Governo diz que justificativas para retirar visto de embaixadora são falsas
O governo brasileiro afirmou que as justificativas apresentadas para a retirada do visto de uma embaixadora são falsas, em meio a uma sequência de atritos diplomáticos.
O governo brasileiro afirmou que as justificativas apresentadas para a retirada do visto de uma embaixadora são falsas, em meio a uma sequência de atritos diplomáticos.

O governo dos EUA revogou o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, após o Itamaraty demorar a conceder agrément a Daniel Perez e negar vistos a dois diplomatas americanos. O Planalto repudiou a medida, chamando-a de chantagem e escalada hostil.

O Ismart prorroga inscrições para seu programa gratuito de tecnologia e formação para estudantes do ensino fundamental até 20 de julho. A iniciativa, voltada para jovens de baixa renda da Região Amazônica e outras partes do país, busca ampliar o acesso à educação de excelência.

Cantores Almir Sater e Sérgio Reis prestaram homenagens a Benedito Ruy Barbosa em seu velório, relembrando histórias e o impacto do dramaturgo em suas carreiras. Barbosa morreu aos 95 anos.

Familiares e amigos de Benedito Ruy Barbosa prestaram homenagens em seu velório, destacando o legado do autor de novelas como "Pantanal" e "O Rei do Gado". A filha Edilene relatou sua lucidez até o fim, enquanto a neta Paula e a atriz Cristiana Oliveira relembraram seu lado afetuoso e profissional. O filho Ruy Maurício mencionou sua paixão pelo futebol.

A Rússia lançou um ataque em grande escala contra Kiev com mísseis e drones, causando explosões e destruição em todos os 10 distritos da cidade. Autoridades locais relatam pelo menos oito mortos e 34 feridos, incluindo paramédicos. O ataque é considerado o pior desde junho.
As vendas de títulos públicos do Tesouro Direto a pessoas físicas atingiram R$ 10,22 bilhões em maio, um recorde para o mês, impulsionadas pelo novo Tesouro Reserva. O estoque total alcançou R$ 251,01 bilhões, e o número de investidores ativos cresceu 19,19% em 12 meses.

A presidente da Invest Minas, Milena Pedrosa, visitou Jacutinga (MG) para conhecer empresas de malharia e discutir estratégias de atração de investimentos e fortalecimento do polo de moda local.

Donald Trump criticou a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em postagens nas redes sociais. Ele previu a renúncia de Starmer e acusou Meloni de não se envolver contra o Irã.

A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni acusou Donald Trump de inventar uma história de que ela o implorou para tirar uma foto durante a cúpula do G7. Trump afirmou que Meloni desejava muito a foto; Meloni rebateu dizendo que as declarações são completamente inventadas. Tajani cancelou uma visita aos EUA, agravando a tensão entre Roma e Washington.

Aegea promove debate sobre uso de tecnologias digitais para aproximar concessionária da população e fortalecer cidadania ativa no saneamento básico em Rondônia. Iniciativa visa acelerar investimentos e combater desinformação.

O Festival de Parintins, maior espetáculo folclórico a céu aberto, impulsiona uma cadeia produtiva de artesãos. Em junho, a maioria concentra faturamento, com renda média de R$ 1.500-R$ 2.000. Na capital, o artesanato se torna artigo de luxo, com peças que chegam a R$ 1.500.
O Tesouro Reserva, novo título do Tesouro Direto voltado a pequenos investidores, atingiu R$ 2 bilhões em aplicações em seu primeiro mês de lançamento. O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, destacou a democratização do acesso e a facilidade de investimento.

Israel e Líbano concordaram em renovar um cessar-fogo frágil, com a criação de "zonas-piloto" de segurança no Líbano onde o Hezbollah não poderá operar. O acordo depende do fim dos ataques do Hezbollah e enfrenta críticas de políticos israelenses.

Anna Gabriela Pacheco, eleita Rainha da Expovel 2026 em Porto Velho, tornou-se alvo de comentários gordofóbicos nas redes sociais após sua vitória. A jovem lamentou os ataques e afirmou que medidas legais serão tomadas contra os ofensores.

Representatives from 17 European countries visited the Amazon International Police Cooperation Center (CCPI) in Manaus. The visit led to a formal invitation for Germany, Belgium, Spain, Italy, and the Netherlands to join regional investigations, strengthening cooperation against organized crime.

