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Mãe cumpre promessa e sai de joelhos da UTI com bebê prematura nos braços
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G119.06.2026العالم5 dk okumaBrazil

Mãe cumpre promessa e sai de joelhos da UTI com bebê prematura nos braços

نظرة سريعة

  • Rania Maria Santos, 24, cumpriu promessa de sair de joelhos da UTI com a filha Maria Alicia, que nasceu prematura.
  • A bebê, com 970g, ficou 34 dias internada e superou desafios de saúde.

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A bebê Maria Alicia nasceu prematura com 30 semanas de gestação e 970 gramas, necessitando de internação na UTI Neonatal. Sua mãe, Rania Maria Santos, fez promessas durante o período de incerteza.

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A cena marcou o cumprimento de uma promessa feita pela mãe da bebê, Rania Maria Santos, de 24 anos, durante o período mais difícil da internação. A promessa da mãe incluiu ainda caminhar de joelhos com a filha nos braços até a saída da UTI.

“É um caminho difícil, cheio de desafios e incertezas, mas cada pequena conquista faz a diferença. Houve momentos em que pensei que não conseguiria seguir em frente, mas aprendi a confiar no processo e a acreditar que dias melhores viriam. Com certeza não vou sair a mesma pessoa que entrei. São muitos aprendizados. O pior já passou e agora só temos a agradecer'', disse ao g1.

Rania Maria Santos ao lado da filha, Maria Alicia, durante a recuperação da bebê, que nasceu prematura em Cruzeiro do Sul — Foto: Arquivo pessoal

Com 970 gramas, a recém-nascida precisou ser encaminhada para a UTI Neonatal logo após o parto e segue internada em acompanhamento para ganhar peso.

Ao g1, Rania contou que Maria Alicia nasceu prematura no dia 13 de maio, quando ela estava com apenas 30 semanas de gestação. Rania descobriu que a filha nasceria antes do previsto após procurar atendimento médico devido a uma infecção durante a gravidez.

📿 O nascimento da pequena aconteceu em uma data especial para a Igreja Católica: o dia de Nossa Senhora de Fátima. A data celebra a primeira aparição da virgem Maria aos três pastorinhos, em Fátima, Portugal, em 1917.

“Dei entrada na maternidade para consultar como estava a infecção e recebi a notícia de que estava em trabalho de parto com cinco centímetros de dilatação. Fiquei muito aflita e com medo. Os médicos falavam que, pela idade gestacional, minha filha poderia não sobreviver. Cada vez que eu ouvia aquilo, minha fé ficava mais forte”, relembra.

Segundo a mãe, o diagnóstico foi um dos momentos mais difíceis de toda a gestação. “Foi algo muito forte para uma mãe escutar. Quis me desesperar, mas desde a hora que entrei na maternidade senti o amor de Deus de uma forma extraordinária. Ao invés de perguntar o porquê, coloquei tudo nas mãos de Deus e confiei no milagre”, afirma.

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Apesar da prematuridade extrema, Maria Alicia surpreendeu a equipe médica desde os primeiros momentos de vida. A bebê não precisou ser entubada e recebeu apenas suporte com oxigênio antes de ser encaminhada à UTI Neonatal.

Rotina

Foram 34 dias de uma rotina intensa para a família. Mesmo após receber alta médica, Rania contou que retornava ao hospital de três em três horas para retirar e entregar leite materno à filha.

“Eu acordava de três em três horas para tirar leite e levar para ela. Nunca deixei de ir em nenhum horário. Eu era a primeira mãe a chegar e a última a sair. Quando entrava lá e via a Alicia tão pequena, mas tão cheia de vida, lutando para viver, aquilo me dava uma força extraordinária”, conta.

Durante a internação na UTI, um dos momentos que mais abalou a família foi quando médicos identificaram um possível sopro no coração da bebê e que Maria Alicia poderia ser transferida para Rio Branco. Rania recorda que o medo voltou a tomar conta do coração de mãe.

“Fiquei desesperada e com muito medo. Mas, orei muito e fiz um voto com Deus. Depois, o médico disse que não escutava mais nada. Foi mais um milagre para nós”, relata.

Após a recuperação da filha prematura, Rania Maria Santos saiu de joelhos da maternidade e cumpriu uma promessa feita durante a internação da bebê — Foto: Cedida

Promessa

Em meio às incertezas, Rania fez a seguinte promessa: se a filha deixasse a UTI sem sequelas, ela sairia de joelhos da UTI e vestiria a bebê de Nossa Senhora Aparecida, a qual é devota.

A roupa usada por Maria Alicia também tem um significado especial. Segundo a mãe, a ideia surgiu antes mesmo da promessa. “Eu nunca perdi a fé. Orava todos os dias e pedia a intercessão de Maria. Eu já queria fazer a roupinha. Depois fiz a promessa de sair de joelhos e completei com a roupa de Nossa Senhora”, diz.

O momento da alta emocionou quem acompanhou a história da família. Ao lado do marido, Rodrigo Santos, de 23 anos, Rania cumpriu a promessa enquanto deixava a UTI com a filha nos braços.

Embora apenas ela pudesse permanecer com a bebê durante toda a rotina de cuidados na unidade neonatal, o pai acompanhou diariamente a recuperação da filha.

“Foi sempre eu e ele. Todos os dias ele vinha visitar a nossa filha e orava também. Sempre esteve comigo me dando força”, destaca.

Rania Maria Santos e Rodrigo Santos celebram a recuperação da filha, Maria Alicia, após 34 dias de internação na UTI Neonatal em Cruzeiro do Sul — Foto: Cedida

Fé e esperança

Hoje, Maria Alicia segue recebendo acompanhamento pelo método canguru devido ao baixo peso, mas de acordo com a mãe, apresenta bom estado de saúde. “Fora isso, é perfeita. Todos os exames deram normais. O estado de saúde dela é perfeito”, afirma.

Ao olhar para a filha depois de toda a luta enfrentada, Rania diz que a experiência transformou sua vida. Ela acredita também que jamais será a mesma pessoa após a experiência vivida com a filha e o marido.

“É uma sensação inexplicável. Um amor que não cabe no peito, uma paz que eu nunca senti. Hoje consigo entender um pouco do amor de Deus por cada um de nós, porque o único amor que chega mais perto do amor de Deus é o amor de uma mãe pelo filho.”

VÍDEOS: g1

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أسئلة مفتوحة

  • Qual o peso atual da bebê?
  • Quais os próximos passos do acompanhamento?

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This article was originally published by G1.

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