um golpe de estado para mantê-lo no poder mesmo após a derrota nas eleições de 2022.

Pedido anterior

Ex-presidente Jair Bolsonaro em 29/9/2025 — Foto: Reuters/Diego Herculano

Na semana passada, Moraes já havia pedido para que a PGR respondesse, em 48 horas, se havia "falha grave" na apreensão da arma.

"Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que 'possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem'", afirma Moraes, citando um trecho da Lei de Execuções Penais.

De acordo com o documento, Bolsonaro admitiu, em depoimento à Polícia Civil, que a arma de fogo apreendida é sua e que estava em sua residência durante o cumprimento de sua prisão. Ao delegado, Bolsonaro teria dito que “tinha três mulheres em casa" e que "não podia ficar desarmado”.

Segundo Gonet, o caso está em estágio inicial de esclarecimentos e "não indica, nesse momento processual, a concretude de situação caracterizadora de falta disciplinar ou de descumprimento das condições de cautela a que o condenado está submetido".

Indiciamento

Segundo a corporação, Estácio portava a arma sem autorização de seu proprietário e em desacordo com as exigências legais.

"O entendimento jurisprudencial é no sentido de que o porte funcional não autoriza o agente público a portar arma registrada em nome de terceiro, caracterizando o delito quando a conduta ocorre em desacordo com determinação legal", diz a polícia.

Estácio Leite da Silva Filho foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo, com agravante de ser um sargento do Exército. A reportagem tenta contato com a defesa do militar.

Já em relação a Bolsonaro, a Polícia Civil concluiu que não há crime já que o ex-presidente tem registro válido da Glock 9mm.

"Bolsonaro possuía o registro válido da arma de fogo, não havendo restrições conhecidas para que tivesse a arma regularmente registrada em sua residência. É fato notório que foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sua residência e arma de fogo não foi recolhida ou mesmo foi lançada restrição em seu registro. Portanto, não vislumbro materialidade e conduta dolosa de eventual crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito", diz a Polícia Civil.

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