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Alceu Valença mistura rock psicodélico e repente nordestino em show no João Rock
Cultura
G1hace 3 díasCultura2 min de lecturaBrazil

Alceu Valença mistura rock psicodélico e repente nordestino em show no João Rock

O cantor pernambucano apresentou clássicos e convidou o público para uma 'viagem' musical no festival em Ribeirão Preto (SP).

En resumen

  • Alceu Valença se apresentou no Palco João Rock em Ribeirão Preto (SP), unindo rock psicodélico e música nordestina.
  • O show incluiu sucessos como 'Que grilo dá', 'Agalopado', 'Pagode Russo' (em versão rock), 'Girassol', 'La Belle de Jour' e 'Anunciação', com forte interação do público.

Resumen generado por IA

Por qué importa

Alceu Valença se apresentou no festival João Rock em Ribeirão Preto, com o objetivo de demonstrar a fusão entre a estética do rock e a música nordestina.

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Alceu Valença subiu ao Palco João Rock neste sábado (1º), em Ribeirão Preto (SP), com uma missão clara: mostrar que a estética do rock e a música nordestina andam juntas.

O cantor abriu o show com ‘Que grilo dá’, um verdadeiro quebra-cabeça de rock psicodélico lançado no álbum ‘Mágico’ (1984), que mistura o peso do gênero musical com o repente nordestino, estilo de improvisação.

A energia elétrica e forte continuou com ‘Agalopado’, faixa do disco ‘Espelho Cristalino’ (1977). A música uniu guitarras e uma batida veloz, trazendo diretamente para o palco do festival uma sonoridade que aproxima a cultura nordestina do rock progressivo dos anos 1970.

Na mesma toada, Alceu transformou ‘Pagode Russo’, clássico do Rei do Baião Luiz Gonzaga, em um rock cadenciado por flauta e sanfona.

Alceu conversa com o público entre as faixas e convidou a plateia para um ‘trem imaginário’ na faixa ‘Estação da Luz’, que trouxe o clássico frevo de Alceu para o interior paulista.

A música ‘Girassol’ fez o público cantar de forma uníssona e serviu como ponto de partida para uma sequência dedicada ao forró.

A viagem seguiu com o forró puro de ‘Flor de Tangerina’ e, logo após, ‘Pisa na Fulô’. Com o público cantando junto, a faixa foi puxada por uma guitarra.

O instrumento de cordas continuou marcando presença ao fundo em ‘Como Dois Animais’. Logo depois, Alceu fez questão de lembrar ao público que a melancolia também existe e apresentou ‘Solidão’, uma performance muito embebedada de guitarra, com direito a solo.

O cantor voltou a convidar a todos para viajar com ‘Táxi Lunar’ e pediu palmas para Geraldo Azevedo e Zé Ramalho, que fazem parte desse sucesso com ele.

Nos momentos de interação, fez o público cantar de forma improvisada.

"Agora vamos viajar para Boa Viagem", anunciou antes de engatar ‘La Belle de Jour’, sucesso de 1992. A plateia cantou tanto que, se o artista não quisesse cantar, o público assumiria os vocais por ele. O clima de festa seguiu com a clássica ‘Morena Tropicana'.

Já o encerramento ficou por conta do sucesso ‘Anunciação’, música que, durante o período de redemocratização brasileira, ganhou um forte apelo político como símbolo do fim da ditadura militar.

"A voz do povo é a voz de Deus", afirma Alceu Valença, enquanto escutava a plateia cantar os trechos e se preparava para deixar os palcos.

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This article was originally published by G1.

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