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Daniel Ortega declara que Nicarágua não terá mais eleições para impedir oposição
En desarrollo
Política·21/7/2026Resumen IA

Daniel Ortega declara que Nicarágua não terá mais eleições para impedir oposição

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, anunciou que o país não terá mais eleições para impedir que a oposição chegue ao poder, uma declaração feita durante a comemoração da Revolução Sandinista. A medida consolida a guinada autoritária de seu governo, que já prendeu opositores e alterou a Constituição para permitir a reeleição indefinida.

G
G1
9 min de lectura
China implementa nova lei de 'unidade étnica' em meio a críticas de 'assimilação forçada'
En desarrollo
Política·1/7/2026Resumen IA

China implementa nova lei de 'unidade étnica' em meio a críticas de 'assimilação forçada'

A China implementou uma nova lei de "unidade étnica" nesta quarta-feira (1), que visa forjar uma identidade nacional "compartilhada" e promover o mandarim. A legislação enfrenta críticas internacionais por supostamente promover a "assimilação forçada" de minorias como uigures, tibetanos e mongóis, e criminalizar atividades separatistas.

G
G1
2 min de lectura
Lula: é preciso “dar logo” Nobel da Paz à Trump para encerrar guerras
Mundo
21/4/2026

Lula: é preciso “dar logo” Nobel da Paz à Trump para encerrar guerras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (21) que é preciso “dar logo” o Prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que se possa acabar com as guerras no mundo. “A gente vê, todo santo dia, declarações – que eu não sei se são brincadeira ou não – do presidente Trump dizendo que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o Prêmio Nobel da Paz”, disse, em declaração à imprensa durante visita à Portugal. Notícias relacionadas:Lula chama conflito no Oriente Médio de “guerra da insensatez”.Anistia acusa EUA, Israel e Rússia de minar multilateralismo.Pobres não podem pagar por irresponsabilidade das guerras, diz Lula.“É importante que a gente dê logo um Prêmio Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra. Aí, o mundo vai viver em paz, tranquilamente”, completou Lula. Nações Unidas Assim como em outros discursos recentes em sua agenda internacional, o presidente destacou que o mundo registra atualmente a maior quantidade de conflitos desde a 2ª Guerra Mundial. “E não há uma única instituição capaz de falar a palavra ‘paz’”. “Todo mundo sabe que eu sou defensor do multilateralismo. Todo mundo sabe que sou inimigo do unilateralismo e do protecionismo. Todo mundo sabe que nós estamos numa jornada pelo mundo para fazer mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas.” Segundo Lula, as alterações seriam direcionadas especificamente ao estatuto das Nações Unidas, “para dar a ela o sentido de existência para o qual foi criada em 1945.” “Não é possível que você não tenha nenhuma instituição capa de contemporizar, harmonizar e acabar com a quantidade de guerras que temos no mundo hoje”, acrescentou Lula. O presidente está em viagem oficial à Europa, onde já passou pela Espanha e Alemanha. Após compromissos em Portugal, ele retorna a Brasília.

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Agência Brasil Internacional
Anistia Internacional accuses US, Israel and Russia of predatory attacks on multilateralism in annual report
En desarrollo
Política·21/4/2026Resumen IA

Anistia Internacional accuses US, Israel and Russia of predatory attacks on multilateralism in annual report

Anistia Internacional released its annual human rights report covering 144 countries, accusing US, Israel and Russia of predatory attacks on multilateralism and international law. The report details Israel's continued genocide in Gaza, US extrajudicial executions and aggression against Venezuela, and Russia's attacks on Ukraine. Regarding Brazil, the report highlights a lethal police operation in Rio de Janeiro in October 2025 that killed over 120 people, mostly Black and poor, marking the deadliest operation in the state's history.

