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Solidariedade em Sorocaba reduz recusa de doação de órgãos para 25%
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G121.06.2026Santé2 dk okumaBrazil

Solidariedade em Sorocaba reduz recusa de doação de órgãos para 25%

L'essentiel

  • Sorocaba (SP) registra 25% de recusa de doação de órgãos, abaixo da média nacional de 45%.
  • O trabalho de acolhimento às famílias enlutadas e a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) facilitam o processo, salvando vidas.

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Pourquoi c'est important

A solidariedade de famílias em Sorocaba (SP) que enfrentam a dor da perda tem ajudado a diminuir o tempo de espera de quem aguarda por um transplante. O índice de recusa para a doação de órgãos na cidade é de 25%, número bem abaixo da média nacional, que atinge 45%.

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A solidariedade de famílias em Sorocaba (SP) que enfrentam a dor da perda tem ajudado a diminuir o tempo de espera de quem aguarda por um transplante. O índice de recusa para a doação de órgãos na cidade é de 25%, número bem abaixo da média nacional, que atinge 45%.

A enfermeira Cláudia Santos, coordenadora de captação de órgãos do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), explica que o resultado positivo é fruto do trabalho de acolhimento. Segundo ela, a equipe busca ser transparente e dar suporte aos parentes no momento mais difícil da internação.

Doe órgãos — Foto: Divulgação/TV TEM

"Eu sempre digo para a família que vamos ter as piores conversas da vida deles, mas precisamos trazer a verdade. Nosso trabalho é baseado no acolhimento".

O gesto de doar os órgãos ajudou famílias da região a lidar com a perda de jovens de forma transformadora. É o caso da família de João Vitor, um policial militar de 22 anos que morreu em um acidente de moto. O rapaz teve todos os órgãos doados.

No caso do Murilo, de 21 anos, morto em um acidente de trânsito há nove anos, a doação de órgãos ajudou a salvar oito vidas. "O que me conforta é pensar que oito famílias estão felizes e renascendo", destacou a mãe, Denise da Silva.

Já para Valéria Moraes, mãe de João Guilherme, de 14 anos, a decisão de doar órgãos transformou o filho em um herói. O adolescente morreu após uma crise de asma. "É salvar vidas e ter um pedacinho dele em cada lugar. Ele é um herói", afirma.

A jovem Maria Fernanda Francisco, de 17 anos, é um exemplo prático dessa engrenagem. Ela passou por um transplante de coração quando tinha 11 anos e reforça a necessidade de avisar os parentes sobre o desejo de ser doador.

Como cadastrar a vontade de doar órgãos

Atualmente, cerca de 50 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil. No estado de São Paulo, o número de doadores cresceu 33% entre 2024 e 2025. Para facilitar o processo e garantir o desejo do cidadão, os cartórios oferecem a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO). Veja como funciona:

Cadastro: o interessado preenche um formulário gratuito na internet, no site oficial da plataforma;

Confirmação: o cartório agenda uma videoconferência rápida para validar a identidade do usuário;

Assinatura digital: o documento é assinado eletronicamente e fica disponível em uma central que os hospitais credenciados consultam em caso de morte.

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Questions ouvertes

  • Quais os próximos passos para aumentar a conscientização?
  • Como a AEDO pode ser mais divulgada?

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This article was originally published by G1.

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