Newsgather
AtrásMilitar que portava arma de Bolsonaro é indiciado pela Polícia Civil
Militar que portava arma de Bolsonaro é indiciado pela Polícia Civil
En desarrollo
G11/7/2026Crime3 min de lecturaBrazil

Militar que portava arma de Bolsonaro é indiciado pela Polícia Civil

En resumen

  • Polícia Civil do DF indiciou militar do Exército que foi parado em blitz com arma de Jair Bolsonaro.
  • Militar portava pistola Glock 9mm sem autorização do ex-presidente.
  • Bolsonaro admitiu que arma é sua e que não podia ficar desarmado.

Resumen generado por IA

Tamaño de fuente

A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou, nesta quarta-feira (1°), o militar do Exército parado em uma blitz com a arma do ex-presidente Jair Bolsonaro. A pistola Glock 9mm estava no carro de Estácio Leite da Silva Filho, que atua na segurança do ex-presidente.

Segundo a corporação, Estácio portava a arma sem autorização de seu proprietário e em desacordo com as exigências legais.

"O entendimento jurisprudencial é no sentido de que o porte funcional não autoriza o agente público a portar arma registrada em nome de terceiro, caracterizando o delito quando a conduta ocorre em desacordo com determinação legal", diz a polícia.

Estácio Leite da Silva Filho foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo, com agravante de ser um sargento do Exército. A reportagem tenta contato com a defesa do militar.

🔎 Quando a Polícia Civil indicia alguém, significa que a investigação foi concluída e que foi formalizada a suspeita de que essa pessoa é autora ou participante de um crime. O inquérito policial é encaminhado para o Ministério Público, que deve avaliar se levará o caso para a Justiça.

LEIA TAMBÉM:

Depoimento do ex-presidente

Jair Bolsonaro — Foto: EPA via BBC

A Polícia Civil ouviu o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o caso, na tarde de 23 de junho.

No depoimento, Bolsonaro admitiu que a arma de fogo apreendida é sua e que estava em sua residência durante o cumprimento de sua prisão. Ao delegado, Bolsonaro disse que “tinha três mulheres em casa" e que "não podia ficar desarmado".

➡️ Bolsonaro cumpre atualmente pena em regime de prisão domiciliar humanitária, medida autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em razão de seu estado de saúde.

➡️ O ministro Alexandre de Moraes ainda avalia o impacto do caso da arma apreendida. Moraes deve decidir nesta semana se mantém a prisão domiciliar.

Arma inutilizada

Conforme divulgado no blog da Julia Duailibi, a arma foi inutilizada temporariamente por decisão da equipe de segurança, com o aval de Michelle Bolsonaro. As informações são baseadas em relatos de pessoas que tiveram acesso à investigação e ao depoimento prestado pelo militar que atua na segurança do ex-presidente e que estava com o armamento.

Segundo pessoas próximas à investigação, ele afirmou que transportava a arma após um pedido do ex-presidente para que o armamento fosse consertado. A arma estava sem o percussor, peça responsável pelo disparo.

Também segundo pessoas que tiveram acesso ao depoimento, o militar afirmou que ele próprio recolocou o percussor após realizar o conserto da arma, mas que só devolveria o armamento mediante autorização de Michelle Bolsonaro. Como ela não estava presente naquele momento, ele decidiu levar a arma para casa, onde faria a manutenção antes de entregá-la ao ex-presidente.

Ainda de acordo com esses relatos, a retirada do percussor ocorreu no período em que Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica usando um ferro de solda. Na época, Bolsonaro alegou alucinação e "certa paranoia" possivelmente provocadas pelo uso de remédios. Na ocasião, a equipe de segurança decidiu reforçar os cuidados com a integridade física do ex-presidente.

Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Temas relacionados

This article was originally published by G1.

Noticias relacionadas

Caso da família Aguiar: Seis meses após desaparecimento, processo segue em fase inicial na Justiça
En desarrollo·hace 9 minutos

Caso da família Aguiar: Seis meses após desaparecimento, processo segue em fase inicial na Justiça

Seis meses após o desaparecimento de Silvana de Aguiar e seus pais, Isail e Dalmira, em Cachoeirinha, RS, o caso permanece sem resposta sobre o paradeiro das vítimas. O ex-marido de Silvana, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, é o principal suspeito, preso e acusado de feminicídios, homicídio e ocultação de cadáveres. O processo judicial está em fase inicial, enquanto as buscas pelos corpos foram interrompidas.

G1
4 min de lectura
Polícia Federal deflagra Operação Backdoor para investigar desvio de bens da Receita Federal no Rio
En desarrollo·hace 50 minutos

Polícia Federal deflagra Operação Backdoor para investigar desvio de bens da Receita Federal no Rio

A Polícia Federal deflagrou a Operação Backdoor para investigar o desvio de cerca de 300 computadores e cinco geladeiras, avaliados em R$ 350 mil, da Receita Federal na zona portuária do Rio. A ação apura o furto e a destinação fraudulenta dos bens, com suspeita de envolvimento de um servidor público e uma organização social.

Agência Brasil Geral
1 min de lectura
Más sobre este temaJair Bolsonaro