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tesouro direto

Sabit8 haber1 kaynakSon güncelleme: 26.06.2026

Son Haberler

Com precatórios, governo tem maior déficit para meses de março
HABER
29.04.2026

Com precatórios, governo tem maior déficit para meses de março

O pagamento antecipado de precatórios, dívidas da União com sentenças judiciais definitivas, pressionou as contas públicas e levou o governo central a registrar um déficit primário de R$ 73,783 bilhões em março, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (29).  O resultado é o pior já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997. Notícias relacionadas:Vendas do Tesouro Direto batem recorde histórico em março.Tesouro muda regras de leilão para projetos sustentáveis.Déficit nas contas externas sobe para R$ 6 bilhões no mês de março.O déficit representa uma forte deterioração frente a março do ano passado, quando houve superávit de R$ 1,527 bilhão. De acordo com o Tesouro, a principal explicação está na mudança do calendário de pagamento dos precatórios, que em 2026 se concentraram em março. Em 2025, a maior parte dessas despesas foi paga em julho. O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo, desconsiderando os juros da dívida pública. Despesas As despesas totais dispararam no período, impulsionadas principalmente pelos gastos com decisões judiciais e seus efeitos indiretos sobre outras rubricas do orçamento. Principais números de março:     Déficit primário: R$ 73,783 bilhões;     Despesas totais: R$ 269,881 bilhões (49,2% acima da inflação em relação a março do ano passado);     Receita líquida: R$ 196,1 bilhões (7,5% acima da inflação). Maiores aumentos de gastos:     Sentenças judiciais e precatórios (custeio e investimento): R$ 34,903 bilhões     Benefícios previdenciários: R$ 28,615 bilhões, dos quais R$ 23,982 bilhões em precatórios;     Pessoal e encargos sociais: R$ 11,258 bilhões, dos quais R$ 8,786 em precatórios. Segundo o Tesouro, os precatórios também influenciaram o aumento de gastos com Previdência e folha de pagamento, já que parte dessas despesas está vinculada a decisões judiciais. Apesar da piora no resultado fiscal, a arrecadação apresentou crescimento, impulsionada pelo desempenho da economia e por medidas tributárias recentes. Entre os destaques:     Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): R$ 2,8 bilhões em relação a março do ano passado;     Imposto de Importação: R$ 2,3 bilhões;     Imposto de Renda: R$ 2,3 bilhões;     Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL): R$ 1,4 bilhão;     Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins): R$ 1,5 bilhão. Ainda assim, o avanço das receitas foi insuficiente para compensar o salto das despesas. Resultado do ano No acumulado do primeiro trimestre, as contas públicas registraram déficit de R$ 17,085 bilhões, revertendo o superávit de R$ 54,993 bilhões observado no mesmo período de 2025. Acumulado de janeiro a março: Déficit primário: R$ 17,085 bilhões;  Receita líquida: R$ 626,4 bilhões (4,2% real); Despesas totais: R$ 643,5 bilhões (23,3% real). Assim como em março, o resultado acumulado foi impactado pela antecipação no pagamento de precatórios. No primeiro trimestre, o déficit está baixo por causa do superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro. Tradicionalmente, o primeiro mês do ano é caracterizado por resultados positivos. Investimentos Os investimentos federais registraram crescimento expressivo em março, indicando aumento da execução orçamentária.     Investimentos em março: R$ 14,8 bilhões (323,9% acima da inflação);     Acumulado em 2026: R$ 24,4 bilhões (146,4% acima da inflação). O avanço reflete a aceleração de projetos públicos e execução de despesas discricionárias (não obrigatórias) no início do ano. Meta fiscal A meta fiscal para 2026 prevê superávit de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34,3 bilhões, com margem de tolerância que permite resultado entre zero e R$ 68,6 bilhões positivos. No entanto, regras aprovadas permitem excluir até R$ 63,5 bilhões em despesas do cálculo, incluindo precatórios. Mesmo com esses abatimentos, a previsão oficial do governo é de déficit efetivo de R$ 59,8 bilhões no ano. Se confirmada, será mais um ano de contas no vermelho.

A
Agência Brasil Economia
Vendas do Tesouro Direto batem recorde histórico em março
HABER
27.04.2026

