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Polícia confunde marceneiro com foragido e o prende por 53 horas
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G120.06.2026Crime4 dk okumaBrazil

Polícia confunde marceneiro com foragido e o prende por 53 horas

L'essentiel

  • Marceneiro foi preso por engano em Imbituva (PR) e detido por 53 horas.
  • Polícia Civil admitiu erro de homônimo em operação contra caça ilegal e tráfico de armas.
  • Família acionou a imprensa, e o homem foi solto após questionamentos.

Résumé généré par IA

Pourquoi c'est important

Um marceneiro foi preso indevidamente em Imbituva (PR) por 53 horas após a Polícia Civil confundi-lo com um foragido devido à similaridade de nomes. A prisão ocorreu durante uma operação contra caça ilegal e tráfico de armas.

Taille de police

As imagens mostram que seis policiais armados invadiram a casa onde o jovem mora com a família por volta das 5h30 da manhã, enquanto os moradores estavam dormindo. O muro está em construção e ainda sem portão, e por isso os policiais entraram facilmente no terreno. Cerca de meia hora depois, a câmera registrou o momento em que Felipe sai algemado e escoltado. Assista acima.

A situação aconteceu na terça-feira (16) em Imbituva, na região central do Paraná, durante uma operação policial realizada contra um grupo suspeito de caça ilegal e tráfico de armas e animais. No entanto, o verdadeiro alvo da prisão não era o marceneiro e, sim, Wanderson Felipe Lick Penteado - investigado por integrar o grupo.

"Ouvi o barulho; eles chegaram batendo em porta, batendo em vidro, gritando que a polícia chegou... fiquei nervoso, não sabia o que estava acontecendo. [...] Eles deram o mandado de prisão para Felipe Penteado, me algemaram e jogaram num canto e depois que contaram o motivo, porque estava sendo preso, explicaram a situação… e a gente ficou mais nervoso ainda, pois não tinha nada a ver", conta o inocente.

O marceneiro foi solto no final da tarde de quinta-feira (18), 53 horas depois de ser detido, após a família relatar a situação à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, e a equipe de reportagem questionar a Polícia Civil (PC-PR) sobre o caso.

À esquerda, polícia entrando na casa da família. À direita, momento que inocente sai algemado e escoltado — Foto: Reprodução

Durante a prisão, ele chegou a ter o cabelo raspado e foi mantido em uma cela na Casa de Custódia de Ponta Grossa, cidade a cerca de 60 km.

"Acho que foram os piores dias da minha vida. Estar lá, junto com um monte de criminosos e sem dever nada, junto com um monte de gente sem poder falar nada, quieto, num canto, triste, e sendo inocente! É complicado", disse Felipe, em entrevista à RPC.

O g1 teve acesso aos documentos relativos ao caso. O mandado de prisão continha os dados pessoais do marceneiro, como nome, número de documentos, nome da mãe e data de nascimento.

No entanto, ao reconhecer o erro e pedir a soltura do inocente, a Polícia Civil admitiu que confundiu as pessoas devido à similaridade dos nomes.

"No afã de cumprir com zelo as funções, nossa equipe incorreu em erro escusável. Ao considerar a pequena localidade de Imbituva, era praticamente impossível a existência de um homônimo. Porém, as pesquisas e diligências realizadas pela equipe policial acabaram por recair erroneamente em um homônimo. Assim constata-se realmente que a pessoa de Felipe Penteado, atualmente aprisionada é homônima da pessoa de Wanderson Felipe Lick Penteado, que utilizava o perfil nas redes sociais Facebook, como 'Felipe Penteado'”, escreveu a corporação.

O documento também traz um print do perfil das redes sociais do verdadeiro alvo e ainda pede a adequação da ordem judicial para expedição de mandado de prisão para Wanderson. Nesta sexta-feira (19), o g1 questionou a Polícia Civil (PC-PR) se o novo mandado foi expedido, mas a corporação não respondeu.

Polícia Civil pediu soltura após reconhecer erro — Foto: Reprodução

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Inocente vai pedir indenização

O advogado Gabriel Pupo, que atua na defesa de Felipe Penteado, disse que vai entrar com processo pedindo indenização do Estado "pois, o que se espera, é o mínimo dever de cautela estatal".

"É completamente inadmissível a não realização de mínimas diligências para saber quem realmente é ou não acusado, ainda mais quando se está diante de ações ligadas à Organizações Criminosas. Ao contrário disso, o Poder Público simplesmente manda expedir mandados de prisão sem a devida cautela e, após diversos recursos, a única resposta obtida é de que 'era praticamente impossível a existência de homônimo na pequena cidade de Imbituva', em que pese na cidade haver mais de 30 mil habitantes."

Em nota, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR) disse que não pode divulgar informações porque o processo encontra-se sob sigilo e que não se manifesta ou emite notas a respeito de suas decisões.

Também em nota, o Ministério Público do Estado do Paraná (MP-PR) disse apenas que a operação não foi do MP-PR, e sim da PC-PR.

O g1 também entrou em contato com a Polícia Penal, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Inocente foi solto mais de 50 horas após ser preso — Foto: Reprodução

'Eu não sabia o que estava acontecendo'

Em entrevista à RPC, Felipe Penteado contou que, no momento em que a polícia invadiu a casa onde moram ele, a mãe, o padrasto e o irmão, ele não entendeu o que estava acontecendo.

O marceneiro que foi preso erroneamente por caça ilegal também garante que nunca se envolveu em nada do gênero.

"Nunca nem peguei numa arma, nunca saí caçar, nem sei como é que funciona isso. [...] Eu sabia que isso ia ser resolvido, só não sabia que ia demorar tanto", afirma.

Felipe Penteado — Foto: Paulo Roberto Martins/RPC

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Ops!

À surveiller

Perspective IA — des possibilités, pas des certitudes

  • O marceneiro entrará com processo pedindo indenização do Estado.

    Très probable · En quelques mois

Questions ouvertes

  • O novo mandado de prisão para o verdadeiro alvo foi expedido?
  • Haverá punição para os policiais envolvidos no erro?
  • Qual o valor da indenização solicitada pelo marceneiro?

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This article was originally published by G1.

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