Crise migratória em Ceuta leva 22 países da UE a pedir reunião e reforço da Frontex
Auf einen Blick
- 22 países da UE pedem reunião após crise migratória em Ceuta, onde 60 mil tentaram entrar, deixando 72 mortos.
- Espanha devolveu migrantes a Marrocos, mas milhares permanecem.
- UE discute reforço da Frontex e controle de fronteiras.
KI-generierte Zusammenfassung
Warum es wichtig ist
Cerca de 60 mil pessoas tentaram chegar a Ceuta a nado ou contornando barreiras na fronteira marítima com Marrocos, resultando em 72 mortes.
O pedido de reunião foi feito por 22 países-membros, em carta enviada à Irlanda, que ocupa a presidência rotativa da União Europeia. O documento defende possível reforço da agência europeia de fronteiras, a Frontex, e uma revisão da cooperação com o Marrocos.
A crise começou na quinta-feira passada (30), quando cerca de 60 mil pessoas tentaram chegar a Ceuta a nado ou contornando barreiras na fronteira marítima com o Marrocos.
A travessia deixou ao menos 72 mortos, a maioria afogada no mar Mediterrâneo. Equipes de busca continuam recuperando corpos na água, enquanto a polícia e o Exército reforçam a vigilância nas ruas e nas praias do enclave.
A Espanha afirma ter estabilizado a situação após devolver a maior parte dos migrantes ao Marrocos. Ainda assim, entre 3 mil e 5 mil pessoas permanecem em Ceuta, muitas dormindo ao relento em praias vigiadas pela polícia, em meio à superlotação dos centros de acolhimento.
A presença de menores desacompanhados agravou o impasse humanitário. Autoridades locais estimam que 862 crianças e adolescentes migrantes estejam em Ceuta, sob proteção legal especial contra deportação. Dois centros de acolhimento, um para adultos e outro para menores, entraram em colapso diante da demanda.
Para conter novas entradas, a Guarda Civil espanhola instalou uma barreira flutuante de cerca de 500 metros no mar, transformando parte da costa em uma espécie de "fronteira marítima". A estrutura ficará temporariamente na área e foi colocada no ponto usado por milhares de migrantes para tentar chegar ao território espanhol.
A crise também abriu uma disputa política dentro da própria União Europeia. A Itália suspendeu por um mês a livre circulação com a Espanha no Espaço Schengen, retomando controles em viagens aéreas e marítimas entre os dois países. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, criticou a medida e acusou governos europeus de reagirem de forma egoísta e polarizadora.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tentou reduzir as tensões ao agradecer à Espanha pela atuação na crise e afirmar que Madri agiu de forma eficiente para impedir o deslocamento dos migrantes para a Europa continental. Ela também defendeu que o bloco faça mais para reforçar pontos críticos de suas fronteiras externas, com maior vigilância, barreiras físicas e apoio da Frontex.
Segundo a colunista do g1 Sandra Cohen, o caos em Ceuta fortaleceu o discurso anti-imigração e forneceu munição a partidos de direita e extrema direita na Europa e nos Estados Unidos. Para ela, as imagens da travessia e do desespero dos migrantes passaram a ser exploradas politicamente por lideranças que buscam associar imigração a medo, desordem e insegurança, isolando Sánchez em um momento de forte pressão sobre a política migratória espanhola.
Offene Fragen
- Qual será a duração da barreira flutuante instalada pela Guarda Civil espanhola?
- Como os países da UE planejam reforçar a Frontex e as fronteiras externas?







