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69 workers rescued from slave-like conditions in Bahia, Brazil
مُلِح
G103.06.2026Crime3 dk okumaBrazil

69 workers rescued from slave-like conditions in Bahia, Brazil

Rescues occurred at a construction site and in mining operations, revealing overcrowded housing, irregular pay, and severe health and safety risks.

نظرة سريعة

  • 69 workers were rescued from slave-like conditions in Bahia, Brazil.
  • Operations in Seabra and Novo Horizonte uncovered overcrowded housing, irregular pay, and extreme health and safety risks, leading to the closure of sites and administrative actions against those responsible.

ملخص مُنشأ بالذكاء الاصطناعي

لماذا يهم

Two labor inspections in Bahia, Brazil, resulted in the rescue of 69 workers subjected to conditions analogous to slavery. The operations targeted a construction site in Seabra and artisanal mining sites in Novo Horizonte.

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Duas operações da Auditoria-Fiscal do Trabalho resultaram no resgate de 69 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em ações realizadas na Bahia.

Quarenta e cinco pessoas foram encontradas em uma obra às margens da BR-242, no município de Seabra, na Chapada Diamantina.

Outras 24 foram resgatadas em garimpos subterrâneos de extração mineral na região de Novo Horizonte.

Auditores-Fiscais do Trabalho resgatam trabalhadores em condições análogas à de escravo na Bahia — Foto: Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE)

Em Seabra, os Auditores-Fiscais do Trabalho resgataram 45 trabalhadores durante uma fiscalização realizada em um canteiro de obras destinado à construção de um empreendimento comercial voltado ao funcionamento de um ponto de apoio rodoviário e restaurante. A ação ocorreu em 25 de maio e identificou 55 pessoas em atividade no local.

Já em Novo Horizonte, uma operação realizada entre 24 de maio e 3 de junho alcançou 40 trabalhadores em quatro frentes de garimpo artesanal de quartzo rutilado e barita, dos quais 24 foram resgatados.

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As duas operações foram coordenadas pela auditora-fiscal do trabalho Gislene Stacholski e identificaram uma série de irregularidades trabalhistas e condições degradantes de trabalho.

No caso da obra em Seabra, os fiscais encontraram alojamentos superlotados, sem privacidade e com instalações sanitárias inadequadas. Em alguns espaços, trabalhadores conviviam diretamente com materiais de construção, equipamentos e produtos químicos.

A fiscalização também constatou que a maioria dos empregados não tinha registro em carteira, não havia controle formal de jornada e inexistiam programas de saúde e segurança do trabalho.

Além disso, foram verificadas situações de grave e iminente risco, como instalações elétricas improvisadas, máquinas sem proteção adequada, escavações abertas sem sinalização e trabalho em altura sem medidas de proteção. Segundo os auditores, as jornadas chegavam a aproximadamente 65 horas semanais, ultrapassando os limites previstos na legislação.

Os trabalhadores haviam sido recrutados em diferentes estados e transportados para a região da obra, passando a depender integralmente da estrutura fornecida pela empresa para moradia e alimentação.

Medidas administrativas para responsabilização dos envolvidos foram adotadas — Foto: Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE)

Ao final da ação, os empregados foram afastados das atividades e receberam R$ 578.243,28 em verbas rescisórias, além de R$ 157.500 em indenizações por danos morais individuais. A Auditoria-Fiscal do Trabalho também determinou o embargo total da obra.

Já nos garimpos de Novo Horizonte, os fiscais identificaram um sistema de remuneração considerado irregular. Os trabalhadores recebiam cerca de R$ 120 por semana, em um modelo conhecido como "feira", que, segundo a fiscalização, funcionava como salário disfarçado.

Muitos atuavam havia cerca de seis meses sem qualquer pagamento adicional relacionado à produção mineral.

Os depoimentos colhidos durante a operação apontaram ainda a existência de uma estrutura organizada de comando, com líderes de equipe e proprietários responsáveis pelas atividades. Para a Auditoria-Fiscal do Trabalho, a situação demonstrava subordinação dos trabalhadores, apesar de os vínculos serem apresentados como parcerias ou trabalho autônomo.

As equipes também encontraram alojamentos improvisados em barracos de lona, sem acesso adequado à água potável ou condições mínimas de higiene. Os trabalhadores permaneciam próximos às minas, expostos às intempéries e sem estrutura adequada de habitação.

Outro ponto que chamou a atenção dos fiscais foi o risco extremo enfrentado pelos garimpeiros. Segundo a fiscalização, eles atuavam sem equipamentos de proteção adequados e eram submetidos a atividades em poços com até 100 metros de profundidade, sujeitos a soterramentos, quedas, contaminação por sílica e trabalho em espaços confinados.

Diante das irregularidades, a Auditoria-Fiscal do Trabalho caracterizou a submissão dos trabalhadores a condições análogas à escravidão, principalmente por condições degradantes de trabalho e, no caso da obra de Seabra, também por jornada exaustiva.

Todas as frentes de garimpo fiscalizadas foram interditadas, e os trabalhadores resgatados foram encaminhados para recebimento de verbas rescisórias, habilitação no seguro-desemprego especial e atendimento pela rede de assistência social.

As medidas administrativas para responsabilização dos envolvidos foram adotadas nos dois casos.

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Duas operações da Auditoria-Fiscal do Trabalho resultaram no resgate de 69 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em ações realizadas na Bahia — Foto: Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE)

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Ops!

أسئلة مفتوحة

  • What are the specific administrative measures taken against the responsible parties?
  • Will there be further investigations into other similar operations in the region?
  • What is the long-term impact on the rescued workers' lives?
  • What specific companies or individuals were found responsible for the exploitation?

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This article was originally published by G1.

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