Uber Eats e Deliveroo suspendem entregas em áreas de alerta vermelho de onda de calor na França
Hızlı Bakış
- Uber Eats e Deliveroo suspenderão entregas entre 14h e 18h em departamentos franceses sob alerta vermelho de onda de calor, atendendo a pedidos para proteger entregadores.
- A medida, preventiva, surge em meio a previsões de onda de calor severa e prolongada.
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Uber Eats e Deliveroo suspenderão entregas em departamentos franceses sob alerta vermelho de onda de calor, entre 14h e 18h, para proteger entregadores. A medida visa mitigar riscos de saúde em meio a previsões de calor severo e prolongado.
Pessoas se refrescam na fonte do Trocadéro, diante da Torre Eiffel, durante uma onda de calor em Paris, na França. — Foto: Abdul Saboor/Reuters
A medida, adotada após reivindicações do setor, busca proteger os entregadores e será aplicada apenas nos departamentos que eventualmente entrarem em alerta vermelho.
Na semana passada, Farandou havia entrado em contato com as duas empresas de entrega, que é feita principalmente de bicicleta, orientando-as a tomar medidas para proteger os trabalhadores do calor extremo.
Atendendo ao pedido, nesta quarta-feira, a Uber Eats e a Deliveroo indicaram que suspenderiam as entregas nos departamentos em alerta vermelho de onda de calor (o mais alto), no horário entre 14h e 18h.
A medida tem um caráter preventivo, já que nenhuma área do país está atualmente dentro desta classificação, mas 67 departamentos foram colocados sob alerta laranja (uma abaixo da vermelha).
A Météo-France, agência nacional de meteorologia, prevê "uma onda de calor severa e prolongada", que provavelmente durará "até o final do mês, ou além".
Esta intensa onda de calor é a terceira em menos de dois meses na França. A primeira veio de forma precoce no final de maio, e a segunda, no fim de junho. Esses fenômenos tornam trabalhos ao ar livre, como o dos entregadores, particularmente vulneráveis às altas temperaturas.
Divergências entre sindicatos A medida foi encarada de forma controversa entre sindicatos laborais. Para Ludovic Rioux, da central sindical CGT, a maior da França, a decisão "torna esses trabalhadores, já em situação precária, ainda mais vulneráveis" devido à falta de uma renda substituta.
No final de junho, a Prefeitura de Paris enviou uma carta às plataformas de entrega solicitando a implementação de um salário mínimo quando as condições climáticas exigirem redução ou suspensão das atividades.
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- Como será compensada a renda dos entregadores?
- Haverá outras medidas preventivas?
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