Itamaraty vê risco de EUA usarem força militar contra o Brasil após classificação de facções como terroristas
L'essentiel
- O Itamaraty alertou a Câmara dos Deputados sobre o risco de os EUA usarem força militar contra o Brasil após classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.
- O governo brasileiro considera a medida unilateral e inegociável em relação à soberania.
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Pourquoi c'est important
O Itamaraty informou à Câmara dos Deputados que vê risco de os Estados Unidos usarem a força militar contra o Brasil após a classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. O governo brasileiro atuou para evitar a medida, mas reafirma a soberania nacional.
O Itamaraty informou à Câmara dos Deputados que vê risco de os Estados Unidos usarem a força militar contra o Brasil depois de terem classificado PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.
A manifestação foi em resposta a questionamentos do deputado Evair Vieira de Melo, do Republicanos. Ele enviou seis perguntas sobre a medida do governo Trump anunciada no fim de maio, questionando sobre os impactos para a diplomacia, a economia e a imagem do Brasil.
O governo brasileiro atuou para tentar evitar que os Estados Unidos classificassem o PCC e o Comando Vermelho como terroristas. Logo após o anúncio da medida, o Palácio do Planalto afirmou que aceita colaboração internacional no combate às facções criminosas, mas que a soberania nacional é inegociável.
Itamaraty vê risco de os EUA usarem a força militar contra o Brasil depois de terem classificado PCC e CV como terroristas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Na resposta enviada semana passada, o ministro Mauro Vieira disse que a adoção da medida dá margem para "sérias possibilidades de implicações para cidadãos brasileiros nos planos financeiros, migratórios e penal. Finalmente, há a possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro".
Em outro trecho declarou: "A referida classificação unilateral poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras. Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional".
Ainda em resposta à Câmara, o Itamaraty afirmou que não foi comunicado oficialmente da intenção dos Estados Unidos de adotar a medida. No documento, o governo brasileiro considera que a ação não traz benefícios concretos para o combate ao crime organizado e defende o respeito à soberania nacional.
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