Familiares de vítimas do voo 2283 preparam ação coletiva contra responsáveis
L'essentiel
- Familiares das 62 vítimas do voo 2283 da Voepass preparam ação coletiva de responsabilidade civil por danos morais.
- A iniciativa visa responsabilizar não só a companhia aérea, mas também pessoas físicas, empresas e instituições que contribuíram para a tragédia.
Résumé généré par IA
Pourquoi c'est important
Familiares das 62 vítimas da queda do voo 2283 da Voepass preparam uma nova ação coletiva de responsabilidade civil por danos morais, que se soma às ações individuais já em curso.
Familiares das 62 vítimas da queda do voo 2283 da Voepass preparam uma nova ida à Justiça com uma ação coletiva de responsabilidade civil por danos morais. A medida não substitui as ações individuais de indenização que já estão em curso e tramitam sob sigilo.
A iniciativa deve ser apresentada após a conclusão do inquérito da Polícia Federal e pretende responsabilizar não apenas a companhia aérea, mas também pessoas físicas, empresas e eventuais instituições que tenham contribuído, por ação ou omissão, para a tragédia.
Nesta terça-feira (30), representantes da Associação dos Familiares das Vítimas tiveram acesso, pela primeira vez, à transcrição das conversas na cabine do voo 2283 e conheceram detalhes do laudo técnico que embasa a fase final do inquérito conduzido pela PF. Ao fim do encontro, a corporação não falou com a imprensa.
Segundo o advogado Leonardo Amarante, que representa a associação, a ação terá como foco os danos causados não apenas às vítimas e seus parentes, mas também ao transporte aéreo brasileiro.
"A associação vai ingressar com uma ação coletiva de responsabilidade civil por danos morais coletivos em função do que essa empresa causou para o transporte coletivo, transporte aéreo no Brasil, danos gravíssimos, não só os danos às pessoas, às vítimas, como também a própria coletividade."
Amarante afirma que a ação deverá ser ajuizada após a conclusão da investigação criminal e dos trabalhos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
"Nós vamos procurar responsabilizar todos os envolvidos, inclusive até eventualmente fabricantes de equipamentos que falharam."
Segundo ele, ainda não há um valor definido para a indenização coletiva, mas a quantia deverá ser calculada com base na extensão dos danos provocados pelo desastre.
Escombros de avião em Vinhedo (SP) no dia 10 de agosto de 2024 — Foto: Nelson Almeida/AFP
Reta final das investigações
O anúncio de uma nova ação na Justiça ocorre no momento em que os familiares veem a investigação se aproximar de uma conclusão, quase dois anos após a queda do avião em Vinhedo (SP).
Após a reunião, os advogados afirmaram que a expectativa é de que a PF conclua o inquérito nos próximos 30 dias e encaminhe o caso ao Ministério Público Federal (MPF).
Vice-presidente da associação e mãe de Liz, de 3 anos, a vítima mais nova da tragédia, Adriana Ibba afirmou que o documento reforçou uma convicção já compartilhada pelas famílias.
"Provavelmente haverão, sim, alguns indiciamentos e nós não vamos aceitar que fique só na culpa de piloto e copiloto, até porque seria muito conveniente. Houve, sim, erro e houve culpa de outras pessoas", disse.
Para a presidente da associação, Fátima Albuquerque, mãe da médica Arianne Albuquerque, a conclusão técnica da investigação fortalece a busca por responsabilizações.
"O que vem no laudo é uma comprovação de tudo aquilo que a gente tem falado na imprensa. Houve sim uma culpabilidade e que ali era uma tragédia anunciada. Esse não foi um acidente. Isso foi uma tragédia que todos sabiam que ia acontecer."
Familiares das vítimas do voo 2283 e advogados na Delegacia da Polícia Federal, em Campinas (SP) — Foto: Fernando Evans/g1
Relembre o caso
O ATR 72-500 da Voepass caiu em 9 de agosto de 2024, em Vinhedo (SP), durante um voo entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP). As 62 pessoas a bordo morreram.
Além da investigação criminal conduzida pela PF, o acidente também é apurado pelo Cenipa, responsável pela investigação técnica das causas da queda. As duas apurações são independentes.
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Até o momento, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal não divulgaram oficialmente nomes de investigados nem anteciparam eventuais indiciamentos.
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Ops!
À surveiller
Perspective IA — des possibilités, pas des certitudes
Polícia Federal concluirá inquérito nos próximos 30 dias.
Probable · En quelques jours
Haverá indiciamentos de pessoas além de pilotos.
Probable · En quelques semaines
Questions ouvertes
- Quais serão os valores exatos da indenização coletiva?
- Quais outros fabricantes de equipamentos serão incluídos na ação?
- Quando o MPF apresentará eventuais indiciamentos?





