Teste do pezinho ampliado: Atraso na implementação em estados brasileiros
Hızlı Bakış
- Apesar da lei federal que ampliou o teste do pezinho para 50 doenças raras no SUS, a maioria dos estados brasileiros ainda não oferece a versão completa do exame.
- A implementação, com prazo até 2030, é crucial para evitar sequelas graves e gerar economia para os cofres públicos.
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Uma lei federal prevê a ampliação do teste do pezinho no SUS, de 6 para 50 doenças raras, com prazo de implementação até 2030. A maioria dos estados ainda não oferece a versão completa do exame.
Teste do pezinho ampliado pode salvar vidas — Foto: Reprodução/TV Globo
Cinco anos depois da lei que ampliou o teste do pezinho no Brasil, a maior parte dos estados ainda não oferece a versão completa do exame.
Em cada gotinha de sangue, o laboratório da Universidade Federal de Minas Gerais investiga se o bebê tem alguma doença rara. As amostras chegam de postos de saúde de todo o estado.
Uma lei federal prevê a ampliação do teste do pezinho no SUS: de 6 para 50 doenças. A implementação tem cinco etapas desde 2022. O Ministério da Saúde fixou prazo até 2030 para o cumprimento da lei.
"Qualquer dia que você perde aí nessa trajetória, você está, de uma certa maneira, retardando a possibilidade dessa criança não ter sequelas," explica José Nélio Januário, diretor do Nupad (Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico da UFMG).
"Porque essas doenças, particularmente as doenças da ampliação, elas provocam sequelas muito graves. O diagnóstico tem que ser realmente precoce, assim como o tratamento."
Além de salvar vidas, o teste do pezinho ampliado também é bom para os cofres públicos. É o que revelam dados do Ministério da Saúde que o Jornal Nacional obteve pela Lei de Acesso à Informação.
Só no caso da toxoplasmose congênita (doença que pode provocar cegueira e atraso no desenvolvimento), por exemplo, tratar um bebê desde o início traz quase R$ 10 milhões por ano de economia para o país.
"Esses pacientes, quando têm sequela, eles gastam mais do que ser diagnosticado precocemente. Porque eles não têm alta do SUS, porque eles vão ser acompanhados ao longo de toda a vida", afirma Rodrigo Arantes, médico geneticista da UFMG. "Eles precisam de vários especialistas e de reabilitações."
O Lucas tem atrofia muscular espinhal. O novo teste do pezinho detectou a doença em um posto de saúde no interior de Minas Gerais. Ele começou o tratamento com menos de um mês de vida.
Vivian Aguiar, dona de casa e mãe do Lucas, celebra o impacto do exame: "Salvou a vida do meu filho. Com o teste do pezinho ampliado, a gente vai conseguir ter o nosso filho com o desenvolvimento adequado para cada etapa da vida dele."
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