Casal ligado à facção criminosa é preso no Suriname e extraditado para o Brasil
En resumen
- Arnaldo Ribeiro e Denise Mendonça, ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV), foram presos no Suriname e extraditados para o Brasil.
- A PF investiga a compra de fuzis e o fluxo financeiro ilícito da organização.
Resumen generado por IA
Por qué importa
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal investigam a atuação de facções criminosas no Brasil, com foco em desarticular redes de financiamento e aquisição de armas.
De acordo com as investigações da Superintendência da PF no Rio de Janeiro e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF), Arnaldo Ribeiro negociou a compra de 10 fuzis AK-47 para o braço da facção que atua na Região Norte do Brasil.
Arnaldo e a mulher, Denise Mendonça, foram detidos pela polícia surinamesa em uma mansão em Paramaribo e extraditados. O casal recebeu voz de prisão pela PF ao desembarcar em Belém (PA).
O g1 apurou que Arnaldo tratava diretamente com Edgard Alves Andrade, o Doca, um dos chefões do CV e que está foragido.
No Rio de Janeiro, foi preso um operador financeiro, suspeito de utilizar contas pessoais e empresariais para pulverizar recursos ilícitos do CV e viabilizar pagamentos a fornecedores.
Em Tabatinga/AM, foi preso um homem responsável por empresa utilizada no fluxo financeiro da organização na região amazônica, especialmente em pagamentos vinculados à logística transnacional de drogas e armas.
As medidas da Operação Red Fox foram deferidas pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e incluem bloqueio de ativos, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores, além da suspensão das atividades econômicas de pessoas jurídicas apontadas como empresas de fachada ou contas de passagem utilizadas pelo grupo criminoso.
Preguntas abiertas
- Qual a extensão total da rede de financiamento?
- Quem são os demais fornecedores de armas?
- Qual o impacto da operação no tráfico de drogas na região?






