Morre Bagre Fagundes, coautor de 'Canto Alegretense' e ícone gaúcho
En resumen
- Bagre Fagundes, coautor de "Canto Alegretense" e figura multifacetada do tradicionalismo gaúcho, faleceu aos 84 anos.
- Músico, advogado, vereador e colunista, ele deixa um vasto legado cultural, continuando a se apresentar com seus filhos até o fim.
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Por qué importa
Bagre Fagundes foi um artista multifacetado, coautor de "Canto Alegretense" e figura central do tradicionalismo gaúcho, conhecido por sua carreira na música, direito e política.
Euclides Fagundes Filho nasceu em Uruguaiana, na Fronteira Oeste, em 3 de outubro de 1939. Ele ganhou o apelido "Bagre" na adolescência e o adotou por toda a vida. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.
Ao longo da carreira, Bagre Fagundes construiu uma trajetória diversificada. Além de músico, foi advogado formado pela Universidade de Cruz Alta, vereador em Alegrete, jogador e árbitro de futebol. Também presidiu o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) e atuou como colunista do jornal Diário Gaúcho.
A música, no entanto, foi sua maior vocação. Ao lado do irmão Nico Fagundes, compôs "Canto Alegretense", uma das canções mais emblemáticas do estado. A composição se tornou um símbolo do orgulho regional e projetou o nome do artista para além das fronteiras gaúchas.
O artista mantinha uma rotina ativa e seguia na estrada. Ele se apresentava ao lado dos filhos Ernesto, Neto e Paulinho, com quem formava o grupo Os Fagundes, transformando o palco em um espaço de convivência familiar e cultural.
Conhecido pelo bom humor, Bagre costumava falar sobre a própria trajetória com ironia. Ao completar 80 anos, disse que ainda não havia alcançado seu objetivo: "o de não fazer nada". A frase, repetida em entrevistas, sintetizava a forma leve com que encarava a vida e o trabalho.
O reconhecimento veio em vida. Em 2019, o músico recebeu uma homenagem da RBS TV com um programa especial pelos seus 80 anos. Na ocasião, ele foi agraciado com o Troféu Origens, concedido a destaques da cultura regional, em um momento de emoção e celebração.
Bagre Fagundes era casado com Marlene Vilaverde, com quem teve quatro filhos. A perda, significativa para o tradicionalismo, ressalta o legado que permanece nas canções, nos palcos e na continuidade de sua obra por meio da família e dos admiradores que mantêm viva a tradição gaúcha.
Preguntas abiertas
- Informações sobre velório e sepultamento.







