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Exportações de carne bovina do Brasil atingem recorde no 1º semestre, mas cota da China e exigências da UE geram incertezas
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G1hace 17 horasBusiness3 min de lecturaBrazil

Exportações de carne bovina do Brasil atingem recorde no 1º semestre, mas cota da China e exigências da UE geram incertezas

En resumen

  • As exportações brasileiras de carne bovina atingiram US$ 9,929 bilhões no 1º semestre de 2026, um recorde em valor e volume.
  • No entanto, o esgotamento da cota da China e o risco de suspensão pela União Europeia a partir de setembro geram incertezas para o segundo semestre, apesar da diversificação de mercados.

Resumen generado por IA

Por qué importa

As exportações brasileiras de carne bovina registraram um crescimento recorde no primeiro semestre de 2026, impulsionadas principalmente pela demanda chinesa.

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De janeiro a junho, as vendas de carne bovina para outros países somaram US$ 9,929 bilhões, alta de 33,4% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Em volume, os embarques chegaram a 1,811 milhão de toneladas, crescimento de 7,3%. Segundo a Abrafrigo, é o melhor resultado da série para um primeiro semestre, tanto em valor quanto em volume.

Apesar do desempenho, a entidade avalia que os resultados devem perder força no segundo semestre.

O principal motivo é o esgotamento da cota de exportação de carne bovina para a China. A estimativa é que o limite de 1,106 milhão de toneladas destinado ao Brasil em 2026 tenha sido preenchido com os embarques realizados até junho.

Com isso, segundo a Abrafrigo, os embarques para a China foram interrompidos em julho, já que os volumes exportados acima da cota são sobretaxados em 55%.

Além disso, o risco de suspensão das compras pela União Europeia a partir de 3 setembro. O bloco exige que o Brasil comprove que não utiliza antimicrobianos para promover crescimento em animais.

China segue como principal destino

As vendas de carne bovina para a China cresceram 50,3% no primeiro semestre de 2026, para US$ 4,818 bilhões.

Em volume, o avanço foi de 22,6%, para 774,7 mil toneladas.

O país respondeu por 48,5% das receitas obtidas com as exportações brasileiras de carnes e subprodutos bovinos. Considerando apenas a carne bovina in natura, a participação chegou a 53%.

Segundo a Abrafrigo, o governo chinês contabilizou na cota as cargas que chegaram aos portos do país a partir de 1º de janeiro de 2026, mesmo que tivessem sido embarcadas no fim de 2025. Por isso, a entidade estima que o limite anual já tenha sido atingido.

Diante desse cenário, a Abrafrigo projeta que o Brasil poderá reduzir em cerca de US$ 4 bilhões as vendas de carne bovina para a China em 2026, na comparação com 2025, quando as exportações para o país asiático somaram US$ 8,845 bilhões.

A entidade afirma, porém, que essa queda poderá ser parcialmente compensada caso os embarques sejam retomados nos dois últimos meses do ano, com chegada das cargas aos portos chineses apenas em janeiro de 2027, dentro da cota do próximo ano.

Outros mercados ajudam a compensar

O avanço das vendas para outros mercados pode reduzir parte dos impactos da menor demanda chinesa.

Os Estados Unidos, segundo maior comprador da carne bovina brasileira, aumentaram as importações em 14,76% no primeiro semestre, para US$ 1,465 bilhão.

Considerando apenas a carne bovina in natura, as compras americanas cresceram 41%, para US$ 1,116 bilhão, enquanto o volume embarcado avançou 17,3%, para 183,6 mil toneladas.

Segundo a entidade, as perspectivas para o mercado americano seguem favoráveis porque a carne bovina ficou de fora das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A Abrafrigo também lembra que o país ainda enfrenta baixa produção interna e preços elevados, o que pode favorecer as importações.

O Chile, terceiro maior destino da carne bovina in natura brasileira, elevou as compras em 33,12%, para US$ 419,6 milhões, com aumento de 20% no volume embarcado, que chegou a 70,3 mil toneladas.

União Europeia ainda negocia certificação

As compras da União Europeia de carne e subprodutos bovinos brasileiros cresceram 35,26% no primeiro semestre, para US$ 482,65 milhões.

Mesmo assim, o bloco poderá suspender as compras de carne bovina brasileira a partir de setembro, quando entram em vigor novas exigências sobre a comprovação de produção livre do uso de antimicrobianos no rebanho.

Segundo a Abrafrigo, o Brasil ainda negocia com as autoridades sanitárias europeias um modelo de certificação que permita manter as exportações, mas, até o momento, não há resultados concretos.

Diversificação de mercados

Além dos Estados Unidos e do Chile, outros mercados ampliaram as compras de carne bovina brasileira no primeiro semestre:

Rússia: 62 mil toneladas (+34,5%) e receita de US$ 283,8 milhões (+48,6%);

Hong Kong: US$ 227,15 milhões (+33,8%);

Arábia Saudita: US$ 192 milhões (+31,7%);

Egito: US$ 179,8 milhões (+32,2%).

O México, por outro lado, reduziu as compras em 8,13%, para US$ 253,8 milhões.

Segundo a Abrafrigo, essa diversificação ganha importância diante das incertezas envolvendo China e União Europeia. No primeiro semestre, 118 países aumentaram as compras de carne bovina brasileira, enquanto 55 reduziram as aquisições.

Qué observar

Perspectiva de IA — posibilidades, no hechos

  • Brasil poderá reduzir em cerca de US$ 4 bilhões as vendas de carne bovina para a China em 2026.

    Probable · En meses

  • Embarques para a China podem ser retomados nos dois últimos meses de 2026 para chegada em 2027.

    Posible · En meses

Preguntas abiertas

  • Será alcançado um acordo de certificação com a União Europeia?
  • Quando a China reabrirá sua cota de importação para 2027?
  • A diversificação de mercados compensará totalmente as perdas?

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This article was originally published by G1.

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