A
Agência Brasil Internacional
3 min de lectura
Peru: ultraconservador e esquerda disputam voto a voto para 2º turno
Mundo
19/4/2026

Peru: ultraconservador e esquerda disputam voto a voto para 2º turno

A eleição presidencial do Peru segue indefinida após cinco dias da contabilização de votos. O pleito do último domingo (17) juntou 35 candidatos presidenciais tentando ser o 9º presidente peruano em apenas dez anos, em um período de grande turbulência política no país vizinho.  A direitista Keiko Fujimori, com 17% dos votos, garantiu matematicamente um lugar no segundo turno, marcado para o dia 7 de junho. Porém, o adversário de Keiko segue completamente indefinido com os segundo e terceiro colocados separados por menos de 3 mil votos. Notícias relacionadas:Israel atacou 129 unidades de saúde no Líbano em 45 dias de guerra.Irã e Hezbollah atribuem cessar-fogo à união do Eixo da Resistência.Trump anuncia cessar-fogo entre Israel e Líbano por dez dias.O esquerdista Roberto Sanchéz Palomino, aliado do ex-presidente destituído Pedro Castillo, segue com 12% dos votos, enquanto o ultraconservador Rafael Aliaga, apontado como admirador do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, vem, em seguida, com 11,9% dos votos válidos. Até o início da tarde desta sexta-feira, o Peru tinha contabilizado 93,3% das urnas. As atualizações podem ser acompanhadas pela internet; Quarto país mais populoso da América do Sul, com cerca de 34 milhões de habitantes, o Peru tem uma fronteira de 2,9 mil quilômetros com o Brasil, a segunda maior depois da Bolívia. O professor de pós-graduação de Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (USP), Gustavo Menon, avalia que essa eleição tem repercussões na disputa comercial travada entre China e EUA na América Latina. “Roberto Sánchez se opõem vertiginosamente à plataforma encampada por Keiko Fujimori, que pretende se realinhar com os EUA. Ela já fez acenos a Donald Trump no sentido de recrudescer a política migratória e estancar a influência chinesa que se dá, sobretudo, via Porto de Chancay”, avalia. Fujimori Filha do ex-ditador Alberto Fujimori, que governou o Peru de 1990 a 2000, Keiko lidera a disputa com 2,6 milhões de votos entre 27 milhões de eleitores. Essa já é a quarta eleição presidencial de Keiko, que perdeu no segundo turno nas últimas três eleições, de 2011, 2016 e 2021. Keiko lidera a disputa com 2,6 milhões de votos entre 27 milhões de eleitores - REUTERS/Angela Ponce/ Proibido reprodução As seguidas derrotas da Keiko sugerem que ela não tem conseguido ultrapassar um teto de votos devido a resistência à herança da politica do pai dela, condenado por violações de direitos humanos. O antropólogo Salvador Schavelzon, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em política na América Latina, destaca que Keiko traz a herança do pai. “Fujimori lembra no Peru da guerra contra o Sendero Luminoso, a reedição desse discurso antiterrorista, mas que, nas províncias, é associado às elites, ao neoliberalismo”, destacou. Esquerda O candidato Roberto Sánchez têm, até o momento, 1,890 milhão de votos computados. Ele é aliado do ex-presidente Pedro Castillo, deposto e preso por suposta tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima do poderoso parlamento peruano por representar o voto da população rural. Roberto Sánchez é aliado do ex-presidente Pedro Castillo, deposto e preso por suposta tentativa de golpe de Estado - REUTERS/Angela Ponce - Proibido reprodução O antropólogo Salvador Schavelzon, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em política na América Latina, afirma que o Sánchez tem um perfil nacionalista-popular. “É um nacionalismo popular que reivindica a cor da pele, o chapéu, que são símbolos importantes de um setor político que vem chegando aos poucos, mas com muita resistência por parte das elites. Ele busca dar uma resposta às maiorias que trabalham na terra, do interior, e tem prometido algumas reformas”, comentou. Entre as propostas de governo, estão a nacionalização de recursos naturais; uma nova constituinte para refundar os poderes institucionais do Peru e mais direitos trabalhistas. Sanchéz foi ministro do Comércio Exterior e Turismo do governo de Pedro Castillo, em 2021. Psicólogo de