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Novo Desenrola Brasil busca reduzir inadimplência antes das eleições
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Politique·22.05.2026Résumé IA

Novo Desenrola Brasil busca reduzir inadimplência antes das eleições

O Novo Desenrola Brasil (Desenrola 2.0) é relançado em maio de 2026, visando reduzir a inadimplência antes das eleições presidenciais. O programa busca auxiliar famílias de menor renda, com foco em dívidas de até R$ 100 e renegociações com descontos médios de 85%. Especialistas apontam a necessidade de educação financeira e mudanças estruturais para um impacto duradouro.

G
G1
ACTU
11.05.2026

Bolsa cai 1,19%, e dólar fecha estável com tensão no Oriente Médio

O dólar fechou praticamente estável, e a bolsa brasileira encerrou em queda nesta segunda-feira (11), em um pregão marcado pela cautela dos investidores diante do agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. A moeda estadunidense resistiu e manteve-se abaixo de R$ 4,90, mas o Ibovespa foi pressionado pelo avanço do petróleo e pelo aumento das preocupações com inflação e juros. O índice Ibovespa, da B3, caiu 1,19%, aos 181.908 pontos, registrando o menor fechamento desde 27 de março. O índice foi pressionado principalmente por ações sensíveis aos juros, diante do temor de que a alta do petróleo possa dificultar cortes na taxa Selic. Notícias relacionadas:Rússia lidera venda de diesel ao Brasil durante guerra no Irã.Entenda como funciona investir no Tesouro Reserva.Óleo diesel cai pela 4ª vez em cinco semanas e acumula recuo de 4,5%.O mercado também acompanhou a temporada de balanços corporativos, mas nem resultados considerados robustos impediram perdas em papéis de grandes empresas. Investidores seguem atentos à saída de recursos estrangeiros da bolsa brasileira nos primeiros pregões de maio. A piora nas perspectivas inflacionárias reduziu o otimismo com o mercado acionário local. A continuidade da guerra no Oriente Médio e a possibilidade de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos também contribuíram para o movimento de aversão ao risco. Câmbio cauteloso O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 4,891, com leve baixa de 0,10%, no menor valor desde 15 janeiro de 2024. Apesar da estabilidade no mercado doméstico, a moeda estadunidense sustentou ganhos frente a outras divisas emergentes no exterior após os Estados Unidos rejeitarem a proposta iraniana para encerrar a guerra no Oriente Médio. Durante a sessão, o câmbio oscilou em faixa estreita. A moeda chegou à máxima de R$ 4,9059 pela manhã e à mínima de R$ 4,8858 antes de voltar para perto da estabilidade. O dólar futuro para junho fechou praticamente estável na B3. A reação moderada do mercado brasileiro foi atribuída ao diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, que continua favorecendo a entrada de capital estrangeiro. O Boletim Focus , pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, mostrou redução da projeção para o dólar no fim do ano, de R$ 5,25 para R$ 5,20. Analistas também destacaram a baixa liquidez do pregão e a ausência de apostas mais fortes em meio à incerteza geopolítica. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, operou próximo da estabilidade. Petróleo sobe Com o impasse diplomático, o petróleo voltou a subir no mercado internacional. O barril do Brent, referência para a Petrobras, avançou 2,88% e fechou cotado a US$ 104,21. O WTI, do Texas, subiu 2,78%, para US$ 98,07. A valorização do petróleo reforçou a percepção de pressão inflacionária global e ampliou as dúvidas sobre o ritmo de cortes de juros em diversos países, incluindo o Brasil. Guerra no radar As tensões internacionais voltaram ao centro das atenções após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificar como “totalmente inaceitável” a proposta apresentada pelo Irã para encerrar o conflito. Trump afirmou ainda que o cessar-fogo está “respirando por aparelhos”, enquanto autoridades iranianas disseram que o país está preparado para responder a novos ataques. O cenário aumentou as preocupações com inflação global e possíveis impactos sobre a economia mundial. * com informações da Reuters

