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Fundação Getulio Vargas

مستقر26 خبر4 مصادرآخر تحديث: قبل 6 أيام

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IGP-M registra deflação de 0,5% em junho, impulsionada por queda de combustíveis e commodities
يتطور
Business·30‏/6‏/2026ملخص الذكاء الاصطناعي

IGP-M registra deflação de 0,5% em junho, impulsionada por queda de combustíveis e commodities

O IGP-M, conhecido como "inflação do aluguel", registrou deflação de 0,5% em junho, a primeira desde fevereiro, impulsionado pela queda nos preços de combustíveis, minerais e café. A redução reflete a convergência de commodities para patamares pré-guerra no Oriente Médio e boas safras agrícolas.

A
Agência Brasil Economia
Brasil no Mundo analisa geopolítica do futebol e guerra Irã-Israel neste domingo
يتطور
العالم·14‏/6‏/2026ملخص الذكاء الاصطناعي

Brasil no Mundo analisa geopolítica do futebol e guerra Irã-Israel neste domingo

Edição inédita do programa Brasil no Mundo, da TV Brasil, neste domingo (14) às 19h30, debaterá a geopolítica do futebol e a Copa do Mundo de 2026. O cientista político Carlos Eduardo Martins é o convidado. O programa também abordará a reunião do G7, guerra Irã-Israel, protestos na Bolívia e eleições na Colômbia e Peru.

A
Agência Brasil Internacional
خبر
8‏/5‏/2026

Morre o economista Chico Lopes, ex-Banco Central e criador do Copom

O economista Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, conhecido como Chico Lopes, morreu nesta sexta-feira (8), no Rio de Janeiro. Nascido em 1945, o ex-presidente interino do Banco Central (BC) estava internado no Hospital Pró-Cardíaco, no bairro Botafogo. A morte foi confirmada por meio de um comunicado da família. A unidade de saúde não informou a causa. “É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Chico Lopes, economista de trajetória marcante e um dos nomes mais respeitados do pensamento econômico brasileiro”, diz trecho do comunicado da família. “Com atuação relevante na construção e no debate da política econômica nacional, Chico Lopes deixa uma contribuição importante para o desenvolvimento do país, sendo reconhecido por sua inteligência, firmeza intelectual e dedicação ao Brasil ao longo de décadas de trabalho”, completa a mensagem. Banco Central O economista era formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre pela Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) e doutor pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Chico Lopes foi professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio) e da Universidade de Brasília (UnB), além de fundador da empresa de consultoria Macrométrica. Com passagem pelo Ministério da Fazenda (1987), o economista foi diretor do Banco Central de 1995 e 1998 e presidente interino em janeiro e fevereiro de 1999, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). À época, o Brasil enfrentava uma crise cambial. Lopes foi sucedido por Armínio Fraga e, em março daquele ano, deixou o BC. Na curta presidência, Chico Lopes vivenciou a transição do regime de câmbio administrado para o câmbio flutuante (sem controle rígido) no Brasil. A passagem pelo BC coincidiu com a polêmica que envolveu a operação para tentar salvar os Bancos Marka e FonteCidam, em dificuldades por causa da cotação do dólar. A operação rendeu prejuízo ao BC. Lopes sustenta que as ações eram legais e quis evitar a quebra das instituições e uma possível crise financeira. A operação de socorro chegou a ser tema de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, a CPI do Sistema Financeiro. Pesar Por meio de nota, o Banco Central informou que recebeu a notícia da morte com profundo pesar. “Francisco Lopes dedicou décadas de sua vida intelectual ao enfrentamento do maior desafio macroeconômico de seu tempo: a inflação crônica brasileira dos anos 1980 e 1990.” O BC lembra que a contribuição “mais duradoura” do economista foi a criação e institucionalização do Comitê de Política Monetária (Copom), órgão que conduz a política monetária do país, “conferindo previsibilidade, transparência e rigor técnico às decisões sobre a taxa básica de juros [Selic]”. Para o BC, Chico Lopes “marcou a história da estabilização econômica brasileira” e deixa para a instituição “um legado de inteligência, ousadia intelectual e dedicação ao país”. Em 2019, o Banco Central publicou um depoimento autobiográfico, em formato de entrevista, cobrindo a trajetória pessoa, acadêmica e profissional do economista. Clique aqui para acessar. Na trajetória de vida, Chico Lopes participou de discussões sobre planos anti-inflacionário, como Cruzado e Bresser, e ajudou a consolidar o Real. “Acredito que a criação do Copom foi fundamental para a consolidação do Real, para que fosse estabelecida, de fato, uma política monetária. Eu dizia que era preciso ter um ritual e que a reunião para definir a taxa de juros deveria ser gravada", dizia ele sobre o Copom. Despedida O velório será realizado neste sábado (9) no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro. A cerimônia de despedida começa às 13h, e a cremação está marcada para as 16h. Chico Lopes deixa a esposa, Ciça Pugliese, com quem foi casado por mais de 40 anos. Ele tinha três filhos e sete netos.

