Advogada é acusada de intermediar ordem de assassinato de traficante preso no ES
نظرة سريعة
- A advogada Bianca Campelo é acusada de repassar a ordem de um chefe do tráfico preso para assassinar um traficante rival, Athur Santos Gomes, em abril de 2024.
- A defesa nega a participação da profissional nos crimes.
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Menos de 24 horas depois de atuar na defesa de um dos dois homens condenados por um confronto armado que levou terror à Avenida Leitão da Silva, em Vitória, em 2023, a advogada Bianca Campelo voltou ao tribunal do júri nesta sexta-feira (12), agora como ré.
A profissional é acusada de repassar a um grupo de criminosos uma ordem de um detento para assassinar um traficante rival. Athur Santos Gomes, de 20 anos, foi morto a tiros em abril de 2024 no bairro Santo Antônio, na capital capixaba.
Bianca foi ouvida em audiência de instrução e julgamento, etapa que antecede a decisão do juiz sobre enviar ou não a mulher para o júri popular. A defesa alega ter plena e absoluta certeza da não participação da advogada nos crimes.
As informações são da colunista Vilmara Fernandes.
A acusação contra a advogada
Segundo a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), a advogada teria utilizado o acesso ao sistema prisional para intermediar a comunicação entre um chefe do tráfico de drogas do Morro do Cabral/Quadro que estava preso e outros criminosos em liberdade.
A ordem para o assassinato teria sido repassada à profissional dias antes do crime, quando Bianca visitou o traficante na cadeia. Em seguida, ela teria entrado em contato com um terceiro que acionou mais quatro executores.
A vítima foi morta ao sair de casa com a namorada no início da noite de 18 de abril de 2024. Segundo testemunhas, criminosos abordaram o jovem, tiraram uma foto dele e, em seguida, o levaram para uma outra rua, onde o mataram a tiros.
Minutos depois, os executores teriam voltado ao local para garantir que Arthur estava morto.
Motivação do crime
O assassinato do jovem foi ordenado, segundo a denúncia, porque Arthur teria deixado o grupo criminoso chefiado pelo mandante do crime para atuar com outra facção no Morro dos Alagoanos, também em Vitória.
Conforme o Ministério Público, o crime foi cometido por meio cruel, tendo em vista que a forma de execução causou sofrimento excessivo à vítima.
"No mais, o crime foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que os denunciados, em superioridade numérica, surpreenderam a vítima desarmada, a subjugaram, sem que esta tivesse qualquer chance de defesa ou reação”, diz a denúncia.
O que diz a defesa da advogada
O advogado Augusto Martins Siqueira dos Santos, que defende Bianca, informou que tem plena e absoluta certeza da não participação de sua cliente nos atos criminosos atribuídos a ela.
Em relação a audiência de instrução e julgamento desta sexta-feira (12), a defesa informou que "confia plenamente na responsabilidade e lisura da atuação do Ministério Público, este que atua sempre de forma justa, profissional e independente, respeitando as provas do processo".





