Governo Lula aponta três motivos para derrotas no Senado
Auf einen Blick
- O governo do presidente Lula aponta três motivos para as derrotas no Senado: senadores buscando acenos para suas bases eleitorais, o presidente do Senado Davi Alcolumbre visando sua reeleição, e a relação tensa entre Lula e Alcolumbre.
- Um projeto de renegociação de dívidas de produtores rurais foi aprovado, com risco fiscal de R$ 140 bilhões.
KI-generierte Zusammenfassung
Warum es wichtig ist
O governo federal sofreu derrotas no Senado com a aprovação de "pautas-bombas" que podem gerar um rombo fiscal superior a R$ 200 bilhões. A equipe do presidente Lula aponta três motivos para esses resultados negativos.
Depois das derrotas desta quarta-feira (10) do governo no Senado Federal, com a aprovação de "pautas-bombas" que podem gerar um rombo superior a R$ 200 bilhões, a equipe do presidente Lula aponta três motivos para o resultado negativo:
senadores com planos de fazer acenos para suas bases eleitorais;
Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, em busca de agradar senadores para garantir sua reeleição para o comando da Casa no próximo ano;
o péssimo momento na relação entre Lula e Alcolumbre.
Alcolumbre e Lula sentaram lado a lado durante posse de Nunes Marques como presidente do TSE e evitaram trocara olhares — Foto: Walter Rocha / TV Globo
Agora, o governo conta com a Câmara dos Deputados, mais especificamente o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), para evitar que esses projetos sejam aprovados também neste ano.
Votação no Senado
O governo chegou a acreditar que Alcolumbre pudesse segurar a votação das pautas-bomba. Isso porque, depois de se reunir com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o presidente do Senado disse no plenário que não colocaria esses projetos em votação a pedido do governo.
Nessa quarta-feira (10), Alcolumbre foi no sentido oposto. Disse que, mesmo sem acordo com o governo, iria colocar em votação o projeto de renegociação das dívidas de produtores rurais.
O texto, relatado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), foi aprovado, criando o risco de um impacto fiscal de R$ 140 bilhões nos próximos dez anos.
Segundo líderes governistas, Alcolumbre quis fazer um aceno a senadores para conquistar o apoio deles para sua candidatura à reeleição. Além disso, o presidente do Senado estaria também enviando sinais ao presidente Lula de que ele precisa aceitar um encontro para aparar arestas.
Lula, porém, ainda não deu sinal verde a seus líderes para que o encontro seja realizado. Eles estão rompidos desde que o Senado, sob condução de Alcolumbre, rejeitou o nome de Jorge Messias para ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal.
Worauf zu achten ist
KI-Ausblick — Möglichkeiten, keine Fakten
A Câmara dos Deputados pode aprovar projetos com impacto fiscal similar aos do Senado.
Möglich · Kurzfristig
Haverá uma tentativa de aproximação entre Lula e Alcolumbre para tentar estabilizar a relação política.
Wahrscheinlich · Mittelfristig
Offene Fragen
- Qual será a estratégia do governo para reverter ou mitigar o impacto fiscal das "pautas-bombas" aprovadas?
- O encontro entre Lula e Alcolumbre ocorrerá e como isso afetará a relação entre os poderes?
- A Câmara dos Deputados seguirá o Senado na aprovação de projetos com impacto fiscal similar?
- Quais senadores específicos estão mais alinhados com as "pautas-bombas" e quais suas motivações eleitorais?






