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Mulher critica oficina de música afro-brasileira em escola e é investigada por discriminação religiosa
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G101.06.2026Crime3 dk okumaBrazil

Mulher critica oficina de música afro-brasileira em escola e é investigada por discriminação religiosa

En resumen

  • Uma mulher criticou e fez ofensas em áudios compartilhados em grupo sobre uma oficina de música afro-brasileira em escola no DF.
  • A polícia investiga o caso como discriminação religiosa, que prevê pena de 1 a 5 anos de prisão.

Resumen generado por IA

Por qué importa

Uma mulher gravou e compartilhou em um grupo de pais de alunos um vídeo criticando uma oficina de música afro-brasileira realizada em uma escola no DF, associando-a a práticas religiosas e fazendo ofensas. Áudios atribuídos a participantes do grupo ampliaram os ataques com xingamentos e ameaças a religiões afro-brasileiras.

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Nas imagens (veja vídeo acima), uma mulher critica uma atividade realizada no Centro de Ensino Fundamental 1 do Varjão e faz ofensas ao associar o conteúdo apresentado a práticas religiosas.

"Tá acontecendo aqui no CEF 1 do varjão. Professor ensinando a tocar tambor, olha bem até aonde que vai o nível dos professores hoje em dia. Vê se tem condição um negócio desse... (batuques ao fundo) [...] Esse professor é enviado do Satanás, o que ele vai ensinar ai? Isso é cultura? É o quê", diz a mulher.

Em outro momento, áudios atribuídos a participantes de um grupo ampliam os ataques, com xingamentos e ameaças direcionadas às religiões afro-brasileiras.

"Em vez de tá ensinando coisa boa às crianças, pegar a Bíblia pra ler, aí ó... Bota uma macumbeira dessa daí pra ver o que eu faço com ela... Isso aí é religião pra ensinar criança mesmo não, é ensinar coisa boa", relata um dos áudios.

Segundo a apuração da TV Globo, o vídeo foi compartilhado em um grupo com cerca de 600 integrantes, incluindo pais de alunos da escola.

A gravação teria sido feita para denunciar o que a autora considerou inadequado, mas acabou gerando uma série de manifestações com teor discriminatório.

Oficina de música

Escola Classe Varjão, no DF — Foto: TV Globo/reprodução

De acordo com a direção do colégio, a atividade ocorreu na última sexta-feira (29) e consistiu em uma oficina de música voltada à apresentação de expressões culturais afro-brasileiras.

A ação teve duração de cerca de duas horas e contou com a participação de aproximadamente 50 alunos.

Ainda segundo a unidade, a oficina foi realizada por um grupo de músicos e financiada pela Fundação de Apoio à Cultura (FAC).

Um projeto de capoeira que atua na região desde 2007 também acabou sendo alvo indireto das críticas após ter sido confundido com a atividade.

O mestre de capoeira responsável afirmou que recebeu mensagens após a repercussão do vídeo. Segundo ele, a atividade criticada não tinha relação com o grupo, mas mesmo assim houve associação equivocada nas redes.

Discriminação religiosa

A Polícia Civil informou que o caso se enquadra no crime de discriminação religiosa, cuja pena pode variar de um a cinco anos de prisão e não admite fiança.

A delegada Ângela Santos, da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa, ou por Orientação Sexual ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin), explicou que a situação também envolve a aplicação da lei n° 10.639, que prevê o ensino da cultura afro-brasileira nas escolas.

Delegada Ângela Santos, da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa, ou por Orientação Sexual ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) — Foto: TV Globo/Reprodução

Segundo ela, a legislação garante que aspectos culturais e históricos dessas tradições façam parte da educação.

"O professor esta aplicando a lei 10.639, que é a lei que obriga a educação brasileira a ensinar tudo que venha da cultura, da religiosidade africana. E, además, também nós temos a discriminação religiosa quando nos áudios essas pessoas, ofende a religião do outro com xingamentos, com palavras depreciativas, com palavras que demonizam a religião do outro," diz Ângela.

A Polícia Civil destaca ainda que, nesses casos, a investigação pode ser iniciada mesmo sem registro formal de ocorrência.

Dados da Secretaria de Segurança Pública indicam aumento nos registros desse tipo de crime no DF. Entre janeiro e maio do ano passado, foram contabilizados 12 casos de discriminação religiosa. No mesmo período deste ano, o número subiu para 27.

LEIA TAMBÉM:

Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Ops!

Qué observar

Perspectiva de IA — posibilidades, no hechos

  • A investigação policial sobre discriminação religiosa será concluída.

    Muy probable · En meses

  • A escola poderá implementar medidas para reforçar a educação sobre diversidade cultural e religiosa.

    Probable · En meses

Preguntas abiertas

  • Quem são os autores dos áudios com xingamentos e ameaças?
  • Qual a identidade do professor que ministrou a oficina de música?
  • Houve alguma ação disciplinar contra a mulher que gravou o vídeo?
  • Quais foram as repercussões diretas na escola após o incidente?

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This article was originally published by G1.

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