Operação policial prende 5 suspeitos de aplicar golpes em idosos em SP
En resumen
- Operação "Cash Face" da Polícia Civil de SP prendeu 5 suspeitos de aplicar golpes em idosos, usando falsos atendimentos para roubar dados e dinheiro.
- Bens dos investigados foram bloqueados em até R$ 3 milhões.
Resumen generado por IA
Por qué importa
Uma operação da Polícia Civil desarticulou uma organização criminosa especializada em aplicar golpes financeiros em idosos no estado de São Paulo, prendendo cinco suspeitos e bloqueando R$ 3 milhões em bens.
Operação da polícia de Catanduva (SP) prende 5 em cidades do estado de São Paulo — Foto: Polícia Civil
Uma operação da Polícia Civil desarticulou, na manhã desta quinta-feira (18), uma organização criminosa especializada em aplicar golpes financeiros em idosos no estado de São Paulo. Batizada de "Cash Face" (dinheiro/rosto, em inglês), a ação prendeu temporariamente cinco suspeitos e bloqueou até R$ 3 milhões em bens dos investigados.
Os cinco presos passaram por exames de corpo de delito e serão apresentados em audiência de custódia. Eles podem responder pelos crimes de estelionato qualificado contra idosos, associação criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso.
A ofensiva foi coordenada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Catanduva (SP), com o apoio de unidades policiais da capital e do interior. Ao todo, 31 policiais civis e 11 viaturas cumpriram mandados.
Além das cinco prisões, os agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão domiciliar. Foram apreendidos diversos celulares, notebooks, pen drives e crachás e fichas de atendimento médico falsificadas, material utilizado para enganar as vítimas.
O golpe
De acordo com as investigações da DIG, o grupo utilizava um esquema sofisticado que envolvia engenharia social e tecnologia. O esquema dos criminosos consistia em quatro etapas:
Ladrões iam até as casas dos idosos usando uniformes e crachás falsos, identificando-se como funcionários de empresas ou planos de saúde.
Eles alegavam que precisavam fazer "atualização cadastral" de rotina.
Durante o falso atendimento, os criminosos colhiam os dados pessoais dos idosos e tiravam fotos dos rostos das vítimas, alegando ser um procedimento obrigatório de reconhecimento facial.
Com a foto (biometria facial) e os dados em mãos, a quadrilha abria contas fraudulentas em bancos digitais, contratava empréstimos e limpava o saldo das vítimas realizando transferências via PIX.
Golpistas se passavam por agentes de plano de saúde para aplicar golpe em idosos — Foto: Polícia Civil
Bloqueio de R$ 3 milhões
A Justiça determinou o bloqueio das contas bancárias, além de decretar a indisponibilidade de bens dos suspeitos até o montante de R$ 3 milhões.
O objetivo da medida é garantir o ressarcimento dos prejuízos causados e evitar que os investigados ocultem o patrimônio obtido ilegalmente.
A DIG de Catanduva informou que os eletrônicos apreendidos passarão por perícia técnica e extração de dados. A polícia suspeita que o número de vítimas e o rombo financeiro sejam significativamente maiores, e as investigações continuam para identificar outros integrantes da organização.
Itens apreendidos em operação policial contra quadrilha que aplicava golpe em idosos — Foto: Polícia Civil
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Preguntas abiertas
- Qual o número exato de vítimas?
- Qual o rombo financeiro total?
- Quantos outros integrantes serão identificados?