formação, ele é um deputado peruano do partido Juntos Pelo Peru e foi um dos entusiastas da criação do Porto de Chacay, construído com muitos investimentos chineses para escoar a produção para a Ásia. Apesar dessa ligação com a população rural, Sanchéz é um político que vem desse jogo partidário do congresso peruano, alerta Schavelzon. "Sanchéz vem dos jogos partidários, da velha política do Congresso, que acena para o povo, mas muitas vezes acaba sendo mais próximo das elites, talvez novas elites que se reposicionam. A gente viu isso em vários lugares da América Latina”, pondera. Aliaga Sánchez disputa o segundo lugar no segundo turno com o autointitulado ultraconservador Rafael López Aliaga, que pode ser visto como do campo da extrema-direita, segundo o professor Menon. “Se o Peru tiver uma eleição em 2º turno entre Keiko Fujimori e Rafael Aliaga, quem sai fortalecido é o campo da extrema-direita. Haverá um realinhamento em direção à Casa Branca, a despeito dessa interdependência entre Peru e China do ponto de vista das relações comerciais”, acrescenta Schavelzon, que também professor da Universidade Católica de Brasília (UCB). Ultraconservador Rafael López Aliaga, que pode ser visto como do campo da extrema-direita- REUTERS/Manuel Orbegozo/ Proibido reprodução Ex-prefeito de Lima, capital do país, Aliaga costuma ser comparado com Donald Trump ou o presidente argentino Javier Milei, ao combinar discurso ultraconservador com defesa radical do livre mercado. Denúncias de fraude O ultraconservador do partido Revolução Popular está com 1,877 milhão de votos. Ele aparecia em segundo colocado no início da apuração. Porém, quando começaram a ser computados os votos das zonas rurais, Aliaga foi ultrapassado pelo esquerdista Sanchéz. Com a mudança de cenário, o candidato da ultradireita passou a denunciar uma suposta fraude eleitoral, sem apresentar provas. A denúncia de fraude foi criticada pelo adversário. “Fazemos um chamado firme ao nosso povo para manter a calma, a vigilância democrática e a confianças nos canais institucionais, esperando com responsabilidade os resultados oficiais”, afirmou nota do partido de Sanchéz, Juntos Pelo Peru. Em comunicado preliminar, a Missão da União Europeia para fiscalizar as eleições peruanas não apresentou indícios de fraude, apesar do atraso em 13 locais de votação em Lima, que atrasaram o voto de 55 mil pessoas.  Governabilidade Com nove presidentes em dez anos, o Peru tem sido marcado por renúncias e destituições. O professor Gustavo Menon avalia que, independentemente de quem vença, a governabilidade não estará garantida.   “Independentemente quem seja o novo presidente eleito, a vida com o parlamento peruano não será fácil frente a essa pulverização dos partidos e do sistema eleitoral. Para formar uma base de governo, o presidente eleito terá que fazer uma série de concessões”, pontua. Menon ressalta que, apesar de o Peru ser um regime presidencialista, “é o parlamento, em grande medida, quem toca as agendas de governo”. Crise política Na última eleição, em 2021, o candidato Pedro Castillo venceu a Keiko Fujimori no segundo turno. A eleição de um professor rural de centro-esquerda foi considerada uma surpresa por não figurar entre os mais bem colocados nas pesquisas de opinião na época. Porém, Castillo acabou afastado e preso após tentar dissolver o Parlamento, tendo sido condenado, em novembro de 2025, a mais de 11 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Para alguns, Castillo foi vítima de um golpe do Parlamento peruano.  Assumiu no lugar a vice Dina Boluarte, que reprimiu com violência as manifestações contra a destituição de Castillo, com um saldo de 49 pessoas mortas, segundo cálculo da Anistia Internacional.  Com baixíssima aprovação popular, Boluarte acabou destituída pelo Congresso no dia 10 de outubro de 2025. No lugar, assumiu o presidente do Parlamento no Peru, José Jerí, em uma gestão que não durou muito. Em 17 de fevereiro do mesmo ano, o Congresso destituiu Jerí, vindo a assumir o cargo interinamente José María Balcázar Zelada por eleição indireta do poderoso Parlamento peruano, apontado como o poder de fato no país andino. 

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Agência Brasil Internacional