Esquema ilegal de sorteios no interior de SP 'roubou' dados de escolinha de futebol no Pará e de ONG ambiental no DF
L'essentiel
- Polícia Civil prendeu 2 homens em Piracicaba (SP) por operarem esquema ilegal de sorteios "Vida Sorte", que usava dados roubados de escolinha de futebol no Pará e ONG do DF.
- Foram apreendidos R$ 610 mil, 3 carros de luxo e material de sorteio.
- Instituições são vítimas e não tinham relação com a fraude.
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Um esquema ilegal de sorteios operava em Piracicaba (SP), utilizando dados roubados de uma escolinha de futebol no Pará e de uma ONG ambiental no DF. A Polícia Civil desmantelou a operação, prendendo dois homens e apreendendo dinheiro e carros de luxo.
Esquema ilegal de sorteios no interior de SP 'roubou' dados de escolinha de futebol no Pará e de ONG ambiental no DF
Ação da Polícia Civil mirou responsáveis pelo Vida Sorte; flagrante ocorreu durante sorteio ao vivo em Piracicaba (SP). Instituições são vítimas e não têm nenhuma relação com a fraude.
Por g1 Piracicaba e Região
A Polícia Civil prendeu 2 homens neste domingo (5) em Piracicaba por operarem um esquema ilegal de sorteios que usava dados roubados de instituições.
Os suspeitos foram identificados como A. L. E., de 60 anos, e E. O. S., de 65 anos. Eles passam por audiência nesta segunda-feira (6).
A operação apreendeu R$ 610 mil em dinheiro e 3 carros de luxo. Entre os veículos confiscados estão uma BMW, uma Hilux e um Civic.
As cartelas do sorteio fraudulento "Vida Sorte" eram vendidas por R$ 10. O grupo realizava as transmissões ao vivo pelas redes sociais.
A fraude utilizava dados autorizados de um clube de futebol do Pará e de uma ONG do Distrito Federal. As entidades não sabiam do crime.
O esquema ilegal de sorteios que terminou com a prisão de dois homens, de 60 e 65 anos, e apreensão de três carros de luxo e R$ 610 mil em notas em imóvel Piracicaba (SP), neste domingo (5), roubava dados de uma escolinha de futebol no Pará e de uma Organização Não Governamental (ONG) do Distrito Federal (DF).
As instituições são vítimas e, segundo a Polícia Civil, não têm nenhuma relação com a fraude e não sabiam que os dados eram usados de forma fraudulenta. Entenda como funcionava o esquema, abaixo.
Os suspeitos deverão passar por audiência de custódia na tarde desta segunda-feira (6). As apreensões ocorreram em imóvel no bairro Vila Monteiro em Piracicaba (SP).
Carros de luxo, dinheiro e material de sorteio foram apreendidos em operação contra esquema de apostas em Piracicaba — Foto: Polícia Civil
Operação
A operação da Polícia Civil mirou os responsáveis pelo "Vida Sorte", um esquema de apostas que prometia prêmio principal de R$ 100 mil em dinheiro, além de três prêmios secundários de R$ 5 mil e trinta rodadas de "super giros" de R$ 500 cada. O flagrante ocorreu enquanto o grupo realizava o sorteio.
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Como funcionava o esquema?
De acordo com o Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Seccold) da Polícia Civil de Piracicaba, as cartelas eram vendidas em Piracicaba e cidades da região, como Limeira.
As cartelas eram comercializadas a R$ 10 tanto por meio de revendedores quanto por aplicativos de mensagens, com pagamentos processados por uma plataforma digital de intermediação financeira, informou a Seccold.
Carros de luxo apreendidos
No imóvel onde o grupo realizava o sorteio transmitido pelas redes sociais, os policiais apreenderam uma BMW 320i, uma Toyota Hilux e um Honda Civic. Além dos veículos, foram apreendidos:
urna de sorteio personalizada com a marca "Vida Sorte" com 60 bolinhas numeradas;
caixa registradora para controle financeiro das vendas das cartelas;
computadores, notebooks, tablets e aparelhos celulares utilizados na gestão e na transmissão ao vivo do evento;
documentos, contratos, registros de vendas, planilhas e comprovantes financeiros;
material gráfico e publicitário de divulgação do sorteio clandestino, além de uma máquina de contagem de cédulas.
O homem de 60 anos, apontado como organizador e administrador do esquema fraudulento, foi identificado apenas pelas iniciais A. L. E.. O outro preso, E. O. S., de 65 anos, era o titular nominal da empresa de fachada utilizada para a operação, a EOS LTDA.
"A referida pessoa jurídica havia sido constituída apenas 45 dias antes do sorteio, com capital social declarado de R$ 25.000,00 — valor considerado irrisório frente à captação milionária sob investigação", informou a polícia.
Carros de luxo foram apreendidos em Piracicaba durante operação contra esquema de apostas ilegais — Foto: Polícia Civil
Os investigadores descobriram que os suspeitos usaram um Certificado de Autorização que pertence a um clube de futebol de Tucuruí, no Pará, e uma ONG ambiental do Distrito Federal, indicada como entidade filantrópica. As instituições não tinham quaisquer relações com o sorteio realizado no interior paulista.
"A empresa dos investigados não detinha nenhuma autorização legal dos órgãos federais competentes para a realização de sorteios comerciais", completou a polícia, em nota.
Segundo a polícia, as investigações vão continuar para identificar outros suspeitos de participarem do esquema.
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Questions ouvertes
- Quantas pessoas foram vítimas do esquema?
- Outros suspeitos serão identificados?
- Como os dados foram roubados?






