Última hora
DEWall Street: Halbleiteraktien treiben Gewinne trotz Nahost-Spannungen und ÖlpreisanstiegAUMelton Residents Frustrated by Infrastructure Shortfall Amid Rapid GrowthINराहुल गांधी की 5 मांगें, जंतर-मंतर पर उद्धव-महुआ का छात्रों को समर्थनDEDeutscher Außenminister Wadephul wirbt in Afrika für Investitionen und PartnerschaftenCN德国企业破产数量创二十年新高,经济面临结构性挑战ARالرئيس الأميركي يوجه بالسماح لشركات الطيران بتسيير رحلات مباشرة إلى لبنانBRCandidatura de Décio Lima ao Senado por Santa Catarina é confirmada pelo PTAUDarwin Men's Shed Suffers Repeated Break-ins, Community Services ImpededKR이종욱 의원, "해군사관학교 통합·이전 계획 즉각 중단해야"DEKritik an Behörden nach Suizid des mutmaßlichen Sechsfachmörders von StadeDEWall Street: Halbleiteraktien treiben Gewinne trotz Nahost-Spannungen und ÖlpreisanstiegAUMelton Residents Frustrated by Infrastructure Shortfall Amid Rapid GrowthINराहुल गांधी की 5 मांगें, जंतर-मंतर पर उद्धव-महुआ का छात्रों को समर्थनDEDeutscher Außenminister Wadephul wirbt in Afrika für Investitionen und PartnerschaftenCN德国企业破产数量创二十年新高,经济面临结构性挑战ARالرئيس الأميركي يوجه بالسماح لشركات الطيران بتسيير رحلات مباشرة إلى لبنانBRCandidatura de Décio Lima ao Senado por Santa Catarina é confirmada pelo PTAUDarwin Men's Shed Suffers Repeated Break-ins, Community Services ImpededKR이종욱 의원, "해군사관학교 통합·이전 계획 즉각 중단해야"DEKritik an Behörden nach Suizid des mutmaßlichen Sechsfachmörders von Stade
Newsgather
AtrásDelegado Braz Morroni é preso em operação contra organização criminosa
Delegado Braz Morroni é preso em operação contra organização criminosa
Urgente
G14/6/2026Crime6 min de lecturaBrazil

Delegado Braz Morroni é preso em operação contra organização criminosa

En resumen

  • O delegado Braz Morroni foi preso na Operação Perfidus, suspeito de integrar organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e corrupção.
  • A Justiça autorizou nove prisões e 24 buscas, bloqueando R$ 10 milhões.
  • A defesa de Morroni alega falta de provas diretas e pede prisão domiciliar por câncer.

Resumen generado por IA

Tamaño de fuente

O relato do acontecido está descrito na decisão da Justiça que autorizou as prisões e os mandados de busca e apreensão na Operação Perfidus. Ao todo, foram nove presos na terça-feira (2), entre integrantes da polícia e de uma facção criminosa. O g1 teve acesso a este material.

No documento, é descrito que um dos agentes presos, Everton Aires, em 8 de dezembro de 2025, "reclamou de cobranças de drogas feitas pelo delegado" e ainda "planejou omitir do chefe uma venda de R$ 18 mil". O chefe, no caso, era considerado o próprio Braz Morrini, segundo o documento da Justiça, por conta do cargo maior que ele tinha dentro da corporação em relação aos agentes.

O documento afirma ainda que essa tramite aconteceu com objetivo de "reter a cota do delegado e reinvestir no tráfico". No entanto, 22 dias depois do recebimento do dinheiro oriundo da venda ilegal das drogas desviadas, a Justiça afirma que "Braz Morroni compareceu pessoalmente à delegacia para arrecadar sua cota em dinheiro".

O segundo segundo investigador citado pela Justiça e que teria conversado com Everton sobre o descaminho ilegal da droga é Eduardo Jorge Ferreira, conhecido como "Mão Branca".

Transferências financeiras feitas por Everton Aires, um dos integrantes dessa organização criminosa, para contas ligadas ao delegado, além de conversas interceptadas que indicariam a reserva de uma parcela dos lucros para Braz em operações de tráfico e comércio ilícito de drogas.

A investigação sustenta que Braz Morroni recebia repasses de dinheiro provenientes das negociações realizadas pelos dois investigadores, cobrava rapidez na recuperação de valores referentes a drogas vendidas a prazo e utilizava sua posição hierárquica para oferecer proteção institucional ao grupo.

O que dizem as defesas

Em contato com o g1, a defesa do delegado Braz Morrini disse que a decisão da Justiça citada que fala sobre a suposta idade do investigado para a delegacia recolher uma cota da venda de drogas, "se baseou integralmente nos relatórios policiais" e que, estes, "se utilizam de conversas indiretas, entre os agentes de policia e outros invstigados" e que "não há uma única conversa do delegado com qualquer dos envolvidos em todos os relatórios policiais".

