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Gravidez natural de trigêmeos em Orlândia (SP) é fenômeno raro, diz especialista
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Gravidez natural de trigêmeos em Orlândia (SP) é fenômeno raro, diz especialista

L'essentiel

  • Denise de Souza, de 39 anos, moradora de Orlândia (SP), surpreendeu-se com uma gravidez natural de trigêmeos, um fenômeno que ocorre em uma a cada 25 mil gestações.
  • O ginecologista Rui Ferriani destaca a raridade do caso, que exige repouso absoluto e acompanhamento médico intensivo devido aos riscos.

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A gravidez natural de trigêmeos da dona de casa Denise de Souza, de 39 anos, é um fenômeno raro, ocorrendo em uma a cada 25 mil gestações, e surpreendeu a família que já tem outros filhos. O ginecologista Rui Ferriani explica que a ocorrência é rara e mais comum em mulheres acima de 35 anos, com filhos e histórico familiar.

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A gravidez natural de trigêmeos da dona de casa Denise de Souza, de 39 anos, moradora de Orlândia (SP), chamou a atenção pela raridade do caso. Isso porque, uma gestação trigemelar sem o uso de técnicas de reprodução assistida, como é o caso dela, ocorre em uma a cada 25 mil gestações.

Chefe do Setor de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e professor da Faculdade de Medicina da USP, o ginecologista Rui Ferriani afirma que a ocorrência é considerada um fenômeno raro pela medicina.

"Uma gestação trigemelar você vai encontrar em, mais ou menos, 10 mil a 25 mil gestações, um caso. Então, é um fenômeno raro. Os poucos casos que acontecem, ocorrem mais em mulheres depois dos 35 anos, que já tiveram filhos e com alguma história familiar".

A dona de casa reúne as três características descritas pelo especialista. Ela tem mais de 35 anos, já é mãe de três filhos e afirma que têm casos semelhantes na família.

Ainda assim, a descoberta da gravidez trigemelar surpreendeu a família.

Denise e o marido, o mecânico Rogério Renato de Souza, de 55 anos, queriam ter mais um filho, mas não imaginavam que aconteceria dessa forma. Eles já são pais de um jovem de 19 anos e uma menina de 9 e a dona de casa ainda tem uma filha de 21, de um antigo relacionamento.

À EPTV, afiliada da TV Globo, ela revelou que foi durante um exame de rotina que descobriu que esperava trigêmeos e entrou em choque.

"Eu fiquei cega, surda e muda. Não escutei mais nada o que ela [médica] falou, o tamanho, mais nada. Não consegui assimilar, eu só sabia chorar, chorar e chorar".

De acordo com Ferriani, a formação dos embriões em uma gestação trigemelar pode ocorrer de diferentes formas.

Em alguns casos, mais de um óvulo é fecundado simultaneamente. Em outros, um único embrião se divide.

"O gêmeo idêntico é aquele em que um embrião se formou e se dividiu. Já os gêmeos não idênticos surgem quando dois ou três óvulos são fertilizados. Seria como irmãos comuns, mas que se desenvolveram ao mesmo tempo".

Ainda de acordo com o ginecologista, a definição exata, no caso de Denise, só será possível com exames complementares ou após o nascimento das crianças.

"Você pode ter três óvulos fecundados, pode ter dois e um deles se dividir, ou pode acontecer de um único embrião se dividir em três. Vai ser preciso esperar. Se os bebês forem do mesmo sexo, há maior probabilidade de serem idênticos. Caso contrário, a tendência é que tenham se originado de óvulos diferentes."

O caso de Denise é considerado raro porque a gestação dos trigêmeos aconteceu de forma natural.

O ginecologista explica que, embora as gestações múltiplas sejam mais conhecidas atualmente, a maior parte está relacionada a tratamentos de fertilidade e ao uso de medicamentos para estimular a ovulação.

"Depois que surgiu a fertilização in vitro, aumentaram muito os casos de gestações gemelares e trigemelares. Hoje, inclusive, tentamos evitar esse tipo de situação por causa dos riscos. Naturalmente, isso é muito mais raro".

Foi exatamente essa estatística improvável que pegou a família de surpresa. Denise e o marido, o mecânico Rogério Renato de Souza, tentavam ter mais um filho, mas ele tinha um diagnóstico de baixa fertilidade. O susto foi tão grande que Rogério não escondeu o choque no hospital.

"A médica veio me abraçando, 'você vai ser pai'. Até aí, tudo bem. 'É pai, mas é de três'. 'De três? Não, preciso de ir rapidamente no banheiro, não aguento não'".

Apesar da alegria de Denise e Rogério com a chegada dos bebês, a gestação múltipla exige cuidados médicos e tem riscos.

Para proteger a própria saúde e o desenvolvimento das crianças, a dona de casa já precisou interromper as atividades domésticas e permanecer em repouso absoluto.

"Não consigo pegar um balde de água, porque eu sinto muito peso embaixo. Tem gravidez que a mulher está de dois, três meses e não tem tanta barriga. Eu estou indo para os três [meses] e parece que já estou de quatro para cinco".

Segundo Ferriani, o acompanhamento do especialista e da rede de apoio é fundamental nestes casos.

"É uma gestação que tem mais riscos, principalmente a hipertensão, a pré-eclâmpsia e a prematuridade. Essas crianças estão concorrendo no mesmo ambiente. Eles vão precisar de um cuidado obstétrico bastante intenso durante o pré-natal."

Mesmo diante das restrições e da mudança radical que a família de Orlândia (SP) precisará enfrentar para cuidar de três recém-nascidos, o que prevalece é o sentimento de comemoração.

"Nós vamos abraçar tudo e fazer um regaço, estou até vendo. Onde cria três, cria seis, nove, não sei. Mas que a gente vai se virar, a gente vai", diz o futuro papai.

Questions ouvertes

  • Qual a formação exata dos embriões dos trigêmeos?
  • Qual o sexo dos bebês?
  • Quando os trigêmeos nascerão?

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This article was originally published by G1.

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