Advogado de sargento preso por morte de capitã da PM em BH renuncia à defesa
نظرة سريعة
- O advogado Gustavo Nepomuceno Lopes renunciou à defesa do sargento Eduardo Abner, preso preventivamente pela morte da capitã da PMMG Michele Leão em Belo Horizonte.
- O caso, investigado como feminicídio, segue sob segredo de Justiça e aguarda laudos periciais.
ملخص مُنشأ بالذكاء الاصطناعي
لماذا يهم
O sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira foi preso preventivamente após a morte da capitã da PMMG Michele Leão Azevedo, levada já sem vida ao hospital com múltiplas lesões. O caso é investigado como feminicídio.
O advogado não informou os motivos da decisão. Disse apenas que, em respeito ao sigilo profissional, à ética da advocacia e aos deveres inerentes à relação entre advogado e cliente, não prestará esclarecimentos sobre o encerramento da representação.
Em nota enviada à imprensa, Gustavo Nepomuceno Lopes também afirmou que não concederá novas entrevistas nem fará manifestações sobre o mérito da investigação.
Eduardo Abner está preso preventivamente desde quarta-feira (22), após a Justiça converter a prisão em flagrante durante audiência de custódia. O processo tramita sob segredo de Justiça.
A capitã da Polícia Militar de Minas Gerais Michele Leão Azevedo, de 41 anos, morreu após sofrer múltiplas lesões e foi levada já sem vida pelo marido ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, na noite de segunda-feira (20).
O sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira foi preso em flagrante ainda no hospital. Na quarta-feira (22), a Justiça converteu a prisão em preventiva. Ao tomar a decisão, o juiz considerou necessária a manutenção da prisão para garantir a ordem pública.
Segundo a Polícia Civil, o caso é investigado como feminicídio. A corporação aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer a dinâmica da morte e verificar se os ferimentos apresentados pela vítima são compatíveis com a versão apresentada pelo investigado.
De acordo com o boletim de ocorrência, Michele apresentava traumatismo craniano, hematomas, ferimentos nas pernas, marcas compatíveis com chicotadas e um corte profundo na cabeça. Para a equipe médica, a morte havia ocorrido entre quatro e seis horas antes da chegada ao hospital.
Em depoimento, Eduardo Abner afirmou que o casal participou de uma confraternização na noite anterior, consumiu bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy e, depois, manteve relações sexuais consensuais com práticas de dominação e agressões físicas.
Segundo o sargento, Michele caiu da escada por volta do meio-dia, recusou atendimento médico e os dois dormiram durante a tarde. Ele disse que apenas à noite percebeu que a esposa não respondia mais aos estímulos e decidiu levá-la ao hospital. A versão é contestada pela investigação e será confrontada com os laudos periciais.
A Polícia Civil também confirmou que Eduardo Abner possuía registros anteriores de violência contra mulheres. O g1 teve acesso a dois boletins de ocorrência registrados por uma ex-companheira em 2016, nos quais ela relata agressões físicas, ameaças e o descumprimento de medida protetiva. O militar também foi preso por embriaguez ao volante em 2023 e recebeu sanções disciplinares ao longo da carreira.
Durante o velório da capitã, a comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Cleide Barcelos, classificou o caso como um episódio de violência doméstica e familiar e afirmou que a corporação seguirá acompanhando as investigações e atuando no enfrentamento à violência contra as mulheres.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e aguarda a conclusão dos exames periciais para esclarecer a dinâmica da morte de Michele Leão Azevedo.
ما الذي يجب مراقبته
توقعات الذكاء الاصطناعي — احتمالات وليست حقائق
A Polícia Civil concluirá os laudos periciais para esclarecer a dinâmica da morte de Michele Leão.
مرجح جداً · خلال أسابيع
أسئلة مفتوحة
- Qual a dinâmica exata da morte de Michele Leão?
- Os ferimentos são compatíveis com a versão do sargento?
- Qual será o impacto da renúncia do advogado na defesa?





