Pai é preso após chutar filha de 3 anos no rosto e diz que 'perdeu a cabeça'
نظرة سريعة
- Um homem de 31 anos foi preso após chutar a própria filha de 3 anos no rosto.
- Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da agressão.
- O pai alegou ter perdido a cabeça com o choro da criança.
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Um pai foi preso após chutar a filha de 3 anos no rosto, em um episódio de violência que chocou testemunhas e chegou à polícia através de imagens de câmeras de segurança. O caso levanta preocupações sobre o aumento da violência contra crianças no país.
Pai preso após chutar filha de 3 anos no rosto diz que 'perdeu a cabeça'. — Foto: Reprodução/TV Globo
Imagens mostram o momento em que o homem caminhava com os dois filhos após voltar do mercado. Segundo ele relatou à polícia, a menina chorava e gritava durante o trajeto.
"Ela tava berrando na rua. Eu tinha pedido pra ela parar de ficar berrando. Ela sempre chora ou berra direto, assim, escandalosamente", afirmou.
Na sequência, o homem desfere um chute no rosto da criança, que cai no chão. O irmão dela, de 5 anos, permanece parado. Uma testemunha que presenciou a cena contou que o menino aparentava estar em choque.
"Em momento algum ele reagiu, ele gritou, ele falou, ele não fez nada. Mas ele estava muito assustado."
Para preservar a identidade das crianças, o Fantástico não mostra o rosto delas. Como a identificação do pai poderia revelar quem é a vítima, ele também não é identificado.
Testemunha impediu nova agressão
Quem interrompeu a ação foi o personal trainer José Luiz, dono de uma academia em frente ao local da agressão. "Peguei o flagrante dele fazendo aquele absurdo." Segundo ele, o pai ainda o ameaçou.
"Ele me ameaçou dizendo: 'Fica na tua porque não é com você e vai sobrar pra você'."
José Luiz também buscou imagens de câmeras de segurança que registraram a agressão. "Conversei com o proprietário daquela residência e foi ali que nós conseguimos a imagem perfeita."
As imagens circularam nas redes sociais e chegaram à polícia, que ouviu parentes da família e pediu a prisão do homem, de 31 anos. Durante o depoimento, ele questionou quem havia feito a denúncia. Mais tarde, afirmou estar arrependido.
"Eu perdi a cabeça e acabei fazendo o que não deveria ter feito. Não era intencional. Eu jamais ia machucar a minha filha. Acabou acontecendo."
Polícia investiga outros episódios de violência
Além da agressão registrada em vídeo, a Polícia Civil investiga pelo menos outras duas situações de violência envolvendo as crianças. A mãe pediu medida protetiva contra o marido e manifestou o desejo de se separar. Procurada pela equipe do Fantástico, ela preferiu não dar entrevista.
Segundo o delegado Ricardo Moraes Faria dos Santos, a mulher relatou ter ficado "revoltada, assustada e chocada" com o episódio e afirmou que nunca imaginou uma agressão desse tipo contra a filha.
De acordo com a investigação, parentes também relataram que o menino de 5 anos teria sido agredido com um pedaço de pau no rosto.
A polícia ainda apura denúncias de castigos cruéis, como obrigar as duas crianças a ajoelhar sobre grãos de feijão e tampas de garrafas PET.
O pai ainda não tem advogado.
Segundo o delegado, a investigação considera a possibilidade de indiciamento por tortura. "Até trabalhamos com a ideia não apenas de uma lesão corporal, mas sim um indiciamento por tortura, por ter imposto um grande dano físico e psicológico."
Violência contra crianças cresce no país
Dados do Ministério da Saúde mostram aumento nos atendimentos hospitalares de crianças vítimas de agressão. Em 2020, 8,9 mil meninos e meninas de até 9 anos foram atendidos em hospitais por causa de violência. No ano passado, esse número chegou a 18.968 — mais que o dobro, uma média de 52 crianças por dia.
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Edson Ferreira Liberal, a violência tende a se repetir entre gerações se esse ciclo não for interrompido.
"Violência não educa, violência deseduca e perpetua a violência."
O Disque 100 recebeu, em 2025, mais de 189 mil denúncias de violência contra crianças, um aumento de 2,5% em relação ao ano anterior. Segundo os dados apresentados na reportagem, os principais agressores estão dentro de casa, entre eles pai, mãe, padrasto, madrasta, avós e avós.
O personal trainer José Luiz, que presenciou a agressão do pai contra a menina, faz um apelo para que casos de violência não sejam ignorados.
"Quem presencia algo nesse sentido jamais pode ficar calado. Essa brutalidade, principalmente com criança, não pode passar despercebida."
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أسئلة مفتوحة
- Quais serão as consequências legais para o pai?
- Haverá mais denúncias de violência contra as crianças?
- Como a família será apoiada após o ocorrido?






