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Aves morrendo em praça pública de Belém geram preocupação e afetam economia local
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G1·10 sa önce·🇧🇷Brazil·Environment

Aves morrendo em praça pública de Belém geram preocupação e afetam economia local

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Quem passa pela praça diariamente afirma já ter presenciado aves caindo mortas durante caminhadas. Em apenas uma manhã, a equipe de reportagem da TV Liberal localizou uma ave com aspecto adoecido e outra já sem vida, cercada por urubus.

A dificuldade em conseguir socorro para os animais também é um ponto de crítica. A jornalista Calina Bulhões relata que, ao tentar ajudar uma garça ferida no último sábado (30), foi orientada pelo Batalhão de Polícia Ambiental a procurar a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) apenas na segunda-feira (1º). Sem o resgate imediato, o animal morreu.

A situação afeta diretamente a economia local. O vendedor de água de coco, Paulo Figueiredo, conta que as vendas caíram drasticamente. Segundo ele, o forte odor e o risco de ser atingido pelas fezes afastam os clientes.

Frequentadores disseram que precisam correr em certos trechos para evitar "acidentes" com as necessidades das aves. Apesar da presença de equipes de limpeza urbana, a ação é considerada insuficiente, já que bancos e brinquedos infantis permanecem constantemente sujos.

A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Semma), informou que os animais sob responsabilidade da gestão municipal são os de cativeiro e não os de vida livre, como as garças.

De acordo com biólogos locais, as garças buscam a praça por ser um dos poucos espaços na cidade que ainda preservam árvores de grande porte, ideais para a construção de ninhos.

O biólogo Basílio Guerreiro alerta para a necessidade urgente de uma investigação técnica. "Se muitos animais morrem no mesmo período, é preciso realizar exames de necropsia para identificar se a causa é uma doença viral, bacteriana ou lesão física", explica.

A comunidade afirma que busca soluções junto ao poder público há mais de um mês. Segundo a médica Andreia Lobato, que frequenta a praça, contatos foram feitos com o Centro de Zoonoses e com a Adepará, mas até o momento não houve resposta efetiva ou plano de ação para cuidar das aves, que são consideradas símbolos culturais da capital paraense.

Sobre o caso, o Ibama Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) comunicou que, até o momento, não existem estudos ou ações de manejo em andamento pela superintendência do órgão no Pará voltados especificamente à população de garças do local.

This article was originally published by G1.

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