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Agência Brasil Economia
ACTU
11.05.2026

Entenda como funciona investir no Tesouro Reserva

Aposta do governo para atrair pequenos investidores e estimular a poupança, o Tesouro Reserva, lançado nesta segunda-feira (11), tem como alvo quem busca guardar dinheiro com segurança, liquidez e simplicidade.  A aplicação começa com valor mínimo de R$ 1, rende diariamente conforme a Taxa Selic (juros básicos da economia) e poderá ser movimentada 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados. Notícias relacionadas:Tesouro Nacional lança título com aplicação a partir de R$ 1 .Vendas do Tesouro Direto batem recorde histórico em março.Como declaro poupança, renda fixa e variável no Imposto de Renda?.A nova modalidade surge como uma tentativa do governo de ampliar o acesso aos investimentos públicos e competir diretamente com produtos populares dos bancos e fintechs, como poupança, Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e as chamadas “caixinhas” digitais. Neste primeiro momento, o Tesouro Reserva estará disponível apenas para os cerca de 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil. O Tesouro Nacional informou que negocia a entrada de outras instituições financeiras na nova plataforma. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O que é O Tesouro Reserva é um título público federal. Na prática, quem investe está emprestando dinheiro ao governo em troca de remuneração. O rendimento acompanha a taxa Selic, atualmente em 14,5% ao ano. Como os juros básicos estão elevados, o novo título tende a render bem mais do que a poupança. A proposta do Tesouro Nacional é que o produto funcione como uma opção simples para reserva de emergência, ou seja, dinheiro guardado para despesas inesperadas, como problemas de saúde, desemprego ou consertos. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, a ideia é aproximar o investimento público da experiência já oferecida pelos aplicativos bancários. Como funciona O Tesouro Reserva terá rendimento diário e poderá ser resgatado a qualquer momento. Diferentemente de outros títulos públicos, ele não terá a chamada “marcação a mercado”, mecanismo que faz o valor dos investimentos oscilar diariamente conforme as condições econômicas. Na prática, isso significa que o investidor não verá o saldo cair temporariamente no extrato, algo comum em outros papéis do Tesouro Direto. Nos títulos tradicionais, o preço varia de acordo com juros, inflação e percepção de risco do mercado. Assim, quem resgata antes do vencimento pode ganhar mais ou menos do que imaginava. No Tesouro Reserva, o cálculo seguirá a chamada “marcação na curva”, em que os juros são contabilizados dia após dia, reduzindo oscilações visíveis para o investidor. Rendimento  Com a Selic em 14,5% ao ano, o Tesouro Reserva deve superar com folga a rentabilidade da poupança. Hoje, a caderneta rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR) quando os juros básicos estão acima de 8,5% ao ano. Nos últimos 12 meses, a poupança rendeu 7,53%. Segundo simulações do próprio Tesouro Nacional, uma aplicação de R$ 1 mil poderia atingir:    R$ 1.051,23 em seis meses: R$ 20,85 a mais que a poupança;    R$ 1.101,82 em um ano: R$ 40,14 a mais que a poupança;    R$ 1.207,12 em dois anos: R$ 79,96 a mais que a poupança. Aplicação mínima Outro diferencial é o baixo valor de entrada. Enquanto outros títulos do Tesouro exigem aportes maiores, o Tesouro Reserva permitirá aplicações a partir de R$ 1. O limite máximo será de R$ 500 mil por pessoa. Segundo o governo, a medida busca atrair pessoas que ainda não investem ou mantêm dinheiro parado na conta corrente. Negociação 24 horas O Tesouro Reserva é o primeiro título público brasileiro com negociação contínua. Isso significa que aplicações e resgates poderão ser feitos 24 horas por dia, sete dias por semana, sem depender do horário tradicional do mercado financeiro. Hoje, o Tesouro Direto opera apenas em horários específicos dos dias úteis. Em operações de resgate, o dinheiro leva de um a dois dias úteis para cair na conta do investidor. A nova plataforma também permitirá movimentações via Pix. Impostos e taxas O investimento terá cobrança de Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos, seguindo a tabela regressiva da renda fixa:     22,5% para aplicações de até 180 dias;     20% entre 181 e 360 dias;     17,5% entre um e dois anos;     15% acima de dois anos. A tabela é a mesma que incide sobre os demais investimentos em renda fixa. O IR incide sobre os rendimentos, não sobre o total aplicado. Como nos demais títulos do Tesouro Nacional, também haverá cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para resgates realizados nos primeiros 30 dias. Até R$ 10 mil investidos, não haverá taxa de custódia da B3. Acima desse valor, será cobrada taxa de 0,20% ao ano. Poupança Apesar de funcionar como concorrente da poupança, o Tesouro Reserva tem diferenças importantes. A principal está na rentabilidade. Com juros altos, o novo título tende a entregar retorno maior. Além disso, o rendimento será diário, enquanto a poupança só rende no chamado “aniversário” mensal da aplicação. A poupança continua isenta de Imposto de Renda, algo que não ocorre no Tesouro Reserva. Concorrência O novo produto também vai disputar espaço com CDB, Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito ao Agronegócio (LCA) oferecidos por bancos e corretoras. Em muitos casos, esses investimentos privados podem oferecer rentabilidade maior, com mais de 100% do CDI, especialmente em períodos de juros elevados. Os títulos públicos vinculados à Selic rendem 100% do CDI. A diferença é que alguns investimentos privados exigem prazos maiores para resgate ou têm regras mais rígidas de liquidez. Enquanto os produtos bancários contam com proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), os títulos públicos têm garantia do próprio governo federal. Meta O Tesouro Nacional quer ampliar significativamente o número de investidores pessoa física. Hoje, os títulos públicos somam cerca de 3,4 milhões de investidores. A expectativa oficial é superar 10 milhões de aplicadores nos próximos anos com a nova plataforma. O governo aposta principalmente na facilidade de acesso, no baixo valor de entrada e na possibilidade de movimentação instantânea para atrair novos usuários.

