Resolução garante autonomia a menores para aborto legal no Brasil
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Resolução do Conanda garante autonomia a menores de idade para aborto legal, assegurando acesso à informação e ao procedimento mesmo sem consentimento dos pais em casos de risco.
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Uma nova resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) entrou em vigor em janeiro de 2025, estabelecendo que a gestação em crianças e adolescentes representa um risco à saúde e ao desenvolvimento, e que a interrupção legal da gestação é parte da prevenção à morbidade e mortalidade. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em novembro do ano passado.
A resolução, que entrou em vigor em janeiro de 2025, destaca que a gestação em crianças e adolescentes é um processo que “representa risco à saúde física, psicológica e mental que pode resultar em impactos sociais no seu pleno desenvolvimento, aumento de adoecimento, incapacidade e mortes”.
“A interrupção legal da gestação para crianças e adolescentes constitui parte das ações de prevenção a morbidade e mortalidade”, diz o texto.
A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em novembro do ano passado e, por se tratar de um projeto de decreto legislativo, caso seja aprovado pelo plenário, a medida já entra em vigor sem passar pela sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Pela lei brasileira, qualquer relação sexual com menores de 14 anos já configura estupro.
O relatório a favor da proposta foi elaborado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da Comissão.
"Ao admitir hipóteses em que decisões relacionadas à interrupção da gestação possam ocorrer sem a participação ou ciência dos pais e responsáveis, a Resolução não apenas reorganiza fluxos administrativos, mas relativiza prerrogativas legalmente asseguradas pelo ordenamento jurídico", afirmou a senadora.
A norma do Conanda diz que toda criança e adolescente tem direito a ter acesso a informações sobre seu próprio corpo que permitam a identificação e denúncia de situações de violência sexual.
A resolução garante à criança e ao adolescente vítima de estupro o direito de acesso à informação sobre o aborto "assegurando-lhe a autonomia" para escolher interromper a gravidez de maneira "segura e protegida".
"A ausência dos pais ou responsáveis legais não impede o pleno exercício do direito à informação de crianças e adolescentes, sendo obrigatório que todas as informações e esclarecimentos sobre a interrupção da gestação sejam fornecidas de forma clara e acessível", destaca a norma.
O texto afirma que a criança ou adolescente tem o direito de ser acompanhado em todos os procedimentos necessários do aborto por um integrante do órgão do Sistema de Garantia de Direitos das Criança e do Adolescente.
A resolução diz que os estados devem trabalhar para descentralizar os serviços de aborto legal, especialmente em regiões de difícil acesso.
"É dever do Estado, da família e da sociedade respeitar a autonomia de crianças e adolescentes em relação ao exercício de seus direitos, abstendo-se de qualquer ato que constranja, ameace ou provoque medo, vergonha ou culpa em decorrência da decisão de interromper a gestação".
A resolução assenta que os profissionais responsáveis pelo atendimento das crianças e adolescentes devem consultar os menores a respeito de notificação dos pais.
Se a presença dos responsáveis puder causar "danos físicos, mentais ou sociais à criança ou adolescente, e se ela tiver capacidade de tomada de decisão", o profissional deve garantir a realização do procedimento mesmo sem consentimento dos pais.
Bundan Sonra Ne Olabilir?
Yapay zekâ öngörüsü — kesinlik taşımaz
A resolução enfrentará questionamentos legais e debates acalorados no Congresso e na sociedade.
Çok muhtemel · Aylar içinde
Haverá um aumento na notificação de casos de violência sexual contra menores, devido à maior clareza sobre os direitos e procedimentos.
Muhtemel · Aylar içinde
Estados com maior dificuldade de acesso a serviços de saúde podem implementar medidas para descentralizar o aborto legal.
Olası · Aylar içinde
Açık Sorular
- Quais serão os desdobramentos práticos da descentralização dos serviços de aborto legal?
- Como será a fiscalização do cumprimento da resolução pelos profissionais de saúde?
- Haverá resistência ou questionamentos legais à resolução por parte de setores conservadores?
- Qual o impacto exato na redução de morbidade e mortalidade infantil relacionada à gestação em menores?