Vendas do Tesouro Direto batem recorde histórico em março

As vendas de títulos públicos a pessoas físicas pela internet bateram recorde histórico em março, divulgou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira (27). No mês passado, o Tesouro Direto vendeu R$ 14,79 bilhões em papéis, o maior volume para todos os meses desde a criação do programa, em 2002. Notícias relacionadas:Boletim Focus: mercado prevê inflação de 4,86% em 2026.Juros elevados mantêm pressão sobre endividamento das famílias.Emendas parlamentares e juros da dívida apertam investimentos públicos.O valor é 79,2% maior que em fevereiro, quando as vendas do Tesouro Direto somaram R$ 8,2 bilhões. Na comparação com março do ano passado, é 26,5% maior. O principal fator para o recorde foi o vencimento de R$ 7,07 bilhões em títulos corrigidos pela Selic, a taxa de juros básicos da economia. Os investidores trocaram os papéis pelo mesmo tipo de títulos. O recorde mensal anterior do Tesouro Direto tinha ocorrido em janeiro deste ano, motivado pela troca de títulos prefixados que venceram por outros papéis. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Tesouro Selic Os títulos mais procurados pelos investidores em março foram os vinculados aos juros básicos, cuja participação nas vendas somou 52,7%. Os papéis corrigidos pela inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) corresponderam a 24% do total, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, totalizaram 15,1%. Destinados ao financiamento de aposentadorias, o Tesouro Renda+, lançado no início de 2023, respondeu por 6,5% das vendas. Criado em agosto de 2023, o novo título Tesouro Educa+, proposto para financiar uma poupança para o ensino superior, atraiu apenas 1,6% das vendas. O interesse por papéis vinculados aos juros básicos é justificado pelo alto nível da Taxa Selic. A taxa, que estava em 10,5% ao ano até setembro de 2024, está em 14,75% ao ano. Com os juros altos, os papéis continuam atrativos. Os títulos vinculados à inflação também têm atraído os investidores por causa da expectativa de alta da inflação oficial nos próximos meses. O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 234,42 bilhões no fim de março, alta de 3,29% em relação ao mês anterior (R$ 226,93 bilhões) e de 41,99% em relação a março do ano passado (R$ 165,09 bilhões). Esse aumento ocorreu por causa da correção pelos juros e porque as vendas superaram os resgates em R$ 3,78 bilhões no último mês. Investidores Em relação ao número de investidores, 288.041 participantes passaram a fazer parte do programa no mês passado. O número total de investidores atingiu 35.097.988. Nos últimos 12 meses, o número de investidores acumula alta de 9,78%. O total de investidores ativos (com operações em aberto) chegou a 3.418.225, aumento de 15,97% em 12 meses. A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas de até R$ 5 mil, que correspondeu a 73% do total de 1.224.134 operações de vendas ocorridas em março. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 45,6%. O valor médio por operação atingiu R$ 12.083,06. Os investidores estão preferindo papéis de curto prazo. As vendas de títulos de até cinco anos representam 58,2% do total. As operações com prazo entre cinco e dez anos correspondem a 20,9% do total. E os papéis de mais de dez anos de prazo foram 20,9% das vendas. >> Confira o balanço completo do Tesouro Direto na página do Tesouro Transparente. Captação de recursos O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa para a B3, a bolsa de valores brasileira, descontada nas movimentações dos títulos. Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto. A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados.

A
Agência Brasil Economia
Emprego feminino aumenta 11%, mas desigualdade salarial persiste
HABER
27.04.2026

Emprego feminino aumenta 11%, mas desigualdade salarial persiste

A participação feminina no mercado de trabalho aumentou 11%, com ampliação das oportunidades para mulheres negras e pardas. Apesar do aumento, as mulheres continuam recebendo, em média, salário 21,3% menor do que os homens nas empresas privadas com pelo menos 100 empregados. Esta é uma das conclusões do 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Notícias relacionadas:Vendas do Tesouro Direto batem recorde histórico em março.Governo federal anuncia recursos para o Pronaf Mais Leite.Juros elevados mantêm pressão sobre endividamento das famílias.De acordo com o levantamento, a participação das mulheres no mercado de trabalho passou de 7,2 milhões para 8 milhões de trabalhadoras, o que corresponde a um acréscimo de cerca de 800 mil postos. O avanço foi ainda mais expressivo entre mulheres negras (pretas e pardas), cujo número de ocupadas aumentou 29%, de 3,2 milhões para 4,2 milhões. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Desigualdade salarial Apesar do aumento do emprego, a desigualdade salarial entre homens e mulheres praticamente não se alterou em relação ao relatório anterior. Em 2023, as mulheres recebiam 20,7% menos que os homens; agora, a diferença passou para 21,3%. Já no salário mediano de contratação, a diferença subiu de 13,7% para 14,3%, variação considerada estatisticamente estável. O relatório se baseia em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e reúne dados de cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100 ou mais empregados. Segundo o levantamento, o salário médio no país, que reúne todos os salários e divide pelo número de trabalhadores, é de R$ 4.594,89. Já o salário contratual mediano, que fica no meio da escala que considera desde o salário mais baixo até o mais alto, é de R$ 2.295,36. Massa de rendimentos A participação das mulheres na massa de rendimentos também avançou, passando de 33,7% para 35,2%. Ainda assim, o percentual segue abaixo da presença feminina no emprego, que é de 41,4%. Para alcançar esse patamar, seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões nos rendimentos das trabalhadoras. “Aumentar a massa em 10,6% teria impacto no consumo das famílias e diminuiria a diferença de rendimentos entre homens e mulheres, mas isso representa custo para as empresas, o que as torna mais resistentes a promover essas mudanças”, informou, por meio de nota, a Subsecretaria de Estatística e Estudos do Trabalho do MTE. O levantamento também aponta avanços nas políticas internas das empresas, como ampliação de jornada flexível, auxílio-creche, licenças parentais estendidas e planos de cargos e salários. Cresceu ainda o número de estabelecimentos com menor desigualdade salarial. Diferenças regionais Por outro lado, persistem diferenças regionais. Os estados com menor desigualdade são Acre (91,9%), Piauí (92,1%), Distrito Federal (91,2%), Ceará (90,5%), Pernambuco (89,3%), Alagoas (88,8%) e Amapá (86,9%). Os com maior desigualdade salarial são Espírito Santo (70,7%), Rio de Janeiro (71,2%) e Paraná (71,3%). O relatório integra a aplicação da Lei nº 14.611/2023, que estabelece a transparência salarial como instrumento para promover a igualdade de remuneração entre homens e mulheres. A legislação estabelece a obrigatoriedade da transparência salarial em empresas com 100 ou mais empregados e prevê medidas para combater a discriminação e ampliar a participação feminina no mercado de trabalho.

A
Agência Brasil Economia