A
Agência Brasil Economia
العالم
6‏/5‏/2026

Corrupção, inflação e economia em queda desafiam Milei na Argentina

O governo do ultraliberal Javier Milei enfrenta o pior momento à frente da Argentina em meio a escândalos de corrupção, queda nos índices de popularidade e na atividade econômica e industrial.  A inflação, até então principal vitrine política da Casa Rosada, voltou a acelerar. Após reduzir a inflação mensal de dois dígitos, no final de 2023, para cerca de 2% ao mês, ao longo de 2025, os índices de preços voltaram a subir entre o final do ano passado e o início de 2026, chegando a 3,4% em março deste ano. Notícias relacionadas:Milei proíbe acesso de jornalistas à Casa Rosada: “ataque à imprensa”.Congresso argentino aprova reforma da lei de geleiras.Justiça argentina barra trechos da reforma trabalhista de Milei.A aceleração recente fez Milei reconhecer dificuldades econômicas publicamente. “O dado é ruim”, disse em uma rede social. Ao mesmo tempo, a atividade econômica na Argentina apresentou uma retração de 2,6% em fevereiro, se comparado a janeiro, com uma queda acumulada de 2,1% nos últimos 12 meses. Talvez a situação mais preocupante seja a queda na produção industrial, que registrou baixa de 4% em fevereiro, acumulando uma queda de 8,7% nos últimos 12 meses.   Plano econômico O professor de economia da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP) Paulo Gala comentou que o plano econômico de Milei é “simplista” e não tem dado conta de reverter completamente à situação econômica que herdou. “As pessoas não confiam mais no peso [moeda argentina]. Elas dolarizam [cotam em dólar] os contratos, um pouco parecido com o que aconteceu com o Brasil antes do Plano Real. Com isso, com qualquer coisa a inflação volta a acelerar. Reduzir o tamanho do Estado não resolve nada”, disse. O governo de Milei prega a redução do tamanho do Estado, com corte de gastos e austeridade fiscal, como medidas para conter a inflação e recuperar a economia. O economista Gala avalia que o plano de Milei não deve ir muito longe, argumentando que seriam necessárias outras medidas, como instituir uma nova moeda.  Ele destacou ainda que o peso argentino está sobrevalorizado, o que tem, segundo ele, destruído a indústria do país. “Esse mergulho da atividade manufatureira é fatal para o país porque esse setor é responsável por aumento de produtividade, por ganhos tecnológicos. Esse dado da indústria é muito ruim. Essa abertura comercial violenta que o Milei tem feito também destrói o pouco que restou de indústria na Argentina”, completou. Para o especialista, a tendência é a Argentina se desindustrializar cada vez mais, focando a economia apenas no setor agroexportador de matérias-primas.  “Não está descartado um cenário de recessão e, possivelmente, nova crise cambial com enorme dívida em dólares”, analisa Paulo Gala. A Argentina tem contraído novos empréstimos com bancos internacionais, em dólares, para segurar o valor do peso. Popularidade Além da situação econômica difícil, recentes casos de corrupção têm contribuído para a queda nos índices de popularidade do governo. Um dos exemplos é a investigação sobre suposto enriquecimento ilícito do chefe de gabinete de Milei, Manuel Adorni, que tem tido que se explicar sobre viagens de luxo e compra e reforma de imóveis supostamente incompatíveis com sua renda. As pesquisas de opinião têm registrado índices de desaprovação superiores a 60%, marcando os piores números desde que assumiu a Casa Rosada, em dezembro de 2023.  A da Atlas Intel do final de abril indicou uma reprovação de 63% da figura do Milei, com uma aprovação de 35%. A corrupção e o desempenho econômico são os fatores determinantes para a queda na popularidade.  Segundo a consultoria Zentrix, 66,6% da população avaliam que se “quebrou” a promessa “anti-casta” de combate à corrupção de Milei.   “A corrupção surge como o principal desafio do país, mesmo entre aqueles que votaram no partido governante em 2025, superando o desemprego, a inflação ou os salários”, diz a empresa de pesquisas de opinião. O cientista político argentino Leandro Gabiati explicou à Agência Brasil que Milei foi eleito muito em cima do discurso de combate à corrupção, o que tem sido desconstruído ao longo do mandato. “Esse governo colocou a pauta da corrupção como uma política de Estado. Quando se observa que há casos envolvendo alguns funcionários do governo, como é o caso do chefe de gabinete, que seria uma espécie de primeiro-ministro, isso aí afeta a imagem do governo, desgasta o governo e cria problemas”, explicou. Ao mesmo tempo, Gabiati diz que a população reconhece a conquista do governo de reduzir a inflação, porém, pondera que os preços continuam subindo. “Obviamente, essa inflação, que dá uns 30% a 40% ao ano, é uma inflação importante. Reduzir demandaria mais esforço, tanto da sociedade, quanto do governo”, diz o especialista. Mas o que tem jogado à favor do governo Milei é a desorganização e a desaprovação da população em relação à oposição ao governo da Argentina. “Isso aí quer dizer que o governo terá problemas na eleição presidencial de 2027? Isso é algo que ainda está muito longe no radar. O governo tem alguns problemas que terá que resolver agora, mas a oposição ainda permanece desorganizada e sem ser uma opção política clara para o eleitor argentino”, avalia. Em uma notícia positiva para o governo, a consultoria de riscos Fitch Rating elevou a nota de crédito da Argentina de CCC+ para B-, com perspectiva de estabilidade, ao reconhecer as melhorias na “situação fiscal” e na balança externa do país.  Em consequência, a bolsa de Buenos Aires opera em alta nesta quarta-feira (6). Porém, para o economista Paulo Gala, isso não muda o quadro geral da economia argentina. Imprensa Em meio a esse contexto, o governo Milei tem escolhido a imprensa como um dos seus alvos. No final de abril, o governo proibiu a entrada de jornalistas na Casa Rosada, prejudicando cerca de 60 profissionais que cobriam o Poder Executivo, em Buenos Aires. Algumas emissoras foram acusadas de filmarem áreas do edifício sem autorização, o que foi negado pelas empresas de mídia. Após críticas contra a medida, apontada como uma violação à liberdade de imprensa na Argentina, o governo reabriu a Casa Rosada para imprensa nesta segunda-feira (3), mantendo ainda restrições à circulação na sede do poder do país vizinho.

