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PGR diz não ver "falta grave" de Bolsonaro em caso de arma apreendida
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G11.7.2026Politik3 Min. LesezeitBrazil

PGR diz não ver "falta grave" de Bolsonaro em caso de arma apreendida

Auf einen Blick

  • A PGR, seguindo a Polícia Civil, não vê "falta grave" em Jair Bolsonaro após apreensão de arma.
  • Defende que ele permaneça em prisão domiciliar e a arma retida.
  • Bolsonaro admitiu que a arma é sua e que a tinha em casa por não querer ficar desarmado.

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) seguiu a análise da Polícia Civil do Distrito Federal e disse não ver "falta grave" do ex-presidente Jair Bolsonaro após ele ter sua arma apreendida em uma blitz com um militar do Exército.

No parecer, a PGR defende que Bolsonaro siga em prisão domiciliar – e que a arma apreendida siga retida.

"A conclusão da autoridade policial, no que se refere a Jair Bolsonaro, tem, efetivamente, bom suporte nas circunstâncias apuradas do episódio", diz o documento assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet.

"Não há imputar ao sentenciado falta disciplinar que impacte negativamente sobre o atual regime em que cumpre pena", segue.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes havia pedido nesta quarta-feira (1º) um novo posicionamento da PGR sobre o caso.

A pistola Glock 9mm estava no carro de Estácio Leite da Silva Filho, que atua na segurança do ex-presidente.

Estácio Filho foi indiciado pela Polícia Civil do DF ao fim do inquérito sobre a arma -- mas o delegado responsável pelo caso não viu indícios suficientes para atribuir crime a Bolsonaro (entenda abaixo).

➡️ Bolsonaro cumpre desde novembro do ano passado a pena de 27 anos e três meses de prisão por ter sido considerado líder de uma organização criminosa que tentou dar um golpe de estado para mantê-lo no poder mesmo após a derrota nas eleições de 2022.

Pedido anterior

Ex-presidente Jair Bolsonaro em 29/9/2025 — Foto: Reuters/Diego Herculano

Na semana passada, Moraes já havia pedido para que a PGR respondesse, em 48 horas, se havia "falha grave" na apreensão da arma.

"Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que 'possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem'", afirma Moraes, citando um trecho da Lei de Execuções Penais.

De acordo com o documento, Bolsonaro admitiu, em depoimento à Polícia Civil, que a arma de fogo apreendida é sua e que estava em sua residência durante o cumprimento de sua prisão. Ao delegado, Bolsonaro teria dito que “tinha três mulheres em casa" e que "não podia ficar desarmado”.

Segundo Gonet, o caso está em estágio inicial de esclarecimentos e "não indica, nesse momento processual, a concretude de situação caracterizadora de falta disciplinar ou de descumprimento das condições de cautela a que o condenado está submetido".

Indiciamento

Segundo a corporação, Estácio portava a arma sem autorização de seu proprietário e em desacordo com as exigências legais.

"O entendimento jurisprudencial é no sentido de que o porte funcional não autoriza o agente público a portar arma registrada em nome de terceiro, caracterizando o delito quando a conduta ocorre em desacordo com determinação legal", diz a polícia.

Estácio Leite da Silva Filho foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo, com agravante de ser um sargento do Exército. A reportagem tenta contato com a defesa do militar.

Já em relação a Bolsonaro, a Polícia Civil concluiu que não há crime já que o ex-presidente tem registro válido da Glock 9mm.

"Bolsonaro possuía o registro válido da arma de fogo, não havendo restrições conhecidas para que tivesse a arma regularmente registrada em sua residência. É fato notório que foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sua residência e arma de fogo não foi recolhida ou mesmo foi lançada restrição em seu registro. Portanto, não vislumbro materialidade e conduta dolosa de eventual crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito", diz a Polícia Civil.

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This article was originally published by G1.

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