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Homem que família diz ter sido preso por erro de identificação é solto no RN
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G121.05.2026Crime3 dk okumaBrazil

Homem que família diz ter sido preso por erro de identificação é solto no RN

Auf einen Blick

  • Homem de 55 anos, preso por erro de identificação por crime de 1996 em SP, é solto no RN.
  • Família alega que irmão dele é o verdadeiro autor e já confessou.
  • Ele ficou 13 dias detido.

KI-generierte Zusammenfassung

Warum es wichtig ist

Um homem de 55 anos, Cícero Silva de Araújo, foi preso em 6 de maio de 2024, em Natal, Rio Grande do Norte, por um crime cometido em 1996 em São Paulo. A família alega que ele foi vítima de um erro de identificação e que o verdadeiro autor é o irmão dele, que já confessou o delito. Cícero foi solto em 20 de maio de 2024 após decisão judicial.

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Homem que família diz ter sido preso por erro de identificação é solto no RN; 'Superar esse trauma', diz filha

Família afirma que potiguar de 55 anos nunca saiu do Nordeste e que verdadeiro autor do crime, irmão dele, já confessou crime que ocorreu em 1996. Ele ficou preso 13 dias.

Por g1 RN Inter TV Cabugi

Um homem de 55 anos de Natal, no Rio Grande do Norte, que a família alegou ter sido preso por um erro de identificação por um crime cometido em São Paulo foi solto nesta quarta-feira (20) após decisão judicial da Justiça paulista.

Cícero Silva de Araújo estava preso desde o dia 6 de maio. Ele era apontado como autor de uma tentativa de homicídio ocorrida em 1996, na Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. A família e a defesa afirmam que o verdadeiro autor do crime é o irmão dele, que já teria confessado o delito e segue solto.

O Tribunal de Jusitça de São Paulo foi procurado pela Inter TV Cabugi para tratar do caso, mas não respondeu aos questionamentos até a atualização mais recente desta reportagem.

Um homem de 55 anos de Natal, no Rio Grande do Norte, que a família alegou ter sido preso por um erro de identificação por um crime cometido em São Paulo foi solto nesta quarta-feira (20) após uma nova decisão judicial da Justiça paulista.

Cícero Silva de Araújo estava preso desde o dia 6 de maio. Ele era apontado como autor de uma tentativa de homicídio ocorrida em 1996, na Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. A família e a defesa afirmam que o verdadeiro autor do crime é o irmão dele, que já teria confessado o delito e segue solto.

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O Tribunal de Jusitça de São Paulo foi procurado pela Inter TV Cabugi para tratar do caso, mas não respondeu aos questionamentos até a atualização mais recente desta reportagem.

Para a filha Joyce Oliveira, o momento é de comemorar a soltura do pai e lidar com o trauma da prisão de quase duas semanas.

"Sempre soubemos da inocência do meu pai. Nossa aflição maior era em relação ao tempo que ele poderia permanecer preso injustamente. Depois de treze dias vivendo esse pesadelo, da morosidade do sistema prisional de SP e daqui do RN poder vê-lo retornar para casa e sendo recebido por todos que o amam foi de uma alegria imensa. Foi a certeza de que esse pesadelo passou e o quanto é querido e amado por todos nós", falou Joyce.

"Mainha e painho dormem e acordam juntos há 30 anos, nós, os sete irmãos, não conhecemos uma vida sem ele. Iremos demorar um pouquinho para voltar à normalidade e superar esse trauma, mas temos certeza do amor que nos une e que iremos juntos conseguir", completou.

Cícero foi recebido pela família após ser solto — Foto: Cedidas

Família alegou prisão por engano

Segundo familiares, Cícero Silva de Araújo trabalhou mais de 30 anos como auxiliar de serviços gerais no mesmo local e mora desde a infância no bairro Bom Pastor, na Zona Oeste de Natal. A família afirma ainda que ele nunca saiu do Nordeste e não possui antecedentes criminais.

A prisão aconteceu após o cumprimento de um mandado expedido pela Justiça de São Paulo.

“Meu pai nunca foi em São Paulo na vida dele. Ele mora no mesmo endereço desde que nasceu, sempre trabalhou aqui e criou sete filhos. Mesmo assim, está preso por um crime que não cometeu”, afirmou a filha dele, a agente cultural Joyce Oliveira.

De acordo com a família, documentos, fotografias e registros de trabalho foram apresentados para comprovar que ele estava no Rio Grande do Norte à época do crime.

A defesa afirma que o irmão do homem preso usava os documentos dele em São Paulo nos anos 1990. Segundo a advogada da família, Débora Gurgel, o homem registrou a perda dos documentos na época, mas o irmão continuou usando a documentação.

“Assim que ele percebeu que havia perdido os documentos, registrou boletim de ocorrência e tirou novos documentos. Mas o irmão continuou usando a identidade dele em São Paulo, inclusive para trabalhar”, afirmou a advogada.

Ainda segundo a defesa, anos atrás o homem já havia sido chamado para prestar esclarecimentos sobre o caso e, na ocasião, conseguiu comprovar que não era o autor do crime.

Apesar disso, a prisão foi decretada novamente neste ano.

“O verdadeiro autor confessou o crime espontaneamente e está em liberdade”, disse.

Segundo a família, Cícero é pessoa com deficiência, passou recentemente por uma cirurgia nas pernas e necessita de medicamentos e fisioterapia.

Penitenciário Estadual de Parnamirim, na Grande Natal — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

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Ops!

Offene Fragen

  • Por que a prisão ocorreu mais de 20 anos após o crime?
  • Qual o status legal do irmão que confessou o crime?
  • Haverá alguma reparação para Cícero Silva de Araújo pela prisão indevida?
  • Qual a resposta oficial do Tribunal de Justiça de São Paulo sobre o caso?

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This article was originally published by G1.

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