Empresário condenado por golpe milionário contra agricultores sai da prisão para cumprir pena em casa
Auf einen Blick
- Celso Antônio Fruet, 72, condenado por estelionato contra agricultores no Paraná, foi liberado da prisão para cumprir pena em regime domiciliar.
- A decisão considerou sua idade e problemas de saúde.
KI-generierte Zusammenfassung
Warum es wichtig ist
O empresário Celso Antônio Fruet foi condenado por aplicar um golpe milionário contra agricultores no Paraná, lesando produtores rurais em mais de R$ 20 milhões. Ele foi condenado a mais de 16 anos de prisão.
O empresário Celso Antônio Fruet, de 72 anos, condenado por aplicar um golpe milionário contra agricultores em Campo Bonito, no Oeste do Paraná, deixou a prisão no último sábado (13) após decisão da Justiça que concedeu a ele o direito de cumprir a pena em prisão domiciliar.
Fruet foi condenado a mais de 16 anos de prisão por 124 crimes de estelionato que causaram prejuízo estimado em mais de R$ 20 milhões a produtores rurais da região.
A decisão do Tribunal de Justiça levou em consideração a idade avançada do empresário, problemas de saúde e o fato de os crimes não terem sido praticados com violência ou grave ameaça. Com isso, ele passou a cumprir a pena em regime domiciliar integral, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Celso Fruet ostentava carros de luxo nas redes sociais — Foto: Reprodução/ Rede Sociais
Segundo o Ministério Público, o empresário recebeu e armazenou cargas de soja, milho e trigo de mais de 100 agricultores, mas não repassou os valores aos produtores após a venda dos grãos.
As investigações apontam que, mesmo após vender a cerealista para uma cooperativa da região, em junho do ano passado, Fruet continuou negociando com agricultores sem informar sobre a venda. Ele seguia recebendo a produção, mas não realizava os pagamentos.
Saiba mais sobre o caso:
Como funcionava o golpe
A cerealista de Fruet recolhia grãos de agricultores locais havia cerca de 30 anos. Segundo a investigação, ele atraía produtores oferecendo valores acima do mercado.
“Se a saca custava R$ 100, ele pagava R$ 104 ou R$ 105”, explicou a delegada Raiza Bedim, responsável pela investigação.
No fim de julho de 2025, o empresário sumiu após esvaziar os silos da empresa. Quando agricultores chegaram ao local, encontraram o prédio sem grãos, sem computadores e sem funcionários. A equipe foi informada de que a cerealista havia sido vendida e que Fruet havia deixado a cidade.
A polícia afirma que ele tinha sido investigado anteriormente por estelionato em Capanema e Virmond, com o mesmo modo de atuação.
Cerealista é investigada por aplicar golpe em agricultores — Foto: RPC
Leia também:
Fruet apresentava uma vida de luxos — Foto: Reprodução/ Rede Sociais
VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná
Leia mais notícias em g1 Oeste e Sudoeste.
Offene Fragen
- Haverá recuperação dos valores perdidos pelos agricultores?
- Quais as implicações para a cooperativa que comprou a cerealista?
- O empresário possui outros bens não declarados?