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Agência Brasil Economia
ACTU
11.05.2026

Tesouro, B3 e BB lançam título com aplicação a partir de R$ 1

A partir de desta segunda-feira (11), investidores que buscam alternativas mais simples e com previsibilidade de rendimento poderão utilizar o Tesouro Reserva, que possibilita investimentos a partir de R$ 1. O novo título do Programa Tesouro Direto foi lançado na manhã de hoje na Arena B3, na capital paulista. O Tesouro Reserva é um lançamento da Secretaria do Tesouro Nacional, da B3 e do Banco do Brasil e prevê rendimento indexado à taxa básica de juros (Selic). Outra novidade desse título é que ele poderá ser negociado em qualquer hora do dia, todos os dias da semana. Notícias relacionadas:Governo amplia Luz para Todos na Amazônia Legal.Mercado eleva previsão da inflação para 4,91% este ano.Nova lei define percentual mínimo de cacau nos chocolates .O foco do Tesouro Reserva é o pequeno investidor ou quem pretende montar uma reserva de emergência. “Na prática, ele é exatamente igual ao investimento de outros títulos. Ele só vai ter um ticket inicial, um investimento mínimo menor, que é de R$ 1. A diferença é que ele funciona 24 horas por dia, sete dias por semana”, explicou Daniel Leal, secretário do Tesouro Nacional.  Inicialmente esse título ficará disponível apenas para a base de 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil mas outras instituições também poderão oferecê-lo em breve, após a fase de testes. Nesta etapa, os investimentos e resgates serão realizados por meio do aplicativo Investimentos BB, utilizando transação via PIX. Ao contrário do Tesouro Selic, o Tesouro Reserva não terá marcação a mercado, o que quer dizer que não vai oscilar diariamente com as mudanças nas taxas de juros do mercado. Tributação Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, o Tesouro Reserva seguirá as mesmas regras dos demais títulos do Tesouro Direto. Haverá incidência de Imposto de Renda (IR) apenas sobre os rendimentos, no momento do resgaste ou do vencimento, com alíquotas regressivas: quanto mais tempo o investimento permanecer aplicado, menor o imposto. Já para as aplicações que forem resgatadas em até 30 dias, poderá haver cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que também será regressiva e zerada após esse período. A cobrança dos impostos, diz a secretaria, será automática, realizada pela própria instituição financeira, sem necessidade de qualquer pagamento adicional por parte do investidor. O limite para aplicação é R$ 500 mil por investidor ao mês, sem restrição para resgates. Ouça na Radioagência Nacional:

