Chinesa é vítima de golpe financeiro da rede Pneu Z; prejuízo é de R$ 36 mil
L'essentiel
- Uma chinesa que está no Brasil a trabalho foi vítima de um golpe financeiro da rede de auto centers Pneu Z, com transações não autorizadas em seu cartão de crédito totalizando US$ 6.548 (R$ 36 mil).
- A rede é investigada por aplicar golpes em consumidores em diversos estados.
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A Polícia Civil de Mogi das Cruzes investiga a rede de auto centers Pneu Z por suspeita de aplicar golpes financeiros contra consumidores em vários estados. Uma vítima chinesa relatou transações não autorizadas em seu cartão de crédito totalizando R$ 36 mil.
A Polícia Civil de Mogi das Cruzes identificou uma nova vítima da rede de auto centers Pneu Z, investigada por suspeita de aplicar golpes financeiros contra consumidores em diferentes estados do país.
O caso mais recente envolve uma chinesa que está no Brasil a trabalho e prefere não se identificar. Ela contou à polícia que diversas transações em seu cartão de crédito foram realizadas sem autorização, totalizando US$ 6.548, o equivalente a cerca de R$ 36 mil na cotação atual.
"Eu e meu pai recebemos uma mensagem informando que um pagamento havia falhado. O valor era de mil dólares e eu nunca tinha feito essa transação. Foi quando percebemos que algo estava errado", relatou.
Segundo a vítima ao verificar o histórico do cartão, encontrou várias cobranças realizadas entre abril e 13 de maio. Parte delas aparece nos extratos vinculada à razão social Pneu Z São Caetano.
"Eu nunca estive nessa cidade e nem tenho carro", afirmou.
A TV Diário pediu e aguarda uma posição da Pneu Z.
As investigações em Mogi das Cruzes começaram após o registro de diversos boletins de ocorrência contra a unidade da empresa localizada em Brás Cubas. Segundo a Polícia Civil, a rede possui 43 lojas no país.
De acordo com a apuração, consumidores procuravam as unidades para serviços simples, como troca de pneus, mas eram convencidos a autorizar reparos considerados desnecessários após receberem diagnósticos de supostos problemas mecânicos.
Outra vítima relatou que levou o veículo para trocar pneus e recebeu uma ligação informando que uma peça estava quebrada.
"Eu disse que não precisava trocar nada porque o carro tinha acabado de sair do mecânico. Depois da troca dos pneus, percebi um barulho muito forte e levei o carro ao meu mecânico, que constatou que a peça havia sido danificada", contou.
Segundo o inquérito, cerca de 20 vítimas já foram identificadas no Alto Tietê e mais de 100 em todo o país.
Na região, dois franqueados administrariam dez unidades da rede, localizadas em Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba e Suzano, além de cidades do interior paulista, Santa Catarina e Paraná.
O delegado do 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes, responsável pela investigação, Lyon Ribeiro da Silva, afirmou que o esquema envolvia desde diagnósticos exagerados até pressão para que os clientes autorizassem serviços de alto valor.
"Inicialmente, a pessoa procura a empresa para trocar pneus. Quando chega à loja, os funcionários apresentam diversos problemas supostamente encontrados no veículo. Um serviço que custaria cerca de R$ 1 mil acabava chegando a R$ 20 mil ou R$ 30 mil, conforme relatos das vítimas", explicou.
No dia 28 de maio, a Polícia Civil realizou a segunda fase da operação que investiga o caso. O homem apontado como proprietário da rede foi alvo de mandado de busca e apreensão em Ribeirão Preto.
Ao todo, sete pessoas foram identificadas como responsáveis pelo negócio. Ninguém foi preso, mas os investigados foram submetidos a medidas cautelares, tiveram as contas bancárias bloqueadas e estão proibidos de administrar as empresas. Segundo a polícia, mais de R$ 4 milhões foram encontrados nas contas dos suspeitos.
"O proprietário, franqueados e gerentes das lojas são investigados. Já ouvimos vítimas e ex-funcionários e agora estamos analisando os documentos apreendidos", disse o delegado.
A Polícia Civil afirma que trabalha em conjunto com delegacias de outras cidades para apurar a atuação da rede em diferentes estados.
Segundo Silva, já houve prisões em flagrante relacionadas ao grupo em Aparecida de Goiânia, São José dos Campos, Limeira e Itaquera.
Os próximos passos da investigação incluem a análise do material apreendido e novos depoimentos.
Como evitar cair em golpes
O advogado especialista em Direito do Consumidor, Alessandro Pereira de Azevedo, orienta que os clientes exijam um orçamento detalhado antes de autorizar qualquer serviço.
"O consumidor tem o direito de receber a discriminação completa do serviço: quais peças serão trocadas, os motivos da substituição, o valor das peças, da mão de obra e o prazo para execução", explicou.
Caso desconfie de irregularidades, a recomendação é reunir o máximo de provas possível.
"É importante guardar conversas por WhatsApp, orçamentos, ordens de serviço, fotografias e qualquer outro documento que possa comprovar a fraude", afirmou.
Rede de lojas Pneu Z é investigada por práticas abusivas e vendas casadas — Foto: Reprodução/EPTV
À surveiller
Perspective IA — des possibilités, pas des certitudes
A Polícia Civil continuará a análise do material apreendido e realizará novos depoimentos para aprofundar a investigação.
Très probable · En quelques semaines
Mais vítimas e fraudes serão descobertas à medida que a investigação se expande para outros estados.
Probable · En quelques mois
Os investigados poderão ser indiciados e enfrentar processos criminais, com possíveis condenações.
Probable · En quelques mois
Questions ouvertes
- Qual o número total de vítimas e o montante total dos golpes?
- Quais outras cidades e estados foram afetados?
- Qual a extensão da rede Pneu Z e quantos franqueados estão envolvidos?
- Haverá prisões e quais serão as penalidades para os investigados?






