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BackPonte do Esqueleto: estrutura desativada em SP é palco de tragédia e pode ser removida
Ponte do Esqueleto: estrutura desativada em SP é palco de tragédia e pode ser removida
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G119.06.2026Crime4 dk okumaBrazil

Ponte do Esqueleto: estrutura desativada em SP é palco de tragédia e pode ser removida

Auf einen Blick

  • Jovem de 21 anos morre após salto de rope jump sem corda em ponte desativada em Limeira (SP).
  • Estrutura, sem segurança, é palco de esportes radicais e pode ser removida pelo governo federal.

KI-generierte Zusammenfassung

Warum es wichtig ist

A Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), foi construída nos anos 1990 pela Fepasa para ampliação da rede de trens, mas nunca foi concluída nem utilizada. Sem relevância histórica e sem itens de segurança, tornou-se local para esportes radicais.

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A estrutura foi construída entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP) nos anos 1990 para dar continuidade à linha férrea, mas acabou desativada no mesmo período. Ela tem apenas a parte básica da obra ou o 'esqueleto', como pilares, vigas e uma laje para a passagem dos trilhos.

"Essa ponte foi construída e não foi utilizada. Foi construída justamente o esqueleto dela, e por isso é chamada de ponte de esqueleto, porque na construção, na área civil, a gente fala isso. O esqueleto da construção, que são pilares e vigas", explica a arquiteta.

A Ponte do Esqueleto tem cerca de 40 metros de altura e 350 metros de comprimento. Autoridades fecharam o acesso ao local após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos.

A ponte passa sobre o Ribeirão Tatu e foi construída pela Ferrovia Paulista S.A. (Fepasa). A estrutura é um remanescente de um projeto de ampliação da rede de trens de passageiros da antiga estatal.

No início dos anos 2000, as atividades ferroviárias na região foram encerradas. Com isso, a obra nunca foi concluída nem usada para a função original.

Sem importância histórica

Segundo a arquiteta, a ponte é uma obra simples, não foi assinada por nomes de destaque da arquitetura e não tem relevância histórica para Limeira.

Ela também destacou que a estrutura não tem corrimão nem itens de segurança para pedestres, porque foi projetada apenas para a passagem de trens.

"Eu acho que é uma questão de discussão, de ouvir a sociedade, ouvir a gestão pública e de ver qual o sentido que isso tem para a cidade, até com relação à própria segurança", afirma Juliana.

Esportes radicais

Ponte do Esqueleto, em Limeira; jovem de 21 anos morreu após fazer salto de rope jump sem corda — Foto: Wesley Almeida/EPTV

Por conta do abandono em uma área de difícil acesso, segundo a arquiteta, as pessoas passaram a se apropriar do espaço ao longo dos anos para a prática de esportes de aventura, como ciclismo e salto em queda livre. O local, inclusive, tem um histórico de acidentes.

🔎 No caso do acidente da Maria Eduarda, as investigações iniciais apontam que nunca houve autorização para realizar saltos de rope jump no local. A modalidade também não tem uma regulamentação definida no país.

A ponte passa por cima de uma propriedade particular. O dono da área relatou que invasões ao terreno para a prática de esportes radicais ocorrem há seis anos. "Por volta de 2020, o negócio pegou com mais intensidade. Primeiro o pessoal vinha fazer rapel, descer na corda. E virou nesse outro negócio [saltos comerciais]", conta o fazendeiro.

“É uma coisa que eu tenho que estar sempre acompanhando. Domingo eu passo duas, três vezes aqui por baixo para ver como que está. Se eu bobear, daqui a pouco tem 50 pessoas lá embaixo”, afirmou.

Possíveis soluções

Após o acidente, o governo federal informou que cogita a 'remoção' da ponte. Segundo a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), as duas prefeituras apoiam a possibilidade de implodir a estrutura desativada.

Para a presidente do conselho de patrimônio, não há impeditivos culturais e históricos para que a estrutura seja derrubada ou seja transformada em um parque direcionado para a prática de esportes radicais.

"Como patrimônio, nós que somos da área da preservação, posso falar, por mim, que não vejo isso como uma estrutura histórica que não devesse ser demolida podem ser dados outros fins, mas não com viés histórico, mas que possa ter uma história futura. E essa não é a primeira tragédia", diz a arquiteta.

Tragédia em Limeira

No último sábado (13), Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local. Ela foi lançada sem corda por três instrutores de rope jump — assista acima.

Segundo a Polícia Civil, o equipamento que deveria estar preso ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecido e ficou enrolado no chão da estrutura. Uma testemunha relatou que os instrutores não realizaram a checagem de segurança no momento do salto da jovem.

O grupo responsável pela atividade não possuía empresa formal, segundo a polícia. Inicialmente, seis pessoas foram detidas, mas apenas os três instrutores seguem presos. No domingo (14), a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante deles.

A delegada responsável pelo caso afirmou que os homens se mostraram desnorteados e alegaram não se recordar de quem era a obrigação de colocar a corda, nem por que a fiscalização final não foi feita antes de empurrarem a vítima.

Infográfico - Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de ponte de 40 metros em Limeira — Foto: Arte/g1

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Worauf zu achten ist

KI-Ausblick — Möglichkeiten, keine Fakten

  • Remoção ou implosão da Ponte do Esqueleto.

    Wahrscheinlich · Innerhalb von Monaten

Offene Fragen

  • Qual a real dificuldade e custo da remoção da ponte?
  • Haverá fiscalização para evitar novas invasões?
  • Quais as consequências legais para os instrutores e o dono da propriedade?

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This article was originally published by G1.

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