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Advogada é morta a tiros em Governador Valadares; ex-marido é apontado como autor e morre em seguida
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G118.06.2026Crime4 dk okumaBrazil

Advogada é morta a tiros em Governador Valadares; ex-marido é apontado como autor e morre em seguida

En resumen

  • Advogada criminalista Ana Paula Rocha de Jesus, 45, foi morta a tiros em Governador Valadares, MG.
  • Ex-marido, Lucas Gomes Pinto, é apontado como autor e cometeu suicídio.
  • Caso é investigado como feminicídio seguido de suicídio.

Resumen generado por IA

Por qué importa

Ana Paula Rocha de Jesus, advogada criminalista, foi morta a tiros em Governador Valadares por seu ex-marido, Lucas Gomes Pinto, que em seguida tirou a própria vida. O caso é investigado como feminicídio seguido de suicídio.

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A advogada criminalista Ana Paula Rocha de Jesus, de 45 anos, foi morta a tiros em Governador Valadares, no Leste de Minas Gerais. O ex-marido, Lucas Gomes Pinto, é apontado como autor do crime e morreu em seguida. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio seguido de suicídio.

Dias antes do assassinato, Ana Paula denunciou novos descumprimentos da medida protetiva concedida contra o ex-companheiro. O Ministério Público apresentou um novo pedido de prisão preventiva horas antes do crime.

Nesta reportagem você vai ler:

Quem era Ana Paula Rocha de Jesus?

Como o feminicídio aconteceu?

Qual era o histórico de violência entre o casal?

Ana Paula tinha medidas protetivas?

O Ministério Público pediu a prisão do ex-marido?

O que aconteceu nos dias que antecederam o crime?

Quais outras medidas foram adotadas para tentar protegê-la?

Como está a investigação?

1 - Quem era Ana Paula Rocha de Jesus?

Ana Paula era advogada criminalista e atuava em Governador Valadares. Também se dedicava à defesa dos direitos das mulheres e participava de palestras, debates e ações de conscientização sobre violência doméstica e feminicídio.

Feminicídio de advogada em Governador Valadares: veja o que se sabe sobre o caso — Foto: Redes sociais

Cerca de um mês antes de morrer, participou de um podcast em que destacou a importância das medidas protetivas para a segurança das vítimas.

2 - Como o feminicídio aconteceu?

Segundo a Polícia Militar, o crime aconteceu na tarde de terça-feira (16), em um estacionamento na Rua Belo Horizonte, no Centro de Governador Valadares.

Ana Paula chegou ao local para buscar o carro quando foi surpreendida pelo ex-marido. Testemunhas relataram que ela percebeu a presença dele e tentou sair, mas foi alcançada.

O homem efetuou os disparos e, em seguida, tirou a própria vida. Imagens de câmeras de segurança registraram a ação.

3 - Qual era o histórico de violência?

Segundo a Polícia Militar, Ana Paula e Lucas Gomes Pinto estavam separados havia cerca de três anos e havia um histórico de violência doméstica entre eles.

No boletim de ocorrência registrado no domingo (14), dois dias antes do feminicídio, a advogada relatou que vinha sofrendo perseguições havia cerca de três anos.

Ela informou aos policiais que o ex-marido costumava aparecer em locais públicos onde ela estava, além de adotar outros comportamentos que lhe causavam medo e abalo emocional.

4 - Ana Paula tinha medidas protetivas?

Sim. De acordo com o Ministério Público, Ana Paula obteve a primeira medida protetiva em 2024.

Ao longo dos últimos anos, foram concedidastrês medidas contra o ex-companheiro. Duas delas foram revogadas a pedido da própria advogada.

A promotora de Justiça Carla Salaro informou que uma dessas decisões ocorreu durante o tratamento de uma das filhas do casal, que enfrentava um câncer em estágio terminal.

Ana Paula Rocha e o ex-marido, Lucas Gomes Pinto — Foto: Redes sociais

5 - O Ministério Público pediu a prisão do ex-marido?

Sim. O Ministério Público apresentou um primeiro pedido de prisão preventiva em novembro de 2025, mas o requerimento não foi deferido.

Após novos relatos de descumprimento da medida protetiva feitos por Ana Paula, um novo pedido foi protocolado na tarde de terça-feira (16), poucas horas antes do feminicídio.

6 - O que aconteceu nos dias que antecederam o crime?

No domingo (14), Ana Paula acionou a Polícia Militar após relatar que o ex-companheiro esteve em um bar onde ela estava e fez ameaças e ofensas em público, descumprindo a medida protetiva.

Na segunda-feira (15), ela voltou a procurar o Ministério Público para informar novos episódios envolvendo o ex-marido.

7 - Quais medidas tentaram proteger a advogada?

Além dos pedidos de prisão preventiva, o Ministério Público buscou outras formas de reforçar a proteção da advogada.

Entre elas estavam solicitações relacionadas ao monitoramento eletrônico do agressor e ao encaminhamento dele para grupos reflexivos destinados a autores de violência doméstica. Ana Paula também buscou mecanismos previstos na legislação, como o botão do pânico.

8 - Como está a investigação?

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar todas as circunstâncias do caso. Mesmo com a morte do homem apontado como autor dos disparos, a investigação continua.

Segundo o delegado responsável pela investigação, Márdio Bento Costa, o procedimento vai reunir laudos periciais e outros elementos necessários para esclarecer completamente o caso.

Perícia da Polícia Civil no local dos fatos — Foto: David Oliveira

LEIA MAIS:

Velório e sepultamento

O velório de Ana Paula Rocha de Jesus será realizado nesta quinta-feira (18), no Memorial Park, em Governador Valadares. A cerimônia começa às 9h, com culto às 14h e sepultamento às 16h.

Ana Paula Rocha era advogada criminalista e atuava em Governador Valadares — Foto: Redes sociais

Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais

Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.

Ops!

Preguntas abiertas

  • Por que o pedido de prisão preventiva anterior não foi deferido?
  • Houve falha na aplicação das medidas protetivas?
  • Quais foram os detalhes exatos do monitoramento eletrônico solicitado?

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This article was originally published by G1.

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