Acre registra mais de 6 mil violações de direitos a grupos vulneráveis no primeiro semestre de 2026
Quick Look
- O Acre registrou 6.210 violações de direitos a grupos vulneráveis entre janeiro e junho de 2026.
- Crianças, adolescentes, pessoas com deficiência e idosos foram os mais afetados.
- Rio Branco lidera os casos.
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Why It Matters
O Acre registrou 6.210 violações de direitos a grupos vulneráveis entre janeiro e junho de 2026. Os dados são do painel da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.
Acre registra mais de 6 mil violações de direitos a grupos vulneráveis no primeiro semestre de 2026 — Foto: Jainni Victória
Entre janeiro e junho de 2026, o Acre registrou 6.210 violações de direitos a grupos vulneráveis, conforme dados disponibilizados no painel da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. Ao todo, foram contabilizados 485 protocolos de denúncias e 789 denúncias efetivadas.
Os dados mostram ainda que violência contra criança ou adolescente, com 2.788 violações e 431 denúncias, contra pessoa com deficiência, com 1.151 violações e 162 denúncias, e contra pessoa idosa, com 1.333 violações e 204 denúncias, lideram os números.
O estado registrou também:
498 violações e 88 denúncias de violência contra a mulher;
316 violações e 66 denúncias de violência contra cidadão, família ou comunidade;
59 violações e 7 denúncias de violência contra população LBGTQIA+;
49 violações e 11 denúncias de violência contra pessoas em restrição de liberdade;
16 violações e 2 denúncias de violência contra pessoas em situação de rua.
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Conforme o levantamento, os meses de maio (188), junho (172) e abril (124) tiveram os maiores registros de protocolos de atendimento.
Com relação às cidades com maiores registros de violações de direitos, Rio Branco (4.442), Cruzeiro do Sul (369) e Brasiléia (336) lideram os dados. Já Manoel Urbano (8), Jordão (8) e Marechal Thaumaturgo (13) possuem os menores registros.
Números que preocupam
Em mais de dois anos, o Acre registrou 1.534 casos de estupro de vulnerável. Os dados são do relatório comparativo divulgado pela Polícia Civil (PC-AC), que reúne informações referentes a 2024, 2025 e 2026, com dados parciais contabilizados até 31 de março deste ano.
O estudo mostra ainda que, neste primeiro trimestre de 2026, foram registradas 27 ocorrências de estupro contra crianças e adolescentes, um aumento de 50% em comparação com o mesmo período de 2025, com 18 vítimas.
Já com relação aos casos de estupro de vulnerável, foram registrados 123 casos, uma redução de 28,1% em relação a 2025, com 171 casos. A capital acreana lidera entre as cidades com maiores casos.
Veja como denunciar casos de violência infanto-juvenil:
Polícia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato;
Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes;
Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
Qualquer delegacia de polícia;
Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008;
Ministério Público;
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Open Questions
- Quais as causas do aumento da violência contra crianças e adolescentes?
- Quais medidas estão sendo tomadas para combater essas violações?
- Como os dados parciais de 2026 se comparam ao total de anos anteriores?






