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Operação Perfídia prende delegado e agentes da Polícia Civil em João Pessoa
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G102.06.2026Crime2 dk okumaBrazil

Operação Perfídia prende delegado e agentes da Polícia Civil em João Pessoa

نظرة سريعة

  • Operação Perfídia prende delegado Braz Morrone e dois agentes da Polícia Civil em João Pessoa.
  • Investigação iniciada em 2025 após denúncia de traficante sobre drogas furtadas por policiais.
  • Nove mandados de prisão e 24 de busca e apreensão cumpridos.

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A Operação Perfídia foi deflagrada em João Pessoa para investigar a suspeita de que agentes da Polícia Civil estariam envolvidos com atividades criminosas, incluindo o furto de drogas. A investigação começou em fevereiro de 2025 após a denúncia de um traficante.

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Operação Perfídia foi deflagrada na manhã desta terça-feira (2) — Foto: Divulgação/Polícia Civil

O delegado Rafael Bianchi, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), afirmou que a investigação que culminou na operação que prendeu um delegado e dois agentes da Polícia Civil, nesta terça-feira (2), em João Pessoa, teve início em fevereiro de 2025, após a denúncia de um traficante de que drogas teriam sido furtadas por agentes da Polícia Civil.

“Iniciou-se, aproximadamente em fevereiro do ano passado, a partir de uma denúncia de um próprio traficante que teve as suas drogas subtraídas pela equipe policial. Nós identificamos o denunciante primeiramente, identificamos que ele é membro cadastrado de uma organização criminosa, e assim iniciamos algumas diligências prévias, acompanhando a rotina dos policiais”, disse o delegado que presidiu as investigações em entrevista coletiva.

A Operação Perfídus cumpriu nove mandados de prisão nesta terça-feira (2). Entre os presos estão o delegado da Polícia Civil Braz Morrone e dois agentes da Polícia Civil, suspeitos de ligação com um grupo criminoso.

Segundo as investigações, a organização criminosa contaria com a participação de agentes públicos que utilizavam a estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas. O nome da operação, Perfídia, significa "traição" ou "deslealdade" e faz referência à conduta atribuída aos investigados.

Além dos nove mandados de prisão, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados.

Quem é o delegado preso

O delegado Braz Morrone atua na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa. Com mais de 20 anos de carreira, o delegado já passou por outras delegacias, como a de Repressão a Entorpecentes.

Delegado Braz Morrone está entre os presos da operação — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Demais presos na operação

Um dos agentes presos é Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba" ou "Bombado". De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como operador central da organização e fazia a ponte entre policiais e traficantes.

O segundo agente é Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como "Mão Branca". O investigador é apontado como participante direto de subtrações de drogas e teria monitorado carregamentos, utilizado rastreadores e escondido drogas em casa.

Outros presos da operação:

João Wicttor Alves de Lima;

Brendo Roberth Fernandes Sobral;

Paulo Ricardo Barbosa de Souza ("Galinha");

José Alexandrino de Lira Júnior ("Júnior Lira");

Vanessa Dantas Fernandes;

Dankennedy Vieira Brito da Silva ("Babau").

As defesas dos suspeitos não foram localizadas.

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أسئلة مفتوحة

  • Qual a extensão exata da participação dos agentes públicos nas atividades criminosas?
  • Quais outras organizações criminosas podem ter sido beneficiadas?
  • Haverá mais prisões ou investigações decorrentes desta operação?
  • Qual o impacto desta operação na confiança pública na Polícia Civil da região?

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This article was originally published by G1.

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