O advogado disse também que "isso revela que a Polícia Civil errou ao não fazer a devida individualização das condutas entre o delegado e os demais investigados".

Ele afirmou também que o delegado "está sendo preso e injustamente acusado antes mesmo de ser ouvido, exercer o contraditório ou de que a investigação esteja encerrada".

A defesa também disse que "repudia todas as presunções que se baseiam exclusivamente em conversas de terceiros" e que "não há uma única conversa que mostre o seu envolvimento em qualquer prática ilícita, e ao longo da investigação todos os fatos restarão devidamente esclarecidos e a inocência do delegado com efetivo serviço prestado no combate ao crime será evidenciada".

Procurada, a defesa dos agentes da polícia disse que vai se pronunciar sobre o caso ainda nesta quinta-feira (4).

Delegado está preso, mas tenta prisão domiciliar

A defesa do delegado Braz Morroni solicitou à Justiça da Paraíba, durante audiência de custódia, a conversão da prisão dele, em caráter temporário, para prisão domiciliar humanitária, alegando que ele foi diagnosticado com câncer de prostáta.

O pedido, conforme documento que o g1 teve acesso, era baseado em documentos de saúde de 2023 e 2024, com informações de que ele foi diagnosticado com câncer de próstata e submetido a uma cirurgia naquele período. A juíza destacou que não foi anexado nenhum laudo ou relatório médico atualizado de 2026 que demonstrasse o reaparecimento da doença, complicações em curso ou um quadro atual de extrema debilidade física.

A magistrada da audiência de custódia, Michelini de Oliveira Dantas, da 1ª Vara Regional de Garantias de João Pessoa, também ressaltou que o exame traumatológico realizado no dia da audiência atestou a integridade física do custodiado e não registrou qualquer lesão ou queixa de debilidade que viesse a justificar a conversão em domiciliar. Braz Morroni foi mantido preso em caráter temporário, por 30 dias, e encaminhado para o Presídio Especial do Valentina, na capital do estado.

Um outro argumento utilizado pela juíza da audiência para indeferir a conversão da prisão foi de que, com exceção de casos urgentes e específicos, não é possível analisar pedido de prisão domiciliar humanitária pela audiência de custódia e, sim, no âmbito do processo que autorizou a prisão inicial. No caso, quem deve avaliar o mérito do pedido é a 2ª Vara de Garantias de João Pessoa.

Ao g1, a defesa do delegado disse que o mérito vai ser avaliado pela juíza Conceição Marsicano, titular da Vara, que emitiu os mandados de prisão temporários para o delegado e os outros alvos da operação. Ele afirmou também que, inicialmente, a juíza pediu vistas do processo para que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) emita um parecer sobre a concessão da prisão domiciliar ao delegado. Somente após este parecer ela deve definir o mérito do pedido.

LEIA TAMBÉM:

Operação Perfídus

Operação Perfídia foi deflagrada na manhã desta terça-feira (2) — Foto: Divulgação/Polícia Civil

A operação investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados.

Um dos agentes presos é Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba" ou "Bombado". De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como operador central da organização e fazia a ponte entre policiais e traficantes.

O segundo agente é Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como "Mão Branca". O investigador é apontado como participante direto de subtrações de drogas e teria monitorado carregamentos, utilizado rastreadores e escondido drogas em casa.

Outros presos da operação:

João Wicttor Alves de Lima;

Brendo Roberth Fernandes Sobral;

Paulo Ricardo Barbosa de Souza ("Galinha");

José Alexandrino de Lira Júnior ("Júnior Lira");

Vanessa Dantas Fernandes;

Dankennedy Vieira Brito da Silva ("Babau").

As defesas dos suspeitos não foram localizadas.

Quem é o delegado Braz Morroni

Delegado Braz Morrone está entre os presos da operação — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

O delegado Braz Morroni atua na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa. Com mais de 20 anos de carreira, o delegado já passou por outras delegacias, como a de Repressão a Entorpecentes.

Segundo as investigações, a organização criminosa contaria com a participação de agentes públicos que utilizavam a estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas. O nome da operação, Perfídia, significa "traição" ou "deslealdade" e faz referência à conduta atribuída aos investigados.

Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Ops!

Temas relacionados

This article was originally published by G1.

Noticias relacionadas

Operação Metástase desarticula quadrilha interestadual de roubo e distribuição de medicamentos oncológicos
En desarrollo·hace 5 horas

Operação Metástase desarticula quadrilha interestadual de roubo e distribuição de medicamentos oncológicos

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a Operação Metástase para desarticular uma organização criminosa interestadual especializada em roubos e distribuição de medicamentos oncológicos e imunossupressores. A quadrilha movimentou mais de R$ 33 milhões em um ano, usando empresas de fachada para reinserir produtos roubados no mercado, inclusive em instituições públicas de saúde. Mandados são cumpridos em RJ, SP, GO e PA.

Agência Brasil Geral
3 min de lectura
Más sobre este temaOperação Perfidus