Preço do petróleo cai quase 5% com cancelamento de ataque e expectativa de diálogo
Cotação da commodity reage a desdobramentos de conflitos globais, em cenário de estoques apertados e alta incerteza.
Hızlı Bakış
- O barril de petróleo caiu quase 5% nesta segunda-feira (3), refletindo o cancelamento de um ataque americano e a expectativa por diálogo entre Irã e EUA.
- A cotação segue sensível a conflitos globais, com especialistas apontando riscos de estoques baixos.
Yapay zekâ özeti
Neden Önemli?
O preço do petróleo tem oscilado historicamente em função de conflitos geopolíticos envolvendo grandes produtores mundiais.
O barril de petróleo caiu nesta segunda-feira (3) quase 5%. Apesar do impasse entre o Irã e os Estados Unidos, o preço refletiu o cancelamento do ataque americano no fim de semana e a expectativa pela evolução do diálogo. Tem sido assim desde o começo da guerra: a cotação reage a cada desdobramento do conflito.
O petróleo é um termômetro que mede a temperatura das tensões globais. A disparada em julho deixou evidente a fragilidade dos acordos entre Estados Unidos e Irã. E os ataques dos houthis do Iêmen aos petroleiros sauditas no Estreito de Bab-el-Mandeb agravaram a situação. Agora, o mercado ainda lida com mais uma incerteza, explica o economista Sérgio Vale.
“O momento da guerra agora, de certa forma, é até pior do que a gente estava ali no final de fevereiro, começo de março, porque a gente está em uma situação mais complicada de estoques, não há sinal muito claro e concreto, de fato, de solução crível dessa guerra nas próximas semanas, nos próximos dias. E a tensão que se coloca é: quanto mais tempo dessa guerra, mais o risco de você ter quedas mais intensas de estoque e ver esse preço de petróleo começar a buscar números mais complicados”, diz Sérgio Vale, economista da MB Associados.
Já aconteceu antes: o gráfico do valor do barril é uma linha do tempo dos conflitos. Em 2003, os Estados Unidos invadiram o Iraque e começou uma escalada de preços que durou cinco anos - impulsionada também pelo crescimento da China. A máxima histórica dos últimos 40 anos foi atingida em 2008 - quase US$ 144 o barril.
Na pandemia, o mundo parou e os preços despencaram. O próximo pico foi em 2022, com a invasão da Ucrânia pela Rússia. Depois, veio um período de estabilidade até o ataque dos Estados Unidos ao Irã, no fim de fevereiro. Desde então, mesmo com alguns recuos, o valor do barril mudou de patamar: o preço mínimo não baixou de US$ 71.
Petróleo é termômetro que mede a temperatura das tensões globais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Os especialistas explicam que o preço do petróleo não sobe toda vez que tem um conflito no mundo. Depende muito de quais são os países envolvidos e qual a importância de cada um deles na produção mundial. E é aí está outro problema do cenário atual. Dos dez maiores produtores de petróleo do mundo, sete estão envolvidos direta ou indiretamente em confrontos - seja a guerra no Irã ou na Ucrânia. Não dá para dizer que é por acaso, explica o professor de Relações Internacionais da USP Feliciano Guimarães:
“Não é à toa que você tem muitas guerras em áreas que têm muito petróleo. Porque a taxa de lucro é muito alta, você tem uma dependência energética desse material. Todos os países do mundo dependem disso. O petróleo atrai as guerras”.
Açık Sorular
- Como evoluirão as negociações entre Estados Unidos e Irã?
- Os estoques globais de petróleo conseguirão se recuperar a curto prazo?






