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9 anos do Massacre de Pau D'Arco: Cobrança por justiça e fim da violência no campo
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G125.05.2026Law3 dk okumaBrazil

9 anos do Massacre de Pau D'Arco: Cobrança por justiça e fim da violência no campo

Nenhum policial envolvido na morte de 10 trabalhadores rurais no Pará foi julgado quase uma década depois.

En resumen

  • Um ato marcou os 9 anos do Massacre de Pau D'Arco, no Pará, onde 10 trabalhadores rurais foram mortos por policiais.
  • Famílias e organizações cobram justiça e o fim da impunidade, enquanto o processo judicial segue sem definição.

Resumen generado por IA

Por qué importa

O Massacre de Pau D'Arco ocorreu em 24 de maio de 2017, quando policiais civis e militares mataram 10 trabalhadores rurais na antiga Fazenda Santa Lúcia, no Pará. Quase uma década depois, nenhum policial envolvido foi julgado, gerando denúncias de impunidade.

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Nenhum policial envolvido na ação foi julgado quase uma década depois do episódio que marcou o histórico de violência no campo paraense.

Quase dez anos depois, nenhum dos policiais envolvidos foi julgado pelos assassinatos.

A manifestação foi organizada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Xinguara e a Associação de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Nova Vitória, numa programação que durou três dias.

Massacre de Pau D'Arco: Ato refaz caminho de trabalhadores assassinados por policiais há quase uma década no Pará. — Foto: Reprodução / CPT

Quase dez anos depois, nenhum dos policiais envolvidos foi julgado pelos assassinatos.

Sobreviventes da chacina disseram que as vítimas não tiveram chance de defesa, porque os policiais já chegaram atirando.

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A manifestação foi organizada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Xinguara e a Associação de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Nova Vitória, numa programação que durou três dias.

Um dos momentos simbólicos foi a caminhada de memória que refez o mesmo percurso percorrido pelas vítimas no dia 24 de maio de 2017.

À época, os trabalhadores foram assassinados por policiais civis e militares na antiga Fazenda Santa Lúcia. A caminhada seguiu até o memorial erguido no local das execuções, onde foram feitas homenagens às vítimas e em defesa da justiça, da Reforma Agrária e do fim da violência no campo.

Os familiares e organizações denunciam que, quase uma década depois, o caso segue marcado pela impunidade. O processo judicial também segue sem definição no Tribunal de Justiça do Pará.

Além da cobrança por justiça, o ato também destacou a violência no campo brasileiro. Dados do Relatório Conflitos no Campo Brasil 2025 apontam a continuidade das ameaças, assassinatos, expulsões e violações de direitos contra trabalhadores rurais, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais em diferentes regiões do país.

O ato este ano ocupou o território reconhecido como Projeto de Assentamento Jane Júlia, criado pelo Incra em janeiro de 2026, conquista considerada histórica pelas famílias que resistiram na área após o massacre.

A programação dos nove anos do massacre incluiu ainda feira da agricultura familiar, com venda de produtos diversos cultivados no assentamento por cerca de 200 famílias, atividades de formação agroecológica e momentos de celebração e memória organizados pelas famílias do assentamento.

Cemitério de vítimas da chacina de Pau D'Arco, no Pará — Foto: Mario Campagnani/Justiça Global/Divulgação

Julgamento

O TJPA marcou para esta terça-feira (26), às 9h30, o julgamento dos recursos apresentados pelos policiais.

A decisão é encarada por organizações sociais como importante diante das denúncias de morosidade judicial e frente à expectativa de que o tribunal do júri seja marcado para breve.

Uma testemunha-chave do caso foi assassinada em 2021, quase quatro anos depois do massacre. Fernando dos Santos Araújo foi assassinado dentro de casa, na mesma região onde ocorreu a chacina.

Ele sobreviveu ao massacre, que vitimou o namorado. Fernando esteve no Programa de Proteção à Vítima (Provita), mas acabou voltando à fazenda Santa Lúcia e foi morto no dia 26 de janeiro de 2021.

"Depois de 11 meses, foi identificado um suposto executor do assassinato. Contudo, não houve investigação com relação aos supostos mandantes [...] Essa linha de investigação, relacionada às ameaças que Fernando vinha sofrendo, foi completamente desconsiderada", pontuou Andréia Silvério.

Nota

Em nota divulgada durante a programação, 16 organizações sociais, movimentos populares, entidades de direitos humanos, pastorais e organizações da sociedade civil denunciaram a permanência da impunidade no caso e a demora do Estado brasileiro em garantir justiça e reparação às famílias das vítimas.

O documento reafirma que “Pau D’Arco não foi confronto, foi massacre”, cobra julgamento dos policiais acusados e destaca que a criação oficial do Projeto de Assentamento Jane Júlia representa uma conquista para cerca de 200 famílias que continuam vivendo no território após o massacre.

Para as entidades, a consolidação do assentamento simboliza a continuidade da luta pela terra e pela dignidade camponesa, transformando um território marcado pela violência em espaço de memória, resistência e produção.

Qué observar

Perspectiva de IA — posibilidades, no hechos

  • Julgamento dos policiais envolvidos no Massacre de Pau D'Arco.

    Posible · En meses

Preguntas abiertas

  • Quando ocorrerá o julgamento dos policiais acusados?
  • Quais foram os mandantes do assassinato da testemunha Fernando dos Santos Araújo?
  • Como o Estado brasileiro garantirá justiça e reparação às famílias das vítimas?
  • Quais medidas serão tomadas para coibir a violência contínua no campo brasileiro?

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This article was originally published by G1.

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