Embaixadores de 17 países da UE visitaram a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em Manaus para discutir parcerias econômicas, comerciais e acadêmicas, especialmente após o Acordo UE-Mercosul. Eles conheceram projetos de inovação e sustentabilidade.
O governo brasileiro articula a criação de uma rota aérea direta para Dacar, Senegal, visando eliminar conexões longas e fomentar o turismo e o comércio. A medida busca romper o ciclo de falta de escala que limita as relações econômicas entre as duas nações.
O 10º Fórum Internacional de Dacar sobre Paz e Segurança na África terminou nesta terça-feira (21) na capital senegalesa, reunindo representantes de 38 países e 10 organismos internacionais. O evento discutiu desafios como terrorismo no Sahel, integração regional e soberania africana, com participação do Brasil representado pela embaixadora Daniella Xavier. Senegal busca projetar influência como mediador estável na região e fortalecer laços com o Sul Global.
A soberania e a integração entre países da África são pré-requisito para a paz, estabilidade e segurança no continente. Além disso, investimentos direcionados à população jovem e controle de fronteiras fazem parte do caminho para que a região supere desafios, como à ameaça terrorista. Essa foi a tônica do 10º Fórum Internacional de Dacar sobre Paz e Segurança na África, que acontece nesta segunda-feira (20) e terça-feira (21) em Dacar, capital do Senegal. Notícias relacionadas:Israel reforça controle sobre o sul do Líbano .Soberania em minerais críticos permite emprego verde na América Latina.Na sessão de abertura, o presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, apontou que o mundo passa, nos últimos anos, por desafios como fraturas comerciais entre grandes potências, protecionismo econômico e problemas relacionados às mudanças climáticas. “O nosso continente, longe de estar protegido, sofre os efeitos de todas essas crises e ainda precisa enfrentar múltiplas ameaças, como conflitos armados e o terrorismo”, afirmou. O encontro é realizado desde 2014 pelo governo senegalês e, além de reunir integrantes da alta cúpula de governos, como chefes de Estado, recebe a presença de representantes de organismos internacionais e especialistas. A edição de 2026 conta com a participação 38 países, sendo 18 das 54 nações do continente africano. Países de fora da região também acompanham as conversas, como o Brasil, representado pela embaixadora no Senegal, Daniella Xavier. Estabilidade O tema deste ano é “África enfrenta os desafios da estabilidade, integração e soberania: Quais soluções sustentáveis?”. “Esse tema nos convida a uma reflexão profunda sobre o que devemos fazer juntos, com solidariedade, para tirar o continente do ciclo de instabilidade e transformá-lo em um espaço pacífico, integrado, soberano e próspero”, afirmou o presidente senegalês. Para uma plateia que tinha entre os convidados integrantes de governos europeus que possuem passado de política colonial, como Alemanha, Espanha, Portugal e a França – que colonizou Senegal até 1960 – o presidente Diomaye fez um discurso com ênfase na soberania africana. “Não podemos mais aceitar que nossa agenda de segurança seja definida fora da África, nem que nosso espaço estratégico seja ocupado sem nosso consentimento”, sustentou. Ele chamou atenção para o papel da soberania na exploração de recursos naturais, como urânio; e petróleo e gás, descobertas recentes no país. “Esses recursos não devem mais alimentar apenas indústrias estrangeiras”, afirmou. “Extrair em nosso território, transformar em nosso território e vender a preços justos. Esse é o motor da nossa transformação estrutural”, completou. Terrorismo no Sahel Abertura do Fórum internacional de Dacar. Presidente de Senegal, Bassirou Diomaye. Foto: FÓRUM INTERNACIONAL DE DACAR - FÓRUM INTERNACIONAL DE DACAR Bassirou Diomaye dedicou especial atenção à ameaça do terrorismo, que assola o Sahel, faixa continental de costa a costa que marca a transição entre o deserto do Saara e as savanas ao sul. Ele explicou que, desde meados da década de 2010, grupos terroristas filiados ao Estado Islâmico e à Al-Qaeda começaram a expandir a atuação em direção aos países do Golfo da Guiné, na costa do Oceano Atlântico. A edição 2026 do Índice de Terrorismo Global aponta que o Sahel é o epicentro do terrorismo no mundo. O estudo, elaborado pela organização da sociedade civil Instituto para Economia e Paz, registra que a região do Sahel responde por mais da metade de todas as mortes por terrorismo no mundo em 2025. O Sahel é formado por dez países: Senegal, Gâmbia, Mauritânia, Guiné, Mali, Burkina Faso, Niger, Chade, Camarões e Nigéria. Desses, três países se destacam negativamente na concentração dos ataques. Mali, Burkina Faso e Niger, no Sahel central, somam cerca de 4,5 mil atentados nas últimas duas décadas, que resultaram em 17 mil mortes, de acordo com o Índice de Terrorismo Global. Os especialistas apontam que as três nações são intensamente afetadas por instabilidade política, com cada uma experimentando ao menos um golpe militar na última década. Os três países lidam também com grupos insurgentes em áreas de fronteira. Ainda segundo o estudo global, uma estratégia-chave dos jihadistas (extremistas islâmicos) tem sido a falta de coordenação de segurança nas fronteiras entre países do Sahel. “Embora a soberania seja importante em crises internas, aqui é necessária uma resposta multidimensional. Devemos trabalhar igualmente para ter um controle efetivo sobre as fronteiras”, defendeu o senegalês. “Não pode haver um perigo de segurança no Mali que não diga respeito ao Senegal, ou vice-versa. É por isso que uma resposta puramente endógena [interna] de um país contra o terrorismo não seria eficaz”, exemplificou, citando o país vizinho. O presidente de Senegal considera que o terrorismo deve ser enfrentado com resposta militar, controle eficaz de fronteiras e troca de informações e operações conjuntas entre as diferentes forças de defesa e segurança dos países. Política para jovens e integração Abertura do Fórum internacional de Dacar. Presidente de Serra Leoa, Julius Manda. - FÓRUM INTERNACIONAL DE DACAR O presidente de Serra Leoa, Julius Maada Bio, relacionou problemas de segurança na África à falha de representação pelos Estados. O líder do país na África Ocidental apontou que muitos jovens são recrutados para círculos de violência porque nenhuma instituição ofereceu a eles alternativas. Ele apontou investimentos direcionados à juventude não como política social, mas como estratégia de segurança nacional. “Extremismo e crime organizado encontram espaço nas falhas de governança e em um crescente e perigoso distanciamento entre cidadãos e o Estado. Grupos extremistas recrutam onde há desespero”, discursou. Julius Maada lembrou que lutou na guerra civil do país (1991 e 2002). “Perdemos uma década, perdemos vidas”. Com essa experiência, ele afirmou que a paz não é apenas a “ausência de guerra e o silêncio das armas”. “Mas sim o som de pessoas vivendo com dignidade e acreditando no próprio futuro”. Ele reforçou o posicionamento de líderes africanos em defesa de estabilidade, integração e soberania como soluções duradouras para os desafios de segurança. “Integração não existe sem soberania. Soberania não se sustenta sem estabilidade. Se puxarmos apenas um desses elementos, todo o sistema se desfaz”, declarou. O presidente do país, que tem no passado períodos de colonização portuguesa e britânica, jogou luz na necessidade de autodeterminação dos africanos para os problemas atuais. “Devem ser soluções africanas, baseadas na realidade africana, não apenas modelos importados adaptados superficialmente”, disse. “Parcerias são bem-vindas, mas parcerias verdadeiras respeitam a autonomia africana”. Ele afirmou ainda que a unidade entre países africanos é caminho para a sobrevivência das nações. Independência com integração O presidente da Mauritânia, Mohamed Cheikh El Ghazouani, elencou que tensões identitárias, déficits de governança, rupturas institucionais, vulnerabilidades econômicas, efeitos das mudanças climáticas e a expansão de grupos armados não estatais são fatores que colocam à prova a coesão das sociedades. Alinhado ao discurso pró-soberania, ele ressaltou que país independente não é sinônimo de isolacionismo. “Nenhum Estado pode, isoladamente, enfrentar os desafios da globalização, da fragmentação das cadeias de valor e das transformações geopolíticas”, afirmou. O líder da Mauritânia considera que para a África, a integração é “mais que uma opção, é uma necessidade”. “Ao reduzir dependências externas, reforçar complementaridades regionais e ampliar a voz do continente no cenário internacional, a integração oferece à África meios de defender melhor seus interesses”. Comércio El Ghazouani defendeu o fortalecimento da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao). Para o mauritano, ao favorecer o comércio entre países africanos, facilitar a circulação de bens, serviços e pessoas, a Cedeao mostra-se um “importante motor de transformação econômica”. Atualmente, a comunidade econômica, que reúne 12 países, é liderada pelo presidente de Serra Leoa, Julius Maada Bio, que busca a reampliação da área de comércio. “Tenho de convencer os nossos mais de 400 milhões de cidadãos de que a Cedeao importa e que devemos permanecer unidos, examinando os desafios que levaram os nossos irmãos à decisão de sair”, declarou Maada Bio. A afirmação foi um recado para Mali, Níger e Burkina Faso, que abandonaram a comunidade econômica nos últimos anos, por a considerarem subordinada aos interesses estrangeiros. Os demais países africanos participam do fórum apenas com delegações ministeriais. Entre os temas principais abordados nos dois dias de fórum figuram soberania tecnológica e digital, recursos naturais, transição política e indústria de defesa. *O repórter viajou a convite do Ministério da Integração Africana, Negócios Estrangeiros e Senegaleses no Estrangeiro.