A
Agência Brasil Internacional
Guerra faz IGP-M de 2,73% em abril ser o maior desde maio de 2021
خبر
29‏/4‏/2026

Guerra faz IGP-M de 2,73% em abril ser o maior desde maio de 2021

Os efeitos da guerra no Oriente Médio foram sentidos diretamente no bolso dos consumidores e dos produtores brasileiros e fizeram o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como “inflação do aluguel”, fechar abril em 2,73%, o maior patamar mensal desde maio de 2021 (4,10%). No mês anterior, março, o IGP-M tinha marcado 0,52%. Em abril de 2025 era 0,24%. No acumulado de 12 meses, o indicador soma 0,61%, interrompendo a sequência de cinco meses seguidos de deflação, ou seja, inflação negativa. Notícias relacionadas: Inflação do aluguel: IGP-M recua 1,67% em junho, o menor em dois anos.IGP-M, conhecido como inflação do aluguel, cai 0,34% em março, diz FGV.IGP-M registra inflação de 8,44% em 12 meses.As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).  O economista do Ibre Matheus Dias ressalta que “todos os índices registraram influências diretas do conflito geopolítico na região do Estreito de Ormuz”. “Nos preços ao produtor, o grupo de matérias-primas brutas avançou quase 6%, em decorrência do choque provocado pela guerra. Além disso, observam-se repasses mais relevantes em produtos da cadeia petroquímica, como sacos ou sacolas plásticas para embalagem, itens de grande importância no varejo”. Dias destaca que os preços ao consumidor “refletem de forma significativa o impacto dos combustíveis”. “Com destaque para a gasolina, que subiu, em média, 6,3% em abril, e para o diesel, cuja alta foi de 14,9%”. A inflação dos combustíveis, além de afetar o custo do transporte, também se espalha por outros componentes da economia, como os alimentos, por causa da alta do frete, por exemplo. O óleo diesel é o principal combustível utilizado pelos caminhões. Guerra no Oriente Médio O conflito no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. A região concentra países produtores de petróleo e o Estreito de Ormuz, passagem marítima que liga os golfos Pérsico e de Omã, por onde passam 20% da produção mundial de óleo e gás. Uma das retaliações do Irã é o bloqueio do estreito, que fica ao sul do país. O reflexo observado é o distúrbio na logística da indústria do petróleo, o que tem causado redução da oferta do produto e, consequentemente, aumento de preços no mercado internacional. O petróleo e seus derivados, como a gasolina e o óleo diesel, são commodities, isto é, mercadorias negociadas a preços internacionais. Isso explica por que os preços sobem até mesmo em países produtores, como o Brasil. O governo brasileiro tem tomado medidas para conter a escalada dos derivados de petróleo, com medidas como a isenção de cobrança de impostos e subsídio a produtores e importadores.  Componentes do IGP-M A FGV leva em conta três componentes para apurar o IGP-M. O de maior peso é o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a inflação sentida pelos produtores e responde por 60% do IGP-M cheio. Em abril, o IPA apresentou alta de 3,49%, a maior desde maio de 2021 (5,23%). Outro componente do IGP-M é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do indicador. Em abril, o IPC subiu 0,94%. Veja quais foram as maiores pressões de alta nos preços às famílias em abril: - Gasolina: 6,29% - Leite tipo longa vida: 9,20% - Tomate: 13,44% - Óleo diesel: 14,93% - Tarifa de eletricidade residencial: 0,80% O grupo transporte, que reflete diretamente a alta dos combustíveis, viu expansão média de preços de 2,26%. O terceiro componente medido pela FGV é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que subiu 1,04% no mês.  Inflação do aluguel O IGP-M é conhecido como inflação do aluguel porque o acumulado de 12 meses costuma ser base para cálculo de reajuste anual de contratos imobiliários. Além disso, o indexador é utilizado para reajustar algumas tarifas públicas e serviços essenciais. A FGV faz a coleta de preços em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. O período de levantamento do IGP-M foi 21 de março a 20 de abril.  

A
Agência Brasil Economia