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Agência Brasil Economia
ACTU
11.05.2026

Tesouro Nacional lança título com aplicação a partir de R$ 1

A partir de desta segunda-feira (11), investidores que buscam alternativas mais simples e com previsibilidade de rendimento poderão utilizar o Tesouro Reserva, que possibilita investimentos a partir de R$ 1. O novo título do Programa Tesouro Direto foi lançado na manhã de hoje na Arena B3, na capital paulista. O Tesouro Reserva é um lançamento da Secretaria do Tesouro Nacional, da B3 e do Banco do Brasil e prevê rendimento indexado à taxa básica de juros (Selic). Outra novidade desse título é que ele poderá ser negociado em qualquer hora do dia, todos os dias da semana. Notícias relacionadas:Governo amplia Luz para Todos na Amazônia Legal.Mercado eleva previsão da inflação para 4,91% este ano.Nova lei define percentual mínimo de cacau nos chocolates .O foco do Tesouro Reserva é o pequeno investidor ou quem pretende montar uma reserva de emergência. “Na prática, ele é exatamente igual ao investimento de outros títulos. Ele só vai ter um ticket inicial, um investimento mínimo menor, que é de R$ 1. A diferença é que ele funciona 24 horas por dia, sete dias por semana”, explicou Daniel Leal, secretário do Tesouro Nacional.  Inicialmente esse título ficará disponível apenas para a base de 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil mas outras instituições também poderão oferecê-lo em breve, após a fase de testes. Nesta etapa, os investimentos e resgates serão realizados por meio do aplicativo Investimentos BB, utilizando transação via PIX. Ao contrário do Tesouro Selic, o Tesouro Reserva não terá marcação a mercado, o que quer dizer que não vai oscilar diariamente com as mudanças nas taxas de juros do mercado. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Tributação Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, o Tesouro Reserva seguirá as mesmas regras dos demais títulos do Tesouro Direto. Haverá incidência de Imposto de Renda (IR) apenas sobre os rendimentos, no momento do resgaste ou do vencimento, com alíquotas regressivas: quanto mais tempo o investimento permanecer aplicado, menor o imposto. Já para as aplicações que forem resgatadas em até 30 dias, poderá haver cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que também será regressiva e zerada após esse período. A cobrança dos impostos, diz a secretaria, será automática, realizada pela própria instituição financeira, sem necessidade de qualquer pagamento adicional por parte do investidor. O limite para aplicação é R$ 500 mil por investidor ao mês, sem restrição para resgates. Ouça na Radioagência Nacional:

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Agência Brasil Economia
ACTU
11.05.2026

Mercado eleva previsão da inflação para 4,91% este ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,89% para 4,91% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (11), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela nona semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Notícias relacionadas:Fazenda comemora IPCA de 4,26% e projeta menor inflação do Plano Real.Copom adota cautela por tensões globais e expectativa da inflação.Entidades do setor produtivo cobram cortes maiores da Selic.Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2027, a projeção da inflação permaneceu em 4%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,64% e 3,5%, respectivamente. Taxa Selic Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, na semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom. Em ata, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. No documento o BC informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho. Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 13% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,25% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 10% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. PIB e câmbio Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) variou de 1,75% para 1,76%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento. No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.

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Agência